O Vazio do Amor de Deus – 11.10.2016

O Vazio do Amor de Deus – 11.10.2016

Palestra para a Rádio Portal da Ascensão, realizada em 11.10.2016. 

Palestrante: Thiago Strapasson 

Hoje, eu recebi a inspiração para falar sobre um tema que é “o próprio vazio em que o Amor de Deus trabalha”.

Em nossa vida, podemos olhar para o mundo e ver muito caos: muitas brigas, muitas disputas, violência. Podemos olhar, simplesmente, para o mundo e vê-lo dessa forma – com medo – e achar que, nesse caos todo, não está o Amor de Deus, o Amor de toda a Criação.

E, ao mesmo tempo, os Mestres e os Seres de Luz vêm a nos dizer que o Amor de Deus é o próprio cimento, a própria liga, a própria “cola” que existe no Universo. Não existe nada no Universo que não seja ligado, de uma forma ou outra, ao Amor de Deus.

Então, segundo o que os Mestres nos ensinam, o Amor de Deus existe em cada experiência, em cada fato que ocorre na nossa vida, porque não há nada que ocorra no mundo, que ocorra em qualquer lugar do Cosmos que esteja sem a proteção, sem o colo do Amor de Deus.

E, ao mesmo tempo, é um paradoxo, porque algumas pessoas se perguntam: “mas como é que eu posso ver o Amor de Deus nessa experiência?”.

Na verdade, não conseguimos ver o Amor de Deus nas experiências, porque olhamos para elas a partir de um ponto de vista humano. Colocamos a mente nessas questões. É a partir dos valores humanos, dos valores terrenos que analisamos essas experiências e, quando fazemos dessa forma, não somos capazes de enxergar o Amor que existe em Tudo Que Há na Criação.

Somente seremos capazes de enxergar todo esse Amor quando saímos da frente de nós mesmos e encontramos o nosso vazio interior, encontrarmos a Luz dentro de nós.

Quando você começa a se olhar e a se sentir, vai se identificar com um ambiente muito gostoso de estar presente, um ambiente muito saudável que é o seu próprio vazio, o seu próprio silêncio interior e, nesse silêncio interior, nesse vazio…você começa a descobrir o que e o quanto você tem dentro de si.

Eu, normalmente, venho aqui para falar, sem qualquer preparo, sem pensar em nada.  Eu somente deixo sair, somente deixo que a fala, o conhecimento, a sabedoria saia de dentro de mim. Mas só encontro essa sabedoria, quando encontro o meu próprio vazio. É como se, a partir do meu vazio interior, da minha Luz, eu encontrasse tudo aquilo que está no Universo. Encontrasse todo o Amor de Deus e toda a sabedoria universal dentro de mim mesmo. Então, eu não preparo tópicos, não preparo temas… venho aqui e, simplesmente falo, mas antes disso, me aquieto, deixo sentir esse vazio, essa paz interior! Deixo Deus crescer dentro de mim e a inspiração vem, a inspiração começa a fluir. Porque passamos a entender, nessa experiência, o Amor de Deus.

Pensando sobre o significado do Amor de  Deus me vem em mente agora, uma “roda”. Como se todos no Universo estivéssemos de “mãos dadas”, como se todos estivéssemos cantando juntos em um cirandar único, em uma roda única. É assim que eu vejo o Universo! Todos juntos rodando, no mesmo ritmo.

Mas, às vezes, pode acontecer de uma dessas pessoas, que está nessa grande roda, tropeçar em seus próprios pés e cair. E tudo isso faz parte da brincadeira. As pessoas vão rir deste que vai cair e vão se divertir, e ele vai rir também. Todos vão parar, nesse minuto para estender-lhe a mão, porque a brincadeira não pode continuar com um que esteja no chão, com um que esteja caído ali. Todos têm que parar, ajudar a levantar essa pessoa, mas essa pessoa, tem que encontrar força em suas próprias pernas. Ninguém vai carregá-lo para dançar a roda. A roda tem que girar por si mesma. Cada um que estiver ali dançando, tem que girar por si mesmo. É assim que funciona o Amor de Deus.

Ele permite que possamos cair, que possamos ter os nossos erros, as nossas imperfeições. Ele não quer que estejamos todo o tempo girando em perfeição com todos. Ele permite que, em determinado tempo, possamos nos desviar desse caminho até para que possamos sentir como é esse caminho fora do Amor de Deus, como é o caminho fora desse colo divino. E não há julgamento nessa etapa. Não há julgamento nenhum, porque o Amor de Deus é um Amor vazio de conteúdo. Ele não tem exigência. Ele não tem condição. Ele simplesmente ama e permite que o Universo gire nessa gigantesca roda, que é o seu próprio Amor.

E o que fazemos quando caímos nessa roda, quando descemos na tridimensionalidade, quando saímos desse colo de Amor de Deus?… Colocamos muitas restrições dentro de nós mesmos! Colocamos muita culpa, muito rancor, muito julgamento, muitas “capas” dentro de nosso próprio coração. E essas “capas” impedem que tomemos contato com nosso silêncio interior, com o nosso santuário sagrado e, como nos colocamos à frente de nós mesmos, impedimos de acessar toda a sabedoria sagrada que está em todo o Universo, que Deus proporciona a todos nós.

Quando, simplesmente, fechamos o olho e nos aquietamos, sentimos o nosso coração, sentimos a nossa Luz. Toda a sabedoria nos estará disponível e somos capazes, nesse momento, de falarmos daquilo que quisermos, daquilo que tivermos vontade, daquilo que formos inspirados a falar. Não há nada que não sejamos capazes de falar a partir de nosso próprio silêncio interior.

É a partir do nosso silêncio que encontraremos todas as respostas para a nossa vida, para os nossos conflitos e todas as respostas que nos levam ao equilíbrio. Nesse momento, paramos de buscar as respostas externamente e passamos a descobrir que elas estavam, todo o tempo, dentro de nós e acessíveis a nós. Elas estavam ali.  Bastava que saíssemos da frente de nós mesmos, que diluíssemos nossas restrições, que aquietássemos nossa mente, que deixássemos que todas nossas culpas, nossos bloqueios, fossem afastados para que pudéssemos nos sentir, sentir a nossa alma, a nossa essência. Porque a nossa essência é sábia! Ao mesmo tempo em que ela é vazia, pura e leve, ela é sábia e tem muito conteúdo, porque ela não está sozinha. Ela está ligada à Fonte. Então, quando nos conectamos à Fonte, somos capazes de buscar toda a sabedoria universal que está lá. Somos capazes, por nós mesmos, de nos colocarmos em contato com os Seres de Luz para que venham nos inspirar a trazer respostas. Esses Seres nos inspiram a poder falar sobre o próprio Amor de Deus como estou fazendo agora.

Mas só podemos tomar contato profundo com todo esse Amor, com toda essa sabedoria, que está disponível, quando olhamos a nossa vida de frente. Quando saímos da frente de nós mesmos, quando deixamos de nos julgar, de julgar as outras pessoas, de condenar qualquer ato que seja, e passamos entender que o cair faz parte do girar, que o cair faz parte de nos ensinar a estender a mão. Quando vemos outra pessoa cair, a sair da roda, o que precisamos fazer é entender que, ali, há uma experiência! Rir dessa situação e estender a mão e ver se a pessoa quer levantar, aguardar até a hora que ela quiser levantar, porque a roda não gira, se um único filho de Deus estiver fora dela. Ela irá parar de girar. A roda não se movimenta.

É o que acontece conosco na Terra. Caímos, descemos na escuridão e, agora, estamos levantando.  O Universo todo está de mãos estendidas, só esperando que possamos segurar em sua mão e que, com nossa própria força, nos levantemos. E, quando nos levantarmos, não haverá julgamento, não haverá culpa, nada. Haverá apenas o girar, o rodar da  roda,  porque Deus não está preocupado se caímos, se levantamos! Ele está preocupado se estamos nos divertindo, se estamos girando, se estamos de mãos dadas, se estamos acompanhando o fluir do Universo!

Se cairmos nesse trajeto, não há problema, não há culpa, não há julgamento. Há só um vazio interior, porque a nossa essência, a nossa alma é vazia, é Luz. Ela é um ser de Luz e, na Luz, não há culpa, não há julgamento, não há nada. Não há nem perdão, porque não há o que se perdoar.

Mas só acessamos a tudo isso quando nos silenciamos. Quando tiramos todas nossas crenças, nossas “capas” e tudo aquilo que nos restringe. Então, seremos capazes de tomar contato com nossa própria Luz, com nosso próprio Amor e reconhecer que é no vazio do Amor de Deus que está toda as experiências, todo o Cosmos, todo o Universo, a galáxia e o planeta.

Porque quando digo “o vazio do Amor de Deus”, estou dizendo de um Amor sem conteúdo, sem exigência, um Amor que não dá nem para se dizer como incondicional, porque é vazio. É um Amor que nada exige! Um Amor que só quer ver todos de mãos dadas e girando no melhor ritmo que for pra todos. E que se, eventualmente, um cair, todos os outros ajudem aquele a se levantar.

É assim que o universo funciona! É assim que o Amor de Deus funciona. Apenas acessamos a tudo isso, e reconhecemos Deus em nosso coração quando reconhecemos a existência de nosso Pai e de nossa Mãe dentro do próprio vazio. A existência de nossa divindade!

É nesse vazio, em contato com o nosso santuário sagrado, que encontramos toda a sabedoria, todo o Amor e tudo aquilo que necessitamos para a nossa vida.  

Transcrição: Angelica T. Tosta

Revisão de texto: Angelica T. Tosta e Solange Yabushita

Fonte: http://coracaoavatar.blog.br/

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