Pai José de Aruanda – Vida e Morte – Abnegação da Matéria – 18.10.2016

Pai José de Aruanda – Vida e Morte – Abnegação da Matéria – 18.10.2016 

O que é vida e o que é morte? Apesar de visualizar a vida como uma encarnação o espírito nesta condição de encarnado não tem a visão totalitária do que se trata. A razão pela qual a ausência das lembranças de outrora são necessárias é simples: validade da reformulação da essência própria. Não saber no que exatamente a essência precisa se reformular é a certeza de que a mudança é verdadeira durante os percalços que uma encarnação lhe proverá.

pai-jose-de-aruandaNem tudo é colheita de vidas passadas. Entretanto, muito se vive por aquele que se ama.

Espíritos de extrema amplitude se oferecem a funções que podem ser consideradas difíceis perante olhos cegos. A dor e o amor se confundem quando a vida espiritual é mensurada. A dor vivida na morte do corpo físico é densa devido ao egoísmo que se propaga na carne. A presença material que evidencia a vida no plano físico (corpo e espírito juntos) facilita a consciência em definir que “alguém está vivo”. Porém, quando o corpo físico morre e o espírito ganha liberdade a dor antecipada de saudades e a separação de dimensões afetam o raciocínio.

No desencarne o espírito é como o aroma do café. Ficam as borras, a fumaça que levanta é o espírito em processo de desencarne. Já o aroma é a essência do que se é. Bom café recebe o amor do sol, da chuva, da terra e dos homens que intervém no processo até sua torra e moagem. Cada tempestade ou horas a fio de sol escaldante fazem também parte da história daquele café.

O aroma que muitas vezes não é apreciado pela pressa em viver atrás de bens materiais passa totalmente despercebido. Há quem sinta o aroma de um bom café de longe! Atraídos pela essência de outros espíritos se formam grupos. Tais grupos se fortalecem desde que as essências não se confrontem. Onde há confronto de essências, há ego, há guerra hostil.

O desprendimento da matéria não deve gerar revolta. Agradeça ao Universo pela possibilidade de servir e ser servido pelo espírito que conclui mais uma parcela da sua viagem cósmica.

Morte? A morte não existe para o espírito e ao invés de chorar por uma separação, é necessário entender que a dádiva está em ampliar a sua alma até o máximo possível dentro de uma encarnação. Todos que se apresentam durante este processo são espíritos que compartilham momentos anteriores de vivências ou aproximação por choque de essências.

Estes encontros nada casuais propiciam a movimentação necessária para que a essência de cada um se reformule. Espíritos que se odeiam gratuitamente possuem características de embate por refutar em seu reflexo (a outra pessoa) o que lhe causa dor. A dimensão que esta dor pode chegar é gigantesca, pois o que mais dói no espírito é o que justifica a encarnação. A justificativa da encarnação (motivo pelo qual todos estão na matéria temporariamente) não é consciente para que a valia das reformulações sejam leais.

A junção da consciência do espírito em totalidade é possível somente fora da matéria, na dimensão espiritual, o que é a verdadeira morada. O receio da passagem é considerado comum por nós, mas não deve intensificado, ao contrário. O papel dos que provém de tal conhecimento é aconselhar pela tranquilidade e serenidade. Serão incompreendidos muitas vezes em detrimento da inconsciência do espírito que permeia a passagem.

Alguns espíritos abnegados, como premissa de amplitude existencial, entendem que o caminhar em terras materiais chega ao fim e decidem viver (e continuar vivendo depois disto) de maneira serena. A revolta por assim dizer não eleva o pensamento nem a existência.

Não venho convencer ninguém a morrer para a matéria, ao contrário. Venho persistir no que há muito falamos, que nada mais é do que viver para a vida eterna. A morte existe para quem não tem fé e ignora a sua essência. Elevar sua luz ao máximo Criador lhe trará a paz interior para entender as passagens, seja a sua ou de outrem.

Uma flor não nasce flor, é semente que já foi flor e tornará a ser novamente. Impedir uma flor de nascer é o mesmo que refutar Deus. Entenda aqui classificado os abortos e suicídios.

Assim é o ciclo material: semente se faz flor, que vira semente novamente para então ser flor… com as intempéries do cosmos (chuva, sol, lua, insetos, etc) a flor se adapta para cumprir a etapa da viagem e quando não mais precisar se adaptar (essência evoluída), progride para outro estado da matéria, em outra dimensão. Estenda aqui sua mente ao processo de pedra, areia, lagarto, peixe, macieira, laranjeira, você e… outras dimensões que poderá conhecer e aprender cada vez mais.

Se houvesse a consciência do que já se galgou, do que se propôs e do quanto almejou estar onde está, certamente não haveria polvorosa nos ritos de passagem. Quando se despedir de alguém, que seja até breve. Seja você ou outrem que parte em busca de mais aprendizagem.

Não deixe a cegueira do egoísmo lhe aprisionar em malefícios sentimentais. Nada é mais puro que o amor de Deus no recolhimento de suas criações. Voltar ao berço divino é regozijar no retorno da verdadeira morada.

A beleza entre as floradas da alma não podem ser apreciadas durante um ciclo, só quando se pode comparar as floradas entre as estações é que podemos emitir juízo sobre o aroma mais perfumado da mesma essência de flor. Cada passagem na matéria da mesma maneira exige a consciência plena da existência para entender se há ou não verdadeira evolução.

A razão da existência? Consciência, energia e evolução. Consciência em estado evolutivo até o maior grau necessário para habitar a morada definitiva. Energia de amor em imensidão para doar e receber sem plasmas impeditivos. Evolução da forma do mineral, vegetal, animal, humano e luz de ascensão. Neste último estado não há retrocesso, é a abnegação do todo material e vida eterna em consciência e energia.

Para ampliar e alcançar a abnegação material é preciso persistir nas reflexões. Se ainda não sabe como fazer, procure pelo escrito “Um copo d’água, uma vela e bons pensamentos”, depois evite traçar “O caminho da desgraça”, e não deixe de pensar na “Amplitude da Alma”, pois o que mais você precisa entender é que o seu espírito santo e o seu anjo de guarda é a junção de tudo o que você já pode viajar cosmicamente. Dispa-se dos seus restos e seja íntegro com seu propósito de evoluir a cada encarnação, que nada mais é que uma florada.

Sabendo que este curto período em que você está propenso às intempéries não é o todo, mas sim pequena partícula ou célula do que você mesmo se propôs, a vida é o que mesmo? A vida é aceitar a morfose a cada encarnação, ser aroma de café bom, aproveitar o sol e a chuva seja escaldante ou em tempestade para que a sua semente (leia-se alma) se faça flor. Que brote de dentro da sua essência a sua luz. Que seus galhos e folhas possam nutrir suas raízes com todas as luzes que Zambi lhe oferece. Que suas raízes possam absorver do solo todo o alimento que Zambi lhe proporciona. Que você possa viver sem praguejar a morte da matéria, pois morto está quem não tem fé. E repito…

Morto está quem não tem fé.

Salve todos os filhos da Seara de Mãe Benta!

Pai José de Aruanda – 18.10.16 – 17h25

Psicografado por Mãe Lilian de Iemanjá – Terreiro de Umbanda Vovó Benta

Fonte – www.vobenta.com

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