Reflexões de um momento – 04.10.2016

Reflexões de um momento – 04.10.2016

Ivete Adavaí

Ah, vida! Vida! Como é bom estar viva, principalmente com a compreensão de que estamos neste momento convivendo com as antigas promessas de uma Nova Terra. Talvez alguém pergunte: Onde? Onde está esta Nova Terra tão apregoada, tão aguardada e desejada? Pois é, nem tudo que existe pode ser visto com os nossos olhos físicos, mas sim com os olhos da fé, da confiança. Apesar da turbulência em nível global, os que se empenham na busca de uma espiritualidade livre de dogmas, fantasias, manipulações e crenças depreciativas podem vislumbrar esta Nova Terra, aqui e agora.

12-gratidãoComo? Em um planeta envolvido em inúmeras guerras, o terrorismo grassando entre as nações como a última palavra para “fazer justiça”, a migração que se tornou um problema mundial, a fome de sempre, a corrupção desenfreada… isso só para citar alguns dos problemas que atualmente ainda enfrentamos. No entanto, para quem tem uma visão mais abrangente, pode perceber indícios de mudanças aqui e acolá. Aparentemente pequenas coisas, iniciativas que partem de adolescentes, às vezes, de crianças mesmo; invenções nunca antes cogitadas; ideias simples que implicam em melhorias extraordinárias em vários campos, desde a agricultura até a construção civil; expansão da consciência no tocante ao nosso maravilhoso corpo físico; descobertas que desmontam antigos dogmas da ciência, como, acreditar que a genética determina o destino do indivíduo, sem considerar o ambiente e a capacidade mental de mudar esse “destino”; antigos métodos de cura, ligados muitas vezes aos chamados povos primitivos, que estão voltando em pleno século vinte e um, e dando grande contribuição em nossos tempos modernos. Poderia ficar aqui enumerando dezenas, centenas de coisas e situações a que estamos sendo expostos ultimamente, mas acredito ser desnecessário, porque aquilo que quero dizer, já foi expresso.

É a Nova Terra, meus amigos, é a Nova Terra, sim, ainda lidando com a dualidade extrema, mas caminhando celeremente para um equilíbrio ideal, que nos recompense de todos esses milênios de espera e de confiança nas promessas.

O fato de estarmos nos voltando para dentro, buscando em nós mesmos tudo aquilo que queremos, procurando ver tudo como um reflexo que merece ser compreendido a partir de dentro; buscar o desapego de tudo aquilo que nos limite ou oprima; ter boa vontade com os nossos companheiros de jornada, sem julgá-los pelo seu modo de ser/agir, mas procurando amá-los pela centelha divina que eles são, igualmente a nós; mostrar compaixão no limite máximo da nossa capacidade, como seres humanos espirituais, ainda em construção; colocar o nosso ego para descansar, levando-o a acreditar que vale a pena ser regido pela alma; sair da zona de conforto em todos os sentidos e não ter pena de liberar o que já serviu, mas que não serve mais ao nosso atual desenvolvimento espiritual; acima de tudo, procurar com afinco viver o que pregamos, o que lemos ou escrevemos, porque só assim poderemos criar, de fato, esta Nova Terra que tão avidamente desejamos durante tanto tempo.

Tudo isso pode não ser muito fácil, mas é a única forma que temos para construir este legado que deixaremos para a humanidade, independentemente da nossa próxima missão, afinal de contas, se escolhemos estar na Terra neste momento e se fomos aceitos, é porque temos algo a oferecer. Não se restrinjam de desapegar-se seja lá do que for, porque este é o caminho. Busquem sempre ajuda de acordo com a sua convicção. Não se baseiem no que o outro acha/diz/acredita. Sintam-se em casa consigo mesmos e se abram para uma vida mais plena, de paz, alegria e quiçá boa saúde, porque as nossas emoções e o nosso modo de pensar influenciam na nossa capacidade de ser saudáveis. Sem impaciências, que só servem para atiçar as funções egoicas, que precisam ser desativadas; sem julgamentos desnecessários; sem comparações, sem competições… apenas com a harmonia e o desejo sincero de estar bem com o outro, seja ele quem for. Alguns talvez o façam com esforço, mas valerá apena, é melhor do que continuar na dualidade, rotulando tudo e todos, no afã de se eximir da responsabilidade de poder mudar para melhor e de reconhecer que cada esforço individual é válido, é esperado e bem-vindo, porque estamos aqui justamente para isto!

Fico muito grata pelo privilégio de compor esta rede de pessoas que buscam progredir espiritualmente, a despeito dos desafios, frustrações, desequilíbrios próprios de uma realidade tridimensional exacerbada, que agora está voltando a um ponto mais harmonioso nesse âmbito.

Gratidão, confiança, disposição para ousar, boa vontade em relação aos demais, gentileza nunca é demais, alegria, paz, paz, paz… nunca é demais enfatizar, e acima de tudo, todo o nosso amor que trazemos desde sempre e que só recentemente descobrimos quão grande ele é.

Ivete Adavaí Brito – adavai@me.comwww.adavai.wordpress.com

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