Maria Chambers – Obrigada pelas lembranças – 28.09.2016

Maria Chambers – Obrigada pelas lembranças – 28.09.2016

Maria Chambers

Geralmente eu não reflito muito sobre o meu passado. Uma vez que eu siga em frente, com referência a uma situação ou a um relacionamento, prefiro concentrar-me no presente e aguardar um futuro que se abra a possibilidades.

Maria ChambersMas, ultimamente, à noite, em meus sonhos, estou tendo bastantes “reuniões” com os membros da família, alguns vivos, outros mortos, bem como com ex-maridos e amantes.

Com alguns, estou discutindo sobre por que eu precisava seguir em frente, visto que eles pareciam bastante zangados comigo, em particular uma prima, uma mulher idosa que eu costumava ajudar. Em seguida, estão os ex-maridos. Acho-me estranhamente confortável com eles. Que sensação de familiaridade e segurança!

Ouço-me declarar o meu amor, no que eles parecem bem felizes. Sim. É oficial. Estamos de novo juntos. Em felicidade conjugal. Infelizmente não leva muito tempo para perceber que a grama é sempre mais verde. Que à medida que entro naquele velho espaço novamente, começo a sentir saudade da minha vida atual, tão imperfeita e desafiadora como é! E os aspectos desses relacionamentos que me impeliram a seguir em frente tornam-se visíveis de maneira bastante lúcida!

Então, agora eu me defronto com a desconfortável tarefa de explicar que isso, afinal de contas, não vai funcionar. Tanta coisa “patética” na viagem da minha memória!

SEU PASSADO ESTÁ CHAMANDO: NÃO ATENDA!

O outro lado disso, são aqueles do nosso passado que querem sentir a nossa presença porque eles percebem que estamos em um lugar diferente agora. Eles ficam curiosos.

Tudo isso tende às vezes a nos tornar emotivos.

Portanto, estejam atentos: ter compaixão para a parte nossa que quer permanecer conectada, e compaixão para aqueles de quem sentimos falta. Mas, certifiquem-se de que a compaixão não vire simpatia. É essencial não reduzir nosso brilho por sentir pena deles ou de qualquer um! Porque, então, vocês descarregam todas essas questões e emoções em seu corpo, comprometendo o seu bem-estar e a própria conexão com o seu eu eterno.

Simpatizar com eles pode parecer bastante inocente, mas terminamos assumindo sua tristeza, sua sensação de abandono, seus medos. Isso, então, se torna algo que drena as nossas preciosas energias.

Muitos dentre nós, estão agora em um lugar delicado, onde precisamos dar nossa plena atenção à própria alegria, à conexão com a nossa alma. Isso se resume em: nós ou eles.

É imprescindível que sejamos claros naquilo que queremos. Queremos caminhar nesta Terra como Mestres Encarnados? Como alguém que recuperou a própria liberdade? Ou queremos continuar com a nossa velha história de ser uma esponja emocional para as outras pessoas que não estão dispostas a reivindicar a própria alegria?

Muitos dentre nós fizemos essa escolha de reivindicar a própria alegria, a nossa liberdade. Percebo em minha vida como isso está sendo refletido em mim. Eu não atraio mais sugadores emocionais ou qualquer tipo de abuso por parte das pessoas. Sim, existe ainda algum resíduo desse padrão, que está sendo trabalhado nos sonhos, e que seja assim. Mas estou tendo mais clareza a cada dia acerca de quem eu sou.

Por que não temos o suficiente para lidar com relação aos próprios corpos e mentes? Não podemos nos dar ao luxo de comprometer quem estamos nos tornando, em nome da segurança, conforto ou fidelidade a algo ou a alguém. Não, não precisamos pedir ao nosso eu humano para fazer algo que ele não se sinta pronto para fazer. O nosso eu humano só pode fazer o que foi condicionado a fazer, geralmente, e que precisa ser honrado. Mas, o nosso eu humano está no processo de permitir que a parte expandida de quem é, a alma, esteja em seu corpo e em sua vida regularmente. E essa nossa parte divina é a que faz todo o reequilíbrio e liberação para nós.

Não se trata de um processo que ocorra de um dia para o outro, conforme podemos observar, mas se torna cada vez mais rápido à medida que permitimos que cada vez mais de nossa alma esteja conosco em um nível íntimo e contínuo. Aqueles dentre nós, na vanguarda, não estão interessados em esperar mais uma existência para experimentar em primeira mão o que se sente ao ser nossos eus divinos nestes corpos.

Quando comecei este processo de despertar, pensava que estaria indo direto para aprimorar minha experiência humana, com mais saúde, alegria e abundância. Eu não me dava conta da quantidade de liberação e de transformação que seria necessária, pelo menos para mim. Também não percebi que o ingrediente essencial em tudo isso é a auto-aceitação. Isso ainda, às vezes, me desafia na essência. E, acima de tudo, eu não percebia a quantidade de amor que estava apenas aguardando por mim, vindo do meu eu divino. Sem programação, sem parâmetros. Não preciso mudar quem eu sou agora para receber esse amor. Outro conceito alucinante.

Ademais, não imaginava que alívio seria deixar que o meu eu humano, inclusive minha mente, se desobrigasse de ser responsável por criar alegria e liberdade para mim. Isso se refere apenas a dar um passo para o lado e deixar que a minha alma dirija. Não descartar o meu eu humano, mas honrá-lo, e a minha mente, como parceiros valiosos que conseguem cocriar com a minha alma. Eu continuo ‘pensando’ que deve ser mais complicado do que isto. E não é.

Direitos Autorais:

Copyright © 2016, Maria Chambers. Todos os direitos reservados. Por favor, sintam-se livres para compartilhar este conteúdo com os outros, publiquem em seus blogs, página do Facebook, etc., mas mantenham a integridade deste artigo por incluir o autor, o tradutor e o link do site:

Maria Chambers – https://soulsoothinsounds.wordpress.com

Tradução de Ivete Brito – adavai@me.com – www.adavai.wordpress.com

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