Publicação da NASA: Arqueologia, antropologia e comunicação interestelar – 03.12.2016

Publicação da NASA: Arqueologia, antropologia e comunicação interestelar – 03.12.2016

Publicação da NASA “Arqueologia, antropologia e comunicação interestelar” não é o que parece.

ovnis-ufosA publicação “Arqueologia, antropologia e comunicação interestelar” (Archaeology, Anthropology, and Interstellar Communication) recentemente lançada pela NASA, agência espacial americana, causou certo “frisson” em alguns meios de comunicação e blogs por ai (principalmente nos dedicados aos UFOS). Esta agitação, feliz ou infelizmente, me parece pelos motivos errados. Com as recentes descobertas de inúmeros planetas, inclusive em configurações que vão de encontro ao que se sabia anteriormente, a busca por vida fora da terra ganhou força e atualmente empolga não só os antigos entusiastas da “causa alien”, mas também pesquisadores sérios. Talvez esta empolgação tenha contribuindo para inflamar os ânimos dos leitores de manchetes, aqueles que se apegam aos títulos sem se ater ao conteúdo.

Kepler 186f é um exemplo de exoplaneta recentemente descoberto. Com um tamanho aproximado ao da terra e dentro da zona habitável de sua estrela ele deixou muita gente empolgada. O problema é que ele está a  500 anos luz da Terra na constelação de Cygnus

Leia aqui: http://science.nasa.gov/science-news/science-at-nasa/2014/17apr_firstearth/

Tal leitura superficial da publicação pode dar a entender que a NASA, mais especificamente seu projeto SETI, fez contato (?) com seres de outros planetas e que estamos na eminência de um novo despertar civilizatório. A publicação não tem absolutamente nada ver com isso. Ela é, na verdade, um compêndio de vários artigos de diferentes autores, PHD’s em suas respectivas áreas de atuação, que vão do relato das experiências do programa SETI e sua história até os estudos e especulações sobre inúmeros campos como a Antropologia, Psicologia, Sociologia, Matemática, Física e seu uso na busca por sinais de comunicação inteligente fora da Terra (ETI).

Perguntas como “o que é a vida?”, “o que é inteligência?”, “onde procurar?”, “como comunicar-se?” são temas fundamentais discutidos na publicação pois o fato de não termos estabelecido e admitido uma presença extraterrestre oficial para o mundo inteiro, de forma factual, pode significar que eles não estão interessados em mostrar-se ainda oficialmente, ou nossa incapacidade (a maioria da população do planeta) de nos comunicar e aceitar esse fato (coisa que eles, Ets, devem estar cientes) ou mesmo nossa incompetência, não “olhando” nos lugares certos ou não entendendo suas mensagens, além de outros fatores.

A única referência que temos…

Mas para estudar uma suposta civilização extra-terrestre o que precisamos saber? Como compreender seu comportamento? Onde procurá-la? Como tudo que temos até hoje somos nós e a nossa história planetária contada através de uma outra história que foi propositalmente ocultada (basta ler os livros de Zecharia Sitchin), temos que ir pelo caminho do estudo de como escritas antigas, como os Hieróglifos, foram decifrados e por que outras nunca o foram, como por exemplo; Alguns antiquíssimos Escritos Indus, Linear A e Elamite, Khitan e Escritos da América Pré-colonização.

O Manuscrito Voynish… você conhece?

Um caso bem interessante é O Manuscrito Voynish. Datado como sendo do século XV este manuscrito é um completo mistério para os linguistas, matemáticos e tradutores. Aparentando ser um livro de alquimia e cheio de ilustrações, sua escrita é toda codificada. O mistério é tão grande que a hipótese deste ser uma farsa não é descartado.

O Manuscrito Voynish é uma publicação medieval cercada de mistérios. Ninguém nunca conseguiu decifrar seu conteúdo.

Leia aqui: http://pt.wikipedia.org/wiki/Manuscrito_Voynich

Por estes exemplos, que foram produzidos aqui em nosso planeta por pessoas como nós talvez influenciadas por Ets ou pela pouca compreensão dessa vida extraterrestre, podemos ver quão desafiadora é a arte de ler e interpretar códigos e mensagens. Analisando os conceitos de símbolo e significado podemos, por exemplo, adotar melhores formas de interpretar sinais que, em princípio, poderiam ser confundidos com escrita. Nossa posição “antropocentrista” pode, por exemplo, limitar-nos a procurar por certos aspectos que podem não ser os corretos como formas hominídeas, linguagem escrita ou mesmo seres baseados em carbono. O ambiente extra-terrestre pode ser tão diverso que nada do que conhecemos hoje talvez encaixe-se no que eles realmente são.

O que é inteligência?

Nos acostumamos a acreditar que apenas os seres humanos são providos de inteligência e que seria este mesmo tipo de “inteligência” aquela a ser buscada fora da Terra. Porém uma análise mais detalhada das criaturas que vivem em nosso planeta nos mostra que existem inúmeros seres inteligentes, não só o homem. Possuímos apenas um tipo específico de inteligência e ela, necessariamente, não é garantia de sobrevivência. Vide as inúmeras espécies que com diferentes formas de inteligência estão a muito mais tempo no planeta que nós. Vale lembrar também que construir armas de destruição em massa em larga escala, que podem destruir várias vezes o planeta ou poluir a própria água que se bebe ou o ar que se respira, estão muito longe de serem atitudes inteligentes, mas que efetivamente enfrentamos todos os dias. Sendo assim, devemos considerar na conta para as buscas fora da Terra a questão “o que é inteligência?”. Outro fato a considerar é que talvez nós mesmos não teríamos capacidade intelectual e científico/tecnológica de reconhecer outras tecnologias que poderiam estar transmitindo sinais neste exato momento, mas que passariam despercebidas por nós.

Fazer ou não fazer contato neste momento que o planeta está vivenciando? Eis a questão…

Um ponto interessante a ser discutido é: estamos preparados, na sua maioria da população, a enfrentar esse paradigma extraterrestre neste momento em que o planeta começa os seus processos de Transição, que ainda está em estado beligerante, desunido em países, em raças, em línguas, em etnias, em religião?Apesar do debate sobre raças suficientemente avançadas serem ou não pacíficas algumas vozes dentro da ciência acreditam que é melhor ficarmos “quietinhos” em nosso canto da galáxia, sem chamar a atenção de possíveis civilizações predadoras, haja visto a situação de divisão que ainda nos encontramos… não somos uma raça unida, muito pelo contrário… isso justificaria uma invasão de uma outra raça que nos pegaria de surpresa e não teríamos condições de nos unir caso ela não seja tão “espiritualmente adiantada” assim?

ovnis_1Comunicação extra-terrestre: um desafio quase paradoxal

Mas deixando de lado as polêmicas sobre intenções deste ou daquele uma questão fundamental surge: como nos comunicarmos? Perguntas importantes que as pessoas com mente científica e que estudam o assunto formulam, já que algumas pessoas desinformadas e esperançosas de que vamos ser salvas ou visitadas por seres altamente espirituais que vem em paz (?), nunca fazem…

Se enviarmos imagens de nosso planeta ou símbolos, será que eles terão “olhos” para enxergá-las? Se enviarmos sinais binários (0’s e 1’s) como os que os computadores entendem eles conhecerão esta linguagem? E se conhecerem seu conceito (ligado ou desligado) saberão interpretar da mesma forma que nós os códigos? Se enviarmos sons, como os que estão em discos de ouro nas sondas Voyager, os aliens terão “ouvidos” para escutá-los? O ambiente em que vivem terá condições de propagar o som? E mesmo que recebam todas estas informações eles saberão interpretá-las?

A mesma pergunta podemos fazer a nós mesmos. Saberemos interpretar a cultura, a língua, o conhecimento alienígena? Talvez uma pergunta mais fundamental ainda seja: eles teriam estes conceitos de cultura, língua, conhecimento ou seria algo totalmente diferente?

Devemos lembrar que todos os seres vivos na Terra estão ligados de uma forma o outra pela evolução. Nossos genes não diferem tanto entre nós, apesar de nossas particularidades (o que nos torna únicos, mas porém, da mesma raça, a raça humana) mas um ser “nascido” em outra parte do Universo poderia ou não ter ligação alguma com esta cadeia, o que pode ser altamente desafiador para nós e para eles.

Uma linha de pensamento muito adotada é a utilização de “informações fundamentais universais” para a comunicação. Esta ideia é baseada no princípio de que as leis físicas e os conceitos matemáticos são os mesmos em qualquer parte do Universo e, desta forma, qualquer ser “inteligente” poderia compreendê-las. Como exemplo podemos citar a velocidade da Luz, as frequências de emissão de objetos astronômicos (como estrelas e pulsares), a gravidade, os elementos químicos, o conceito de números primos, o Pi, o número e e etc.

extraterrestres_1Curiosidade… ou proposital?

Pi é um número constante obtido pela relação entre o raio e o comprimento de um círculo qualquer. Se você tirar as medidas da tampa de um pote, de uma bola, da Terra ou de um planeta onde supostos alienígenas vivem o valor de Pi será exatamente o mesmo.

Visão Pessoal…

Esta  discussão sobre extraterrestres são profundamente abordadas no livro da NASA e coloca no leitor questionamentos muito interessantes. Apesar da publicação ter como tema principal a busca por sinais de Inteligência Extra-terrestre, ela aborda temas muito “humanos” e acaba por fazer um profundo mergulho nas raízes do conhecimento de nós mesmos, de nossas origens e de como nos relacionamos entre nós e com civilizações já extintas. Falar de extra-terrestres acaba sendo falar de nós mesmos. A quantidade de informações interessantes e questionamentos são muito grandes no livro e este ensaio feito aqui apenas “arranha” alguns dos temas abordados. Goste você ou não do assunto “Busca por Inteligência Extraterrestre” ou da NASA – a publicação é interessantíssima pois discute temas que talvez não nos importássemos tanto se não fosse por nosso desejo em descobrir factualmente e entrar em contato com outras civilizações. E vamos ser realistas, pois ainda nada sabemos como são, o que são, como pensam, sentem e vivem… apenas sabemos, pela nossa história ocultada e agora sendo revelada… que eles existem….

Inspiração….

(Archaeology, Anthropology, and Interstellar Communication) – NASA

Para baixar o livro (grátis) basta acessar o site da NASA (em inglês).

(Nota Gilberto – Baixe “O Manuscrito Voynish” Aqui. Em uma das entrevistas do COBRA, ele comentou para não considerar os livros de Zecharia Sitchin. Coloco aqui uma mensagem sobre um dos seus livros:

Sobre o Livro de Enki – Pai Tomé – Babagiananda – 26.07.2014

“O Livro de Enki e as tabuletas encontradas são engendragens planejadas para contaminação das mentes, para quando chegassem eras terrenas de redenção humana. Algumas verdades ali constam, dentre mentiras vis, pelo Pai registradas, nos arquivos eternos, como erros graves de raças siderais. 

Nossa informação visa coibir, através dos Filhos da Luz mais conscientes, o avanço pestilento deste ‘desserviço’ espiritual, qual seja o da propagação ardilosa, na atualidade esotérica, de destituir, com base em deduções subsequentes, o Criador, do seu Onipotente dom da Criação, e a verdade da contínua propulsão evolutiva de ‘almas’, em corpos planejados por Cortes Ancestrais de Seres Co-creadores, Divinas Virtudes de Sua Augusta Coroa .

O ‘princípio vital’ que anima todos os seres, além do mais, somente pelo dom de decisão desse Logos que a humanidade desconhece, tem o poder de soprar onde Ele quer. Ouça quem tiver ouvidos de ouvir!” 

Psicofonia, por Rosane Amantéa – 26 de julho de 2014 – Londrina – PR – Brasil

Esta mensagem pode ser compartilhada, respeitados os direitos autorais, citando-se o autor e o link do site: Vozes do Grande Coração.)

Fonte – Monicavox

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