A Cozinha de Monicavox – Porque viver sem glúten… com receitas – 15.04.2017

A Cozinha de Monicavox – Porque viver sem glúten… com receitas – 15.04.2017

Manter a ordem, em vez de corrigir a desordem, é o princípio básico da sabedoria. Curar a doença depois que ela aparece é como cavar um poço quando se tem sede, ou, forjar armas com a guerra iniciada. – Nei Jing, século II a.C.

Alimentação é tão importante quanto o ar que respiramos. E, para ser saudável, este estado de condição, passa necessariamente, pelo alimento que ingerimos e hábitos de vida. Acreditem, muitas doenças acontecem, porque somos displicentes, em não buscar conhecimento sobre o que estamos comendo.

Muito se ouve falar nesse tal de glúten. Mas, você sabe o que é, exatamente? O glúten é um composto de proteínas encontrado na farinha de trigo, na aveia, no centeio, na cevada e no malte. “Essas proteínas são chamadas prolamina e glutelina e elas aparecem combinadas com o amido no alimento. A gliadina e a glutenina (que são a prolamina e a glutelina do trigo) representam a grande maioria das proteínas do trigo. O glúten é responsável pela elasticidade das massas e é o que faz o pão crescer“, explica Bela Gil, chef e nutricionista formada pela Hunter College de Nova York.

— A alimentação do passado longínquo

O que todos os especialistas apontam é que nunca se comeu tanto glúten como hoje e esses alimentos costumam ser bastante calóricos. No caso do trigo, por séculos, ele foi cultivado, sem nenhum problema que causasse danos à saúde. A base da alimentação dos nosso ancestrais, antes do surgimento da agricultura era, segundo o Dr. David Permute: 75% de gordura, 20 % de proteína e 5% de carboidratos. Hoje: 20% de gordura, 20% de proteínas e 60% carboidratos. Ele afirma que: nossas doenças crônicas contemporâneas, pela lente de um denominador comum é o processo inflamatório, alerta também que, umas das origens de problemas cerebrais, em muitos casos, é predominantemente alimentar.

Estamos tão condicionados nos alimentar com trigo, que só em pensar em tirá-los da nossa dieta, pode ser doloroso. Porém, a partir das informações e, da conta que pagamos, ficando doentes, é um incentivo buscar alternativas.

Os alimentos mais ricos em glúten são aqueles derivados e fabricados com trigo, aveia, cevada, centeio e malte, como bolos, pães, biscoitos, macarrão, tortas, cerveja, whisky, pizzas, molhos e temperos prontos. Ao diminuir o consumo desses alimentos, naturalmente se tira algumas muitas calorias a mais do cardápio. Enquanto isso, no grupo dos alimentos que não possuem glúten estão a tapioca, biscoito de polvilho, macarrão de arroz, pipoca, frutas, vegetais, legumes, arroz integral, feijão, amaranto, quinoa, fubá, mandioca, milho, linhaça, trigo sarraceno, cacau e creme de arroz.

— O pão nosso de cada dia

O pão e outros alimentos, preparados com o trigo, sustentam os seres humanos a séculos. A partir da década de cinquenta, do século passado, começaram os experimentos em laboratório, ou seja, esse trigo de hoje, já não é nem sombra do original. É apaixonante e, ao mesmo tempo assustador, descobrir que, ao comermos um pãozinho, estamos envenenando nosso corpo. Questione-se sobre como você se alimenta, busque a informação, para seu bem-estar e da sua saúde.

Prestem atenção no que o Dr.Willian Daves, em seu livro Barriga de Trigo, diz: O trigo é um dos poucos alimentos que conseguem alterar o comportamento, provocar prazer e gerar a síndrome de abstinência ao ser eliminado da dieta. Foi preciso observar pacientes esquizofrênicos, para que aprendêssemos, alguma coisa sobre esses efeitos.

O trigo é o mais poderoso estimulador de apetite. Ele faz você querer cada vez mais biscoitos, cupcakes, balas, refrigerantes. Ele faz você querer, tanto alimentos que contenham trigo, quanto os que não contém. E, para algumas pessoas o trigo é uma droga, ou, pelo menos provoca efeitos neurológicos específicos, semelhantes aos produzidos por drogas. Porém, podem ser neutralizados com medicamentos usados para combater os efeitos narcóticos.

Ele continua: Efeitos peculiares do trigo nos seres humanos, já documentados, incluem a estimulação do apetite, a exposição do cérebro a exorfinas (equivalentes às endorfinas, produzidas internamente), picos exagerados de açúcar, no sangue, que acionam ciclos de saciedade alternados, com um aumento do apetite, a glicação, processo que está por trás de algumas doenças e do envelhecimento, inflamações e alterações de pH, que provocam o desgaste de cartilagens e prejudicam os ossos, e a ativação de distúrbios nas respostas imunológicas.

— Doenças do trigo

À medida que o apetite pela farinha tem aumentado, tem-se também vindo a comprovar a relação desta com as doenças relacionadas com a alimentação, como obesidade, doenças cardíacas e diabetes. Coincidência? Muitos especialistas em nutrição pensam que não. Quando analisam as evidências que relacionam as doenças com as escolhas alimentares, detectam por toda a parte as impressões digitais da farinha de trigo refinada.

“Agora que as gorduras trans estão em grande parte fora da cadeia alimentar” diz David Ludwig, diretor do New Balance Foundation Obesity Prevention Center no Children’s Hospital de Boston, “os hidratos de carbono refinados, incluindo os produtos de cereais refinados, são a influência mais nociva na atual dieta americana.

— Historicamente…

A farinha começou por ser uma descoberta genial para resolver um problema grave. As sementes eram abundantes, mas a casca era dura, tornando-as difíceis de mastigar e de digerir. No início, os humanos moíam-nas entre pedras, esmagando as camadas externas para conseguir obter o que estava por dentro. O resultado – um pó grosso – foi a primeira farinha de cereais integrais.

O inconveniente foi o desperdício. Ao esmagar os grãos, os seus óleos escorriam e, expostos ao ar, rapidamente ficavam rançosos. Com o aparecimento da moagem industrial, no século XIX, as máquinas começaram a filtrar o gérmen, transformando o restante endosperma num pó fino e branco que durava meses na despensa. E assim nasceu a farinha de trigo branca, juntamente com uma série de problemas para a saúde.

Sob a sua estrutura rígida, os grãos de cereal escondem uma matriz de vitaminas, minerais, fito-nutrientes e fibra. Mas quando as máquinas transformam os grãos em farinha, até mesmo farinha integral, o que resta é um pó de amido prejudicial para a saúde. A farinha, em oposição aos grãos de cereal, é fácil de consumir em excesso pois a maioria dos alimentos à base de farinha exigem pouca mastigação e engolem-se rapidamente. É muito mais fácil consumir qualquer alimento onde o trabalho de mastigação ou digestão já vem praticamente feito até nós.

— As pesquisas

“A diferença entre um grão de cereal inteiro e um processado resume-se ao índice glicêmico, ou quão rapidamente o corpo transforma alimentos em combustível, ou glucose,” diz Gerard Mullin, diretor do Hospital Johns Hopkins, em Baltimore, Alimentos feitos com farinha de trigo são particularmente prejudiciais. Um hidrato de carbono chamado amilopectina é mais facilmente convertido em açúcar no sangue do que qualquer outro. Duas fatias de pão feito com farinha de trigo aumenta o açúcar no sangue em quantidade superior a seis colheres de chá de açúcar de mesa e superior a muitas barras de chocolate.

“Se fossemos cientistas maus e decidíssemos fazer o veneno perfeito, seria com trigo,” diz o cardiologista William Davis (Para mais informações sobre por que Davis desaconselha comer qualquer tipo de trigo – incluindo os grãos do trigo integral – leia no seu livro, Barriga de Trigo: Perca o trigo, perca peso e volte a encontrar o caminho para a saúde (Rodale, 2011).

— E na cozinha de Monicavox…

Batata doce com tofu e ervas

Ingredientes:

4 batatas doces grandes

2 colheres de sopa de azeite de oliva para regar no final e óleo de coco para assar

1 xícara de chá de tofu ralado

2 colheres de sopa de salsinha crespa picada

5 folhas de sálvia picadas

2 colheres de sopa de endro fresco

100g de azeitonas pretas bem pequenas

sal rosa a gosto

Modo de Preparo:

Lavar as batatas e escová-las, retirar os pontos escuros e furá-las com um garfo. Pincelar as batatas com o óleo de coco, embrulhar em papel-manteiga e colocar em uma assadeira. Levar ao forno médio por duas horas ou até as batatas ficarem macias. Retirar as batatas do forno, cortar ao meio, retirar parte da polpa com uma colher pequena e colocar em uma tigela. Amassar bem a polpa, juntar o tofu, as ervas e o sal e misturar até ficar homogêneo. Rechear as batatas com o creme de tofu e distribuir as azeitonas. Se preferir, salpicar um pouco mais de ervas e decorar com gomos de tomate-cereja. Regue com o azeite de oliva. Servir em seguida.

Bacalhoada vegetariana

Ingredientes:

6 Batatas médias

200 ml de leite de coco

2 cebolas em rodelas finas

¼ de xícara de azeite de oliva

1 folha de louro quebrada

500 g de palmito pupunha fresco

2 ovos cozidos em rodelas

½ pimentão verde em rodelas

1 pimentão vermelho em rodelas

Azeitonas pretas

1 folha de alga nori picada

Coentro ou salsinha à gosto

Sal à gosto

Preparo:

Cozinhe as batatas com casca. Quando estiverem cozidas, descasque e corte em rodelas. Corte o palmito em julienne e refogue em um pouco de azeite e sal. Coloque em forma refratária camadas de batatas, palmito, cebola, pimentão, azeitonas, alga e ovo cozido. Misture o leite de coco com o molho de tomate e coloque sobre as camadas. Regue com azeite de oliva. Leve ao forno aquecido por cerca de 10 min. Salpique salsa ou coentro e sirva.

Bolo simples de maçã

Ingredientes:

4 maçãs sem casca e picadas

1/2 xícara óleo de coco

1 xícara açúcar de coco

4 ovos caipiras

1/2 xícara leite vegetal (amêndoas, castanhas, caju ou pará)

1 xícara de farinha de arroz

1 xícara de fécula de batata

1 colher de sopa fermento biológico

Instruções de preparação:

Bata todos os ingredientes no liquidificador, menos a farinha e o fermento e as maçãs picadas. Numa vasilha, adicione aos poucos a farinha e o fermento, misture delicadamente. Nesse momento acrescente as maçãs. Despejar em uma forma untada com óleo de coco e enfarinhada, leve ao forno médio, preaquecido, por 45 min ou até assar. Polvilhe açúcar de coco e canela, e sirva.

Bolo de tapioca delicioso

Ingredientes:

500 gr farinha de tapioca granulada

500 ml leite de coco

500 ml leite vegetal de arroz ou de amêndoas

150 gr coco ralado sem açúcar

1 e 1/2 xícara açúcar de coco

1 pitada sal rosa

2 colheres de sopa  de manteiga de coco (já tem em casas de produtos naturais)

4 ovos caipiras

Instruções de preparação:

Numa tigela grande coloque os leites e a tapioca. Mexa e deixe de molho por cerca de 40 min. Depois acrescente todos os outros ingredientes e mexa com a mão (com a colher você não vai conseguir). Amasse e misture bem. Pré-aqueça o forno, coloque a massa num refratário de vidro untado e polvilhe canela em pó por cima. Leve para assar, por + – 55 min.

Visão pessoal…

Todos nós deveríamos criar o hábito de não confiarmos 100% em nenhuma informação, deveríamos pesquisar o assunto em diversas fontes, para termos uma noção clara e imparcial sobre o assunto em questão, então, termos a nossa própria conclusão. O conhecimento no liberta do cárcere da ignorância, então, quando temos o conhecimento optamos de forma consciente e responsável. Assim, criamos mais possibilidades de vivermos prazerosamente, com o menor risco possível, de estarmos contribuindo para que fiquemos doentes. Uma complexa série de enfermidades resulta do consumo de trigo, desde a doença celíaca, devastadora enfermidade intestinal, desencadeada pela exposição ao glúten, até uma variedade de transtornos neurológicos, diabetes, doenças cardíacas, artrite, estranhas urticárias e os delírios incapacitantes da esquizofrenia. O livro “Barriga de Trigo” relata as experiências do Dr. Davis com seus pacientes, com a retirada do trigo na alimentação dos mesmos. Inclusive, pessoas com sobrepeso emagrecem. Interessante, também, que ele traz toda a trajetória do trigo através dos séculos até hoje. Explica de forma didática, então, têm-se a percepção plena e contextual. Inclusive, analisa não só o glúten, mas tudo que envolve o trigo, desde a produção até o consumo humano. No livro, “A dieta da Mente”, o Dr. David Perlmutter foca os malefícios não só do trigo, mas de outros grãos, ao nosso cérebro. Ele afirma: uma dieta rica em gordura e pobre em carboidratos para atual, pobre em gordura e rica em carboidratos, basicamente constituída por grãos e outros carboidratos danosos – é a origem de boa parte das pragas modernas que assolam o cérebro, entre elas: dores de cabeça crônicas, insônia, ansiedade, depressão, epilepsia, transtornos motores, esquizofrenia, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) e tantos outros episódios maiores que costumam ser o prenúncio de um sério declínio cognitivo e, de males cerebrais importantes, irreversíveis, intratáveis e incuráveis. O fato de que nosso cérebro é sensível àquilo que comemos, vem circulando silenciosamente em nossa literatura médica de mais prestígio. É uma informação precisa que precisa chegar ao conhecimento do público, cada vez mais enganado, por uma indústria, que vende alimentos considerados “nutritivos”, afirma Perlmutter. Ele afirma também que, não resta dúvida de que, um dos acontecimentos mais importantes e de maior impacto, no declínio generalizado da saúde cerebral, na sociedade moderna, foi a introdução do grão de trigo na dieta humana. Antes de chegar a conexão entre esses processos inflamatórios e o cérebro, proponho uma reflexão sobre aquilo que considero uma das mais monumentais descobertas de nosso tempo: a origem dos problemas cerebrais e, em muitos casos, predominantemente alimentar. A possibilidade de você estar em vias de ser diabético, já está comprometendo parte da funcionalidade do seu cérebro no futuro. O glúten ao chegar no intestino, segundo médicos, pesquisadores, transforma-se em uma espécie de cola, grudando nas paredes intestinais. Com o tempo transforma-se numa espécie de cola, que gruda nestas. Então, acontece a saturação do aparelho digestivo, aumento de gordura na região do abdome, dores articulares, alergias cutâneas e até depressão. Alguns cientistas confirmam que um intestino sem glúten, produz serotonina, gerando alegria. O celíaco tem intolerância ao glúten. Segundo, pesquisas, um em cada 300 brasileiros tem a doença. Como o assunto é muito amplo, é oportuno que o leitor pesquise. Enfim, conclua por você mesmo, não esqueça que, sua saúde depende muito do alimento que você põe na sua boca. Suas escolhas alimentares, em parte, definem o seu futuro. As decisões de hoje contribuirão ou, não, para termos uma vida, o mais agradável possível, sem doença….

Inspiração…

DAVIS Willian. Barriga de Trigo.São Paulo.204

http://drperlmutter.com/

http://www.senado.gov.br/senado/portaldoservidor/jornal/jornal70/saude_contem_gluten.aspx

http://www.huffingtonpost.com/dr-mark-hyman/gluten-what-you-dont-know_b_379089.html

http://glaucia-vivasemgluten.blogspot.com.br/2011/12/o-gluten-pode-estar-te-matando.html

http://www.realfarmacy.com/why-80-of-people-worldwide-will-soon-stop-eating-wheat/#!prettyPhoto

Mais Receitas Sem Glúten

http://ainfo.cnptia.embrapa.br/digital/bitstream/item/101014/1/Receitas-SemGluten.pdf

http://www.riosemgluten.com/sabores_da_cozinha_sem_gluten_josy_gomez.pdf

http://www.riosemgluten.com/viva_sem_gluten_receitas_faceis.pdf

http://www.riosemgluten.com/a_cozinha_sem_gluten_de_rejane_reis.pdf

http://www.mundoverde.com.br/UploadDocumentos/Sem_Gluten.pdf

Disponibilizado em PDF: http://alma.indika.cc/wp-content/uploads/2015/04/Barriga-de-trigo-William-Davis.pdf

Disponibilizamos o link para você baixá-lo, em pdf: http://minhateca.com.br/Ajunior/Livros/Psicologia+e+Psican*c3*a1lise/A+Dieta+da+Mente+-+DR+.+David+Perlmutter,62256308.pdf

http://www.tudoparavegetarianos.com.br/uncategorized/os-males-do-gluten-por-que-ele-faz-mal-para-nosso-organismo/

Vídeo

Recomendo…

Fonte – Monicavox

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