A história de “Um Curso em Milagres” – 06.09.2016

A história de “Um Curso em Milagres” – 06.09.2016

Uma das coisas mais interessantes a propósito de como “Um Curso em Milagres” chegou a ser escrito, é que o próprio processo da sua transcrição e a história em torno disso nos dão um exemplo perfeito do que são os princípios básicos do Curso. A mensagem central do Curso é que a salvação vem a qualquer momento que duas pessoas se unem para compartilhar um interesse comum, ou trabalhar para uma meta comum, uma das maiores premissas da Transição Planetária. Isso sempre envolverá algum aspecto do perdão, sobre o qual falaremos ao longo destas postagens.

Um Cruso em Milagres-Post-06.09.2016Um Cruso em Milagres-Post-06.09.2016-1— Prólogo

Um Cruso em Milagres-Post-06.09.2016-2As duas pessoas responsáveis por “Um Curso em Milagres” foram Helen Schucman, que morreu em fevereiro/1981 e William Thetford, o Bill, que morreu em julho/1981. Ambos eram psicólogos no Columbia Presbyterian Medical Center em New York City, USA. Bill tinha chegado primeiro, e era diretor do departamento de psicologia. Helen se uniu a ele poucos meses depois. Durante os primeiros sete anos de seu relacionamento eles tiveram muitas dificuldades um com o outro. Suas personalidades eram totalmente opostas. Ainda que trabalhassem bem juntos em certo nível, a nível pessoal havia muita tensão e ambivalência. Não só tinham dificuldades em sua relação pessoal como também com outros membros do departamento, com outros departamentos dentro do Medical Center e em seu trabalho com outras disciplinas em outros centros médicos. Essa era a atmosfera típica de uma grande universidade ou centro médico, e Columbia não era diferente de nenhum outro lugar. O ponto crucial aconteceu durante um dia de primavera em quando Helen e Bill tinham que atravessar a cidade para ir ao Corneil Medical Center onde assistiriam a uma reunião interdisciplinar da qual participavam regularmente. Em geral, essas eram reuniões desagradáveis, cheias de competitividade e rivalidade, ainda algo muito comum em meios universitários. Helen e Bill também participavam de tudo isso, sendo muito críticos e julgando outras pessoas. Mas nesse dia, exatamente antes de sair para a reunião, Bill, que era um homem calado e despretensioso, fez algo muito fora do normal para ele. Em um discurso passional ele disse a Helen que tinha que haver um jeito melhor de se lidar com essas reuniões e com os tipos de problemas que lá surgiam. Ele sentia que ambos deveriam ser mais capazes de aceitar e de amar em vez de estarem tão preocupados em competir e criticar. A resposta de Helen foi igualmente inesperada e fora do comum para ela. Não apenas concordou com ele como também se comprometeu a ajudá-lo a encontrar esse outro jeito. Esse acordo não condizia com a sua maneira de ser habitual, pois os dois tendiam a se criticar mutuamente e tinham dificuldade de aceitar as opiniões um do outro. Essa união de ambas as partes foi um exemplo do que o Curso chama de um “instante santo” e, como eu disse no início, o instante santo é o meio da salvação. Em certo nível do qual nenhum dos dois tinha consciência, aquele instante foi o sinal que abriu a porta para uma série de experiências que Helen começou a ter quando estava desperta e também em sonhos. Vou mencionar algumas que têm muita força tanto psiquicamente quanto em seus aspectos religiosos, pois a figura da Consciência Crística/Jesus começa a aparecer de forma cada vez mais regular. O que torna isso inesperado é a postura que Helen tinha assumido a essa altura de sua vida. Ela estava vivendo a dezena dos cinquenta e tinha adotado o papel de uma ateísta militante, disfarçando com astúcia o seu amargo ressentimento contra um Deus que, na sua opinião, não havia agido bem com ela.

Um Cruso em Milagres-Post-06.09.2016-3Assim sendo, ela era agressiva diante de qualquer tipo de pensamento que julgasse duvidoso, ambíguo, ou impossível de ser estudado, medido e avaliado. Ela era uma excelente psicóloga, fazia pesquisa e investigações e tinha uma mente lógica, analítica, e aguda, sem nenhuma tolerância para qualquer ideia que se desviasse disso. Desde pequena, Helen tinha uma certa capacidade psíquica de ver coisas que não estavam presentes. No entanto, ela nunca prestou muita atenção a isso, pensando que acontecia com todo mundo. Ela teve uma ou duas experiências místicas bastante impressionantes muito cedo, às quais também não deu atenção. De fato, ela praticamente nunca tinha mencionado essas coisas a ninguém até aquele momento. Assim, quando começou a ter essas experiências, foi tudo muito surpreendente. As experiências além disso também a assustavam, pois parte dela tinha medo de estar enlouquecendo. Essas não eram coisas normais em sua vida, e se Bill não tivesse estado lá, eu acredito que ela teria parado com todo o processo. É muito importante reconhecer o quanto a ajuda e a união constante com Bill foram essenciais. De outro modo, “Um Curso em Milagres” nunca teria sido transcrito. Portanto, vocês estão vendo um outro exemplo do princípio básico do Curso em si mesmo expressado uma e outra vez, de muitas formas diferentes: “A salvação é um empreendimento de colaboração” (T-VI.:), “Na arca da paz só entram dois a dois” (T- .IV.:), “Ninguém pode entrar no Céu por si mesmo” (L-pl.:).

Sem a união de Helen e Bill neste empreendimento, o Curso não existiria. Helen teve uma série de experiências durante o verão, quase como um seriado. Essas vieram a ela em segmentos diferentes quando estava acordada, não foram sonhos. A série começou com ela andando por uma praia deserta e achando um barco na areia. Ela compreendeu que deveria colocar o barco na água. Mas não havia possibilidade de conseguir fazer isso, já que o barco estava encalhado na areia. E eis que um estranho apareceu e ofereceu-se para ajudá-la. No fundo do barco Helen então notou um instrumento antigo projetado para dar e receber mensagens. Ela disse ao estranho: “Talvez isso nos ajude”. Mas ele lhe disse: “Você ainda não está pronta para isso. Deixe isso de lado”. Mas ele tirou o barco da areia e o colocou na água. Sempre que surgiam problemas e mares tempestuosos, este homem aparecia para ajudá-la. Depois de algum tempo, ela reconheceu que o homem era a personificação da Consciência Crística/Jesus, embora não se parecesse com a imagem que as pessoas usualmente associam a ele. Estava sempre ali para ajudá-la quando a coisa ficava feia. Finalmente, na ultima cena desta série, o barco chegou à sua destinação no que parecia ser um canal, onde tudo estava calmo, sereno, e cheio de paz. Havia uma vara de pesca no fundo do barco e no fim da linha, no fundo do mar, havia uma arca do tesouro. Helen viu a arca e ficou toda excitada, pois naquele momento da sua vida ela gostava muito de jóias e de todo tipo de coisas bonitas. Ela estava querendo muito descobrir o que havia na arca. Ergueu a arca, mas ficou muito desapontada quando a abriu e viu um velho livro preto. Isto era tudo o que havia na arca. Na lombada do livro estava escrito o nome Aesculapius, o deus da cura dos gregos. Naquele momento Helen não reconheceu o nome. Só muitos anos depois, quando o Curso já estava todo datilografado e colocado em um fichário preto, ela e Bill se deram conta de que parecia ser exatamente igual ao livro que ela tinha achado na arca. Ela viu a mesma arca outra vez, mas desta vez havia um colar de pérolas em volta dela. Alguns dias depois, ela teve um sonho no qual havia uma cegonha sobrevoando algumas cidadezinhas e no seu bico um livro preto com uma cruz dourada em cima. E uma voz lhe disse: “Este é o seu livro”. (Isso foi antes da vinda do Curso.). Helen teve uma outra experiência muito interessante na qual ela se viu entrando em uma gruta. Era uma gruta muito antiga e no chão havia algo que se parecia com um pergaminho da Torá com duas varas, em torno das quais o pergaminho estava enrolado. (A Tora é a primeira parte do Antigo Testamento.) Era muito antigo. De fato, o pequeno barbante que o amarrava caiu e se desintegrou assim que Helen o apanhou. Ela olhou para o pergaminho e o desenrolou e no painel central estavam as palavras “DEUS É”. Ela pensou que aquilo era muito bonito. Então ela o desenrolou um pouco mais e havia um painel em branco à esquerda e outro painel em branco à direita. E essa voz lhe disse: “Se olhar para a esquerda, você será capaz de ler tudo o que jamais se passou no passado. E se olhar para a direita, será capaz de ler tudo o que se passará no futuro”. Mas ela disse: “Não, eu não estou interessada nisso. Tudo o que eu quero é o painel central”. Ela então enrolou de novo o pergaminho de forma que a única coisa visível eram as palavras: “DEUS É”. Neste momento a voz lhe disse: “Obrigado. Desta vez você conseguiu”.

Um Cruso em Milagres-Post-06.09.2016-4Ela reconheceu então que havia tido sucesso em certo tipo de teste no qual obviamente tinha falhado antes. O que isso realmente exprimia era que ela tinha expressado o desejo de não usar equivocadamente a habilidade que possuía, em outras palavras, não usá-la para conquistar poder ou satisfazer a curiosidade. A única coisa que ela queria realmente era o presente, onde Deus é encontrado. Há uma lição no livro de exercícios que diz: “Dizemos: ‘Deus é’ e então deixamos de falar”, porque não há nada mais a ser dito além dessas duas palavras (L-pI.l:).”

— O foco do Curso

O Curso enfatiza muito as ideias de que o passado não existe mais e de que não devemos nos preocupar com o futuro, que também não existe. Só devemos nos preocupar com o presente, já que este é o único lugar em que podemos conhecer a Deus. ISTO NADA MAIS É DO QUE  PREGA A FÍSICA QUÂNTICA. Todo o curso tem nitidamente alusões a pensarmos de forma quântica e considerando que ele foi escrito há 50 anos, podemos intuir que é uma revelação de época.

Uma última estória: Helen e Bill estavam indo para a Mayo Clinic em Rochester, Minnesota, para passar um dia estudando como os psicólogos de lá faziam suas avaliações psicológicas. Na noite anterior, Helen viu em sua mente o retrato perfeito de uma igreja que identificou em primeiro lugar como católica e depois percebeu que era luterana. Ela a viu tão claramente que a desenhou. Como estava olhando para baixo em sua visão, Helen se convenceu de que ambos, Bill e ela, a veriam quando seu avião estivesse descendo em Rochester. Essa igreja, nesse momento, passou a ser um símbolo importante e indicativo da sua própria sanidade, já que nesse período ela tinha dúvidas disso e realmente não entendia todas essas experiências internas. Sentia que se pudesse ver essa igreja teria mais confiança em não ter enlouquecido. Quando aterrissaram, no entanto, eles não viram a igreja. Helen ficou muito assustada e Bill então alugou um táxi para levá-los a todas as igrejas em Rochester. Acho que havia vinte e seis igrejas na cidade, mas eles não encontraram a igreja de Helen. Helen estava muito aborrecida, mas não havia nada mais a fazer naquela noite. O dia seguinte foi muito ocupado e naquela noite eles voltavam para New York. Enquanto esperavam no aeroporto, Bill, que sempre tinha sido muito bom nesse tipo de coisa, comprou acidentalmente um livro sobre Rochester que ele imaginou que o marido de Helen, Louis, gostaria de ver. Esse livro incluía a história da Mayo Clinic e paginando-o ele viu uma foto exatamente igual à igreja que Helen tinha descrito. A igreja se situava no antigo terreno da Mayo Clinic, já que tinha sido demolida para a construção da clínica. Helen tinha olhado para baixo para vê-la porque ela já não se encontrava lá, ela estava olhando para baixo no tempo. Isso a fez sentir-se um pouco melhor, mas não foi o fim da estória. Helen e Bill tinham que mudar de avião em Chicago. Já era tarde da noite e eles estavam muito cansados. Estavam sentados no terminal e Helen viu uma mulher sentada do outro lado da sala de espera, sem perturbar ninguém. Helen sentiu que a mulher estava muito aborrecida, apesar de não existirem razões aparentes que demonstrassem isto. Ela se dirigiu à mulher, uma coisa que normalmente não era do feitio de Helen, no entanto ela se sentiu compelida a fazê-lo. Não havia dúvida, a mulher estava mesmo muito perturbada. Ela tinha acabado de fugir de seu marido e de seus filhos e estava indo para New York, onde jamais estivera. Só tinha trezentos dólares, que ia usar para ficar em um hotel em New York e, finalmente, estava apavorada pois nunca havia viajado de avião. Helen foi amiga e trouxe-a para perto de Bill e, juntos, ambos cuidaram dela no avião. Ela sentou-se entre os dois e num determinado momento disse a Helen que planejava ficar na igreja luterana, já que era luterana. Helen, então, ouviu uma voz interior dizendo: “E essa é a minha verdadeira igreja”. Helen entendeu que a Consciência Crística/Jesus queria lhe dizer que uma igreja verdadeira não é um edifício, mas ser capaz de ajudar e se unir a uma outra pessoa. Quando chegaram a New York, Helen e Bill puseram sua nova amiga em um hotel e, de forma curiosa, encontraram-se com ela por acaso algumas vezes nos dias seguintes. Acho que Bill a encontrou uma vez no Bloomingdale’s, uma grande loja de departamentos em New York, e Helen convidou-a para jantar uma ou duas vezes. A mulher eventualmente acabou voltando para sua família, mas continuou a manter contato com Helen, enviando-lhe cartões de Natal, etc. Uma ocasião, ela telefonou. Essa estória é importante para demonstrar que não é o fenômeno psíquico que conta e sim o propósito espiritual subjacente, nesse caso a meta de ajudar uma outra pessoa.

Um Cruso em Milagres-Post-06.09.2016-5Um dia em meados de outubro, Helen disse a Bill: “Acho que vou fazer algo muito inesperado”. Naquele momento, Bill lhe sugeriu que comprasse um caderno e anotasse todas as coisas que lhe viessem à cabeça, ou coisas que ouvisse, ou sonhos que tivesse. Helen começou a fazer isso. Ela conhecia taquigrafia e podia escrever com muita rapidez. Uma noite, umas duas semanas depois disso, ela ouviu essa voz lhe dizer: “Esse é um curso em milagres. Por favor, tome nota”. Ela foi tomada de tal pânico que ligou para Bill e lhe disse: “Essa voz não para de me dizer essas palavras. O que você acha que eu devo fazer?” Bill disse algo pelo qual as gerações futuras o chamarão de bem-aventurado. Ele disse: “Por que você não faz o que a voz lhe diz?” Helen fez. Ela começou a tomar nota do ditado e sete anos depois isso veio a constituir os três livros a que chamamos “Um Curso em Milagres”. A experiência de Helen com a voz foi como se ela tivesse um gravador interno. Podia ligar e desligar a voz quando quisesse. No entanto, não podia desligá-la por muito tempo ou ficava aborrecida. Podia anotar o que a voz lhe dizia apesar da rapidez da fala. Nisso, a sua taquigrafia lhe foi muito útil. E ela fazia aquilo totalmente consciente. Essa não era uma escrita automática, ela nunca entrava em transe ou coisa alguma desse tipo. Podia estar escrevendo e o telefone tocava, ela soltava a caneta, ia tomar conta do telefonema e depois voltava e acabava o que estava escrevendo Muitas vezes, era capaz de recomeçar de onde havia parado. O que passa a ser ainda mais impressionante quando se pensa que muito do Curso é escrito em verso (pentâmetros iâmbicos) e que Helen conseguia fazer esse tipo de coisa sem perder a métrica ou o sentido daquilo que a voz lhe dizia.

Talvez a coisa mais assustadora de todas para Helen nessa experiência era que essa voz se identificava como a Consciência Crística/Jesus. Um boa parte do curso é escrita na primeira pessoa. O Curso, no entanto, diz que não é necessário que se acredite que essa é a ”voz de Jesus” para que se consigam benefícios com o que “Um Curso em Milagres” diz. Eu acho que facilita quando se acredita, pois não é necessário fazer ginástica mental enquanto se lê o material. Mas não é necessário acreditar nisso para praticar os princípios do Curso. O próprio Curso diz isto. Há um capítulo sobre a Consciência Crística/Jesus no manual que diz que não é preciso que o aceitemos em nossas vidas, mas que ele poderia nos ajudar muito mais se nós o permitíssemos. (E-:-). Não havia dúvida na mente de Helen de que essa fosse a “voz de Jesus”, e esse fato tornava tudo muito mais assustador. Não era uma experiência feliz para ela. Ela o fazia porque, de algum modo, acreditava que era isso o que tinha que fazer. Num dado momento, ela se queixou amargamente a Jesus: “Porque você me escolheu? Porque não escolheu uma boa freira ou alguém assim? Eu sou a última pessoa no mundo que deveria estar fazendo isso.” E ele respondeu: “Não sei porque você está dizendo isso, porque afinal de contas você está fazendo.” Ela não pôde discutir com ele, pois, de fato, já estava mesmo fazendo e obviamente era uma escolha perfeita.

Um Cruso em Milagres-Post-06.09.2016-6Ela anotava as palavras do Curso todos os dias no seu caderno de estenografia. No dia seguinte, sempre que havia tempo em suas agendas super ocupadas, ela ditava a Bill o que tinha sido ditado a ela e ele então o datilografava. Bill brincava dizendo que ele precisava ter um braço em volta de Helen para ampará-la, enquanto datilografava com o outro. Helen tinha mesmo grande dificuldade para ler o que havia escrito. Foi assim que “Um Curso em Milagres” veio a ser transcrito. Repetindo, o processo ocorreu por um período de sete anos. O Curso consiste em três livros, como a maioria de vocês sabe: um texto, um livro de exercícios para estudantes e um manual para professores. O texto, que é o mais difícil dos três para ser lido, contém a teoria básica do Curso. O livro de exercícios consiste em lições, uma para cada dia do ano, e é importante como uma aplicação prática dos princípios do texto. O manual de professores é um livro muito mais curto e é o mais fácil dos três livros para ser lido, pois contém respostas para algumas das perguntas mais comuns que uma pessoa possa ter. De fato, é um bom sumário de muitos dos princípios do Curso. Quase como um apêndice é o capítulo que trata do esclarecimento de termos, que foi feito alguns anos depois de “Um Curso em Milagres” ter sido terminado.

Essa foi uma tentativa de definir algumas das palavras que são usadas. Helen e Bill não fizeram correções. Os livros como vocês os têm agora estão essencialmente tais quais foram transmitidos. As únicas mudanças que foram feitas ocorreram porque o texto veio inteiro e não estava dividido em partes ou capítulos. Não havia pontuação nem parágrafos. Helen e Bill fizeram o trabalho inicial de estruturar o texto e, quando eu apareci em, Helen e eu revisamos todo o manuscrito. Todos os capítulos e títulos, portanto, foram definidos por nós. O livro de exercícios não era problema porque veio com as lições e o manual de professores veio com as perguntas e respostas. Basicamente era só no texto que o problema existia, mas quase sempre o material foi ditado em sequências lógicas, de forma que dividi-lo em partes e capítulos não foi difícil. Ao longo de todo o trabalho, sentimos que estávamos agindo de acordo com a orientação de Jesus de modo que tudo fosse como ele queria. Logo que o Curso começou, havia muita coisa pessoal para Helen e Bill, para ajudá-los a compreender o que estava acontecendo e como poderiam se ajudar mutuamente. Isso incluía muita coisa apenas para ajudá-los a aceitar o que lhes estava sendo dado. Já que Helen e Bill eram psicólogos, havia comentários sobre Freud e outras pessoas para ajudá- los a fazer uma ponte entre o que eles conheciam e o que o Curso estava lhes dizendo.A Consciência Crística/ Jesus instruiu Helen e Bill para retirarem esse material por razões óbvias, já que não era pertinente ao ensinamento básico do Curso. Também vale a pena mencionar que, logo no início, Helen estava tão assustada com o que estava acontecendo que apesar de ser capaz de escutar o significado do que lhe estava sendo dito, o estilo e o fraseado eram prejudicados frequentemente. Bem no início, por exemplo, as palavras “Espírito Santo” não foram usadas. Helen estava com tanto medo desse termo que a Consciência Crística/Jesus usou uma expressão chamada o “Olho Espiritual”. Isso mais tarde foi substituído por o “Espírito Santo” por instrução Dele. A palavra “Cristo” também não foi usada no início pela mesma razão, mas foi ditada mais tarde. Contudo, depois de um ou dois meses Helen se sentia mais tranquila, e a partir daí, o Curso está agora virtualmente como foi dado. Certas palavras, no entanto, Jesus insistiu para que o fossem a fim de ajudar na compreensão. Helen, que revisava muito bem e compulsivamente quando revisava material para publicações de pesquisa científica, era sempre tentada a mudar certas palavras para que se adequassem às suas preferências estilísticas. Mas sempre lhe era dito que não fizesse isso, e ela obedecia, o que exigia uma boa dose de força de vontade.

Um Cruso em Milagres-Post-06.09.2016-7Em algumas ocasiões, ela mudou certas palavras, contudo, Helen tinha uma memória prodigiosa e se lembrava perfeitamente do que tinha feito. Acabava descobrindo duzentas ou trezentas páginas mais tarde que a razão pela qual determinada palavra tinha sido escolhida era porque seria citada e servia como referência para algo posteriormente. Assim sendo, ela sempre voltava atrás e mudava a palavra que tinha mudado antes. Uma das coisas importantes a saber a respeito do Curso é que ele torna muito claro que esse não é o único caminho para o Céu. No início do manual de professores há uma passagem que diz que essa é apenas uma forma do curso universal, entre milhares de outras (M-l.: -). “Um Curso em Milagres” não é para todas as pessoas e seria um erro pensar o contrário. Nada serve para todas as pessoas. Eu penso que este é um caminho importante que foi introduzido no mundo, mas não é para todas as pessoas. Àqueles para quem este não é o caminho, o Espírito Santo dará uma outra coisa. Seria um erro uma pessoa batalhar com o Curso, se não se sente confortável com ele, e então vivenciar isso como um fracasso. Isso iria contra tudo o que o Curso diz. O propósito do Curso não é tomar as pessoas culpadas. É o contrário. Mas, para aquelas pessoas que sentem que este é o seu caminho, essa batalha através do Curso vale a pena.

Um Cruso em Milagres-Post-06.09.2016-8— Perguntas e Respostas

P: Eu tinha entendido em determinado momento que existem muitas pessoas que começam, mas experimentam uma resistência tremenda.

R: Absolutamente certo. De fato, se alguém está fazendo o Curso sem nunca ter passado por um período no qual tenha jogado o Curso pela janela, ou em cima de alguém, provavelmente não está fazendo o trabalho do Curso. As razões para isso serão mencionadas mais tarde com mais detalhes, mas em geral isso acontece porque “Um Curso em Milagres” vai contra tudo o que nós acreditamos. E não nos apegamos a nada com mais tenacidade do que ao nosso sistema de crenças, certo ou errado. Há uma frase no Curso que pergunta: “Preferes estar certo ou ser feliz?” (T-VII.i:). A maioria preferiria estar certa do que ser feliz. O Curso vai contra isso, e a sua descrição quanto o quão errado o ego realmente está é muito dolorosa. Como estamos muito identificados com o ego, lutaremos contra esse sistema. E mais uma vez, eu realmente estou falando sério quando digo que há algo errado se, em um momento ou outro, o estudante não experimentar resistência ou dificuldade com esse trabalho. No início da época em que o Curso foi transcrito, havia literalmente meia dúzia de pessoas a par do assunto, ou talvez nem tantas. Helen e Bill o tratavam como se fosse um segredo escuro, profundo e cheio de culpa. Quase ninguém entre os seus familiares, amigos, colegas de trabalho sabia nada a respeito. Como parte do “plano”, pouco tempo antes da vinda do Curso, foi dado a eles um conjunto de salas que era bastante isolado e privativo. Puderam, então, fazer com que todo esse material fosse escrito sem interferir com o seu trabalho habitual, apesar do fato de estarem extremamente ocupados naquele período. Contudo, ninguém sabia dessa atividade. Eles literalmente mantiveram isso escondido como um segredo muito bem guardado até a publicação em 1976.

A Fundação para a Paz Interior publicou e propagou “Um Curso em Milagres”. O Curso não é um movimento ou uma religião; não é mais uma igreja. Ao invés disso, é um sistema através do qual indivíduos podem encontrar o seu caminho para Deus e praticar os seus princípios. Como a maioria de vocês sabem, existem grupos de estudos em todo o país que nascem por si mesmos, e nós sempre sentimos que é muito importante que não exista uma organização que funcione como um órgão de autoridade. Nenhum de nós queria ser colocado na função de guru.

Helen era sempre clara a esse respeito. As pessoas vinham e quase literalmente sentavam aos seus pés e ela quase pisava nas suas cabeças. Ela realmente não queria de modo algum ser transformada na figura central do Curso. Ela sentia que a figura central do Curso era Jesus ou o Espírito Santo e assim devia ser. Isso era muito importante para ela. Fazer qualquer outra coisa teria sido construir uma estrutura semelhante a uma igreja, o que seria a última coisa no mundo que o autor do Curso gostaria que acontecesse.

P: Algo foi dito a propósito da época em que o Curso veio? Porque naquele momento?

R: Sim. No início do ditado Helen recebeu uma explicação sobre o que estava acontecendo. Foi dito a ela que havia uma “aceleração celestial”. O mundo não estava em boa forma, disse-lhe Jesus, o que era óbvio para qualquer um que olhasse em volta. Isso foi na metade dos anos 70, e o mundo parece estar ainda pior agora. As pessoas enfrentavam muitas dificuldades e alguns estavam sendo chamados a contribuir com as suas habilidades particulares para essa aceleração celestial, como uma forma de ajudar a melhorar as coisas no mundo. Helen e Bill eram apenas dois dos muitos que estavam contribuindo com as suas habilidades particulares para esse plano. Nos últimos anos houve uma proliferação de material literário que pretende ter sido inspirado. O propósito de tudo isso é ajudar as pessoas a mudar de ideia sobre a natureza do mundo. Mais uma vez, “Um Curso em Milagres” é apenas um dos muitos caminhos. Isso é importante.

Um Cruso em Milagres-Post-06.09.2016-9Um Curso em Milagres

— A perspectiva dos Mestres Ascensionados nas Lições Básicas de “Um Curso em Milagres” – Por Dr. Joshua David Stone

Entre os livros mais profundos que  estudei foi a coletânea intitulada “Um Curso em Milagres”. Trata-se de uma coletânea de livros canalizada do Mestre Jesus, que trata sobre a diferença entre a Consciência Crística e a consciência do ego negativo. A coletânea é composta pelo “Livro de Exercícios”, “Manual do Professor” e um “Livro-Texto”. Esses livros são os meus favoritos entre todos os que foram escritos; poderia recomendar sua aquisição. Penso que eles aparecem no topo dos três livros que eu li até hoje e eles marcaram, de modo inacreditável e profundo, a minha vida.

Baseado na minha experiência pessoal e na experiência da maioria de meus alunos e de pessoas com as quais tive contato, observei que as pessoas ficam presas quando os lêem e têm a tendência de colocá-los de volta em suas prateleiras por um longo período de tempo, mas sempre acabam voltando a eles. Na minha humilde opinião, isso ocorre porque sua leitura é um pouco difícil. Essa é apenas uma opinião, e não um julgamento, uma vez que já havia mencionado que eles estão no topo dos três livros que li mais importantes, até a presente data. Eles são um pouco difíceis e confusos para o leitor, pois foram escritos como o Ideal Divino e, se as pessoas não forem cuidadosas, podem perder um pouco o aterramento, caso os ensinamentos não estejam integrados adequadamente.

Eu fui conduzido pelo Espírito Santo e pela minha Poderosa Presença Eu Sou, através de meu conhecimento único na área de psicologia, de emprestar minha habilidade como Psicólogo Espiritual, Professor Espiritual e Canal Espiritual e oferecer um pouco de insight, condução, direção e alguns direcionamentos, para que as pessoas possam trabalhar mais facilmente com “Um Curso em Milagres”. Isso não significa que o  Manual que fiz para ajudar na compreensão substitua “Um curso em Milagres”, mas que ele é um complemento ao livro. Assim, também você pode integrar esses conhecimentos mais profundamente. Quero dizer-lhes, no início dessas lições, que eu dei todo o crédito para os livros da coletânea de “Um Curso em Milagres”, pelas minhas humildes opiniões e insights, uma vez que eles são a fonte da minha inspiração. “Um Curso em Milagres” pode ser encontrado em qualquer livraria metafísica. A publicação, bem como os direitos autorais são de responsabilidade da Foundation For Inner Peace (Fundação pela Paz Interior). Recomendo usar minhas humildes opiniões como um complemento para um dos livros mais surpreendentes que existem. Também recomendo que, durante os trabalhos com “Um Curso em Milagres”, as lições sejam feitas de acordo com a instrução, ou seja, uma lição por dia, todos os dias, durante um ano inteiro. Se você saltar um dia, está tudo bem. É bom ler o livro antes de fazer todas as lições. Na realidade, penso que essa atitude fará com que você aprecie ainda mais as lições. Levei alguns anos estudando e ensinando este material e o Manual que fiz é o meu humilde presente para vocês, meus Amados Irmãos e Irmãs e Filhos e Filhas de DEUS.

Dr. Joshua David Stone – Ph.D. em Psicologia Transpessoal.

Dentre os seus ensinamentos, o ponto sustentado por ele é o de que todos nós temos um Eu Superior, ou uma ligação com Deus. No entanto, segundo ele, nos deixamos levar pelo eu inferior, ou o ego negativo, uma existência não-real criada pela mente inferior, devido a superidentificação com a matéria, no meio do processo de “exploração” do Universo Material de Deus.

“Deus, minha mente subconsciente e meu poder pessoal são uma equipe imbatível”. (Dr. Stone)

DOC – Um Curso em Milagres – Clique aqui para ver na íntegra.

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Uma amostra das lições/exercícios que iremos tratar durante o estudo do Curso aqui no blog.

— Um Curso em Milagres, Lição 1

“Transformação espiritual começa com a mudança das suas percepções físicas do que é real. Se você pensa que o que você vê e ouve é tudo o que é real, você será ditado pelos limites dos seus sentidos. Estenda sua percepção para além do que os seus sentidos registram… para o que o seu coração sabe que é a verdade. Esteja disposto a ter seus olhos abertos para o amor em qualquer situação, mesmo quando seus olhos físicos não podem ver.

Esse é o milagre começando.

Comece a mudar a sua percepção do que é real, com a Lição 1:

Nada que eu vejo nessa sala (nessa rua, nessa janela, nesse lugar) significa alguma coisa.

Agora olhe vagarosamente a sua volta e pratique aplicando essa ideia muito especificamente a qualquer coisa que você veja:

. Essa mesa não significa nada.

. Essa cadeira não significa nada.

. Essa mão não significa nada.

. Esse pé não significa nada.

. Essa caneta não significa nada.

Então olhe mais além de onde você está e aplique essa ideia a uma área mais ampla:

. Aquela porta não significa nada.

. Aquele corpo não significa nada.

. Aquela lâmpada não significa nada.

. Aquele sinal não significa nada.

. Aquela sombra não significa nada.

Note que essas sentenças não estão arranjadas em nenhuma ordem e não permitem fazer diferenças aos tipos de coisas às quais estão sendo aplicadas. Esse é o propósito do exercício. A sentença deve ser meramente aplicada a qualquer coisa que você vê. Conforme você pratica a ideia para o dia, use-a de maneira totalmente indiscriminada. Não tente aplicá-la a tudo que você vê, para que os exercícios não se tornem ritualísticos. Somente tenha a certeza de que nada que você vê está especificamente excluído. Uma coisa é como a outra, quando falamos da aplicação da ideia apresentada.

Cada uma das 3 primeiras lições não deve ser feita mais do que duas vezes cada dia, de preferência de manhã e no final da tarde. Nem devem ser realizadas por mais de um minuto, pois isso trará um senso de pressa. Um sentimento confortável de lazer é essencial.”

Site oficial de Um Curso em Milagres:

http://www.umcursoemmilagres.com.br/ucem_lhasa.html

Um Curso em Milagres Completo em PDF

Um Cruso em Milagres-Post-06.09.2016-10— Conclusão

Seria surpreendente se lhe dissessem que tudo o que vê, nesta dimensão, pura e simplesmente não existe, não é real? Que o anel que usa no dedo, o seu corpo, a roupa que veste, a cadeira em que se senta, um familiar querido, a condição social, o sucesso ou insucesso, o mendigo, não existem. Quando muito vibrações energéticas no vazio, mas são certamente projeções da mente. Este mundo, apesar das nossas invenções no tempo e no espaço, já terminou há muito tempo. Continuamos a povoar o nosso isolamento com imagens de dor, doença, morte, que são recorrentes projeções de velhas memórias numa peça de teatro que é a nossa suposta existência. Este corpo, que pensamos que habitamos, o continuum de espaço/tempo que ele ocupa é tão somente uma estrutura momentânea de padrões de pensamento acumulados e projetados (não há nada de constante no corpo: 98% dos átomos não estavam lá há um ano atrás, a pele é completamente nova a cada mês e o fígado a cada seis meses). Interessante que as sementes de Um Curso em Milagres são acontecimentos e situações prosaicas: perdas, relacionamentos conflituosos, competitivos, valorização da posição social e profissional, bem como dos valores materiais em geral, a natureza ilusória do ego. Um Curso em Milagres surge como resultado de uma decisão repentina de duas pessoas se unirem numa meta comum, um rasgo de boa vontade mútua, uma abertura para encontrar “uma outra forma” de relacionamento, que era, até então, recheado de muita competição e hostilidade, entre dois colegas de trabalho. Eram tudo menos pessoas interessadas no espiritual, de relacionamento tenso e preocupadas com o status e com o nível de aceitação pessoal e profissional. Foi um momento decisivo, de cuja importância e profundidade seguramente os próprios não se aperceberam de imediato. Um  milagre, que permitiu que o Espírito Santo atuasse nas suas mentes. O curso preconiza a prática em vez da teoria, a experiência em vez da teologia, contrapõe conhecimento e percepção, verdade e ilusão – uma armadilha do ego, levando à cura pela compreensão da nossa verdadeira natureza. Mas, é só um início, ainda que poderoso, de um Caminho de Iluminação. A cada um só compete a escolha de quando começar esse despertar, porque na verdade tudo está já cumprido, tudo está completo e perfeito, a Essência permanece inalterada na eterna Unidade. Fica também um aviso. Se é poderoso é também complexo, não porque o seja em si mesmo mas, isso sim, porque são complexos os nossos esquemas mentais. Não deve se tentar a sua interpretação intelectualmente, mas simplesmente deixar que as suas palavras ressoem dentro de nós e cheguem, para lá do nosso cérebro, à nossa mente. E se, durante o estudo do Curso, sobrevier algum desânimo, não estranhe e não desista, é o ego esbravejando, acontece com quase todos nós que escolheram este caminho. Convém, ainda, frisar que se trata de um curso individual e um dos trilhos possíveis para a iluminação. O Manual diz que “Cristo assume muitas formas com nomes diferentes até a que Unidade possa ser reconhecida”. Um Curso em Milagres pode ser visto como: um ensino espiritual através de um ditado interno; um curso educacional que utiliza “ferramentas de aprendizagem” que enfrentam as nossas resistências, usando um sistema psicológico, teórico e terapêutico; um caminho de iluminação; um manual sobre cura de pessoas, relacionamentos e salvação do mundo.

Analisaremos aqui muitas facetas do livro-texto por assuntos e disponibilizaremos os exercícios, cuja física quântica, sempre presente, nos ajudarão com nossas dúvidas e crenças arraigadas. Contamos com nosso time de comentaristas para nos ajudar com as perguntas e respostas, análises e questionamentos pois, temos a certeza que todos iremos aprender muito com todos nesta caminhada com Um Curso em Milagres.

Monica F. De Jardin

— Capítulo 28 – DESFAZER O MEDO I. A memória presente

“O milagre nada faz. Tudo o que ele faz é desfazer. E assim anula a interferência naquilo que foi feito. Ele não acrescenta, apenas retira. E o que retira já se foi há muito, mas tendo sido guardado na memória, parece ter efeitos imediatos. Esse mundo acabou há muito tempo. Os pensamentos que o fizeram já não estão mais na mente que os pensou e os amou por um breve período de tempo. O milagre apenas mostra que o passado se foi e o que se foi verdadeiramente não tem efeitos. A lembrança de uma causa só pode produzir ilusões da sua presença, não efeitos.”

Nota: Biblioteca Virtual — Consulte nosso Canal de Vídeos

Divulgação: A Luz é Invencível

A “Luz é Invencível” tem por norma não publicar links que não estejam ligados ao texto postado. Pedimos a compreensão de todos, e para qualquer dúvida, temos nossa caixa de sugestões onde todos podem livremente fazer suas colocações que serão arquivadas para consultas posteriores.
Nós agradecemos a compreensão de vocês.

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