Moscovo e Pequim estabelecem o enquadramento para as transações monetárias dos BRICS em ouro: e tudo começa – 30.03.2017

Moscovo e Pequim estabelecem o enquadramento para as transações monetárias dos BRICS em ouro: e tudo começa – 30.03.2017

31 Março, 2017 por

Artigo em seu Idioma original – Português – PT

A negociação nas respectivas moedas locais já começou – e estabelece as bases para facilitar as transações em ouro pelos BRICS.

Os avanços recentes na racionalização do comércio em moedas locais aproximou Moscovo e Pequim no sentido de criarem uma arquitetura financeira que poderá facilitar as transações em ouro.

Como informamos na semana passada, Moscovo e Pequim deram outro passo em direção à desdolarização com a abertura de um banco de acordos em Yuan (moeda chinesa) na Rússia. E no início deste mês o Banco Central da Rússia abriu sua primeira filial estrangeira em Pequim para permitir uma melhor comunicação entre as autoridades financeiras russas e chinesas.

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De acordo com um artigo publicado ontem pelo Sputnik, o progresso na promoção do comércio bilateral em Yuan é o primeiro passo num plano ainda mais ambicioso – o de usar o ouro para efectuar transacções:

a. O centro de acordos em Yuan é uma das várias medidas que o Banco Popular da China e o Banco Central da Rússia têm vindo a analisar para aprofundarem a sua cooperação. (…)

b. Uma das medidas em apreciação é a organização conjunta do comércio de ouro. Nos últimos anos, a China e a Rússia têm sido os compradores mais activos do mundo do metal precioso.

c. Numa visita à China no ano passado, o vice-chefe do Banco Central russo Sergey Shvetsov disse que os dois países querem facilitar mais transações em ouro entre os dois países.

Ouro Russo em 2017

A possibilidade de negociar em ouro tem sido discutida por funcionários russos durante o último ano. Em Abril passado, o primeiro vice-governador do Banco Central da Rússia Sergey Shvetsov afirmou à TASS:

“Os BRICS países são grandes economias com grandes reservas de ouro e um impressionante volume de produção e consumo deste metal precioso. Na China, o comércio de ouro é realizado em Xangai, e na Rússia é em Moscovo. A nossa ideia é a de criar uma ligação entre as duas cidades a fim de aumentar o comércio entre os dois mercados.”

Estes planos para o futuro para facilitar as transações entre Moscovo e Pequim em ouro, certamente explicam porque é que os dois países são líderes na produção e compra de ouro. Criar um “mercado de ouro” dos BRICS seria uma excelente forma de contornar o dólar, enquanto também passariam a usar uma “moeda” que poderia ser facilmente reciclada através do comércio com outros países membros.

Embora a negociação em ouro não vá acontecer da noite para o dia, os estados dos BRICS já se estão a mover no sentido da criação de uma “nova arquitetura financeira” que “dispute o domínio do dólar dos EUA nas finanças globais”:

Choque em Xangai a 19 de abril de 2016: é criado o Yuan em padrão ouro

A China ditou a morte do dólar controlado pelos sionistas ao lançar a sua própria bolsa e preçário para o comércio de ouro

As iniciativas tomadas pelos países membros dos BRICs (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) para montar uma nova arquitetura financeira na sua oitava cimeira, realizada em Outubro de 2016 na Índia, tem estado recentemente em foco.

A fim de evitar o tipo de condições dos empréstimos do FMI e enfrentar a dominância do dólar dos Estados Unidos no financiamento global, espera-se que as novas instituições criadas pelos BRICs proporcionem a mudança muito necessária na arquitetura financeira global. Essas instituições incluem o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), o Fundo de Reserva de Contingência (CRF) liderado pelos BRICS e o Banco Asiático de Investimento em Infraestruturas (AIIB).

O AIIB da China vai mudar radicalmente o mundo, competindo contra o FMI dominado pelos Rothschild

Como um especialista em finanças recentemente destacou:

Nos últimos anos, os países BRICS – o Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – tomaram pequenos passos para reduzir a primazia do dólar no comércio internacional. A China tem vindo a liderar esse esforço nos últimos anos.

Recentemente deparei-me com este artigo publicado pelo South China Morning Post: “Moscovo e Pequim unem forças para contornarem o dólar dos EUA no mercado monetário mundial“. Como você poderá ver, a Rússia e a China têm trabalhado para fortalecerem os seus laços económicos nos últimos anos.

O último sinal desta cooperação ocorreu a 16 de Março, quando o Banco Central da Rússia abriu o seu primeiro escritório fora do país, em Pequim. Os órgãos de comunicação locais apelidaram-no de “um pequeno passo em frente na criação de uma aliança Pequim-Moscovo para contornar o dólar dos EUA no sistema monetário global”.

A negociação em Yuan é apenas o primeiro passo.

Planos muito mais ambiciosos estão a ser forjados.

(FYI: do texto Genghis Khan – O Império Mongol: A 21 de Agosto de 1264 Kublai Khan torna-se o Grande Khan. Após uma guerra civil prolongada, Ariqboqe rende-se a Kublai Khan em Shangdu. Isso solidifica o poder de Kublai Khan e permite que ele comece novamente as suas campanhas de conquista. Ele finalmente derrota a Dinastia Song no sul da China e instala o seu próprio regime, chamado de Yuan, o que torna os mongóis no primeiro povo não-chinês a conquistar toda a China”. A palavra “Yuan” significa “origem do Universo”. Em 1368 a Dinastia Ming recupera a China e o Império Mongol termina. Depois de Kublai Khan, os mongóis desintegram-se em entidades concorrentes e perdem influência, em parte devido ao surto da Morte Negra. Em 1368, a Dinastia Ming erradica o Yuan, o poder dominante dos mongóis, pondo assim um fim ao Império.)

O duque Russo Rusov Milícia – Sviatoslav, um bravo tipo de Ruik. “Neste dia a 3 de Julho de 964 dC, agora e para sempre nós, a Rússia, celebraremos o Dia da Vitória sobre os cazares judeus”. Agora são mais conhecidos como os sionistas seculares. Esta vitória tornou possível a sobrevivência física do povo russo.

Fonte: https://politicalvelcraft.org/

Read in: English

Fonte – Prepare for Change

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