Uma viagem ao Cérebro Humano – 5ª Parte – 06.11.2015

Uma viagem ao Cérebro Humano – 5ª Parte – 06.11.2015

Maconha. Marijuana. Erva. Você pode escolher como quer chamar a droga ilícita mais popular do mundo. Tão popular, na verdade, que não falta quem apoie a sua legalização, tanto para fins medicinais quanto” recreativos”. Mas o que ela realmente faz conosco? Veja aqui neste post, que faz parte da nossa série sobre o Cérebro Humano, um apanhado dos seus efeitos sobre a saúde e as preocupações potenciais sobre o seu uso.

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Cérebro-Post-06.11.2015-1Cérebro-Post-06.11.2015-2– Cannabis – Marijuana – Haxixe – Diferenças e Nomenclatura

“Cannabis” descreve qualquer uma das diferentes drogas que provêm do cânhamo indiano, incluindo marijuana e haxixe.

Marijuana é a palavra usada para descrever as flores secas, sementes e folhas da planta de cânhamo indiano. Na rua, é chamada por muitos outros nomes, tais como: marijuana, cânhamo, erva (Portugal), liamba (Angola), maconha (Brasil) e seruma (Moçambique).

Haxixe é uma forma relacionada da droga, feito das resinas da planta de cânhamo indiano. Também chamado “ganza” (Portugal), “hash” (EUA), ou “shit” (EUA), é uma média de 6 vezes mais forte que a marijuana.

OBS.: Independentemente do nome, esta droga é um alucinógeno – sendo uma substância que altera a forma como a mente percebe o mundo em que vive. O elemento químico na cannabis que cria esta alteração é conhecido como THC. A quantidade de THC encontrada em qualquer quantidade de marijuana pode variar substancialmente, mas geralmente, a percentagem de THC tem aumentado em anos recentes.

Fonte: Fundação para um Mundo Livre de Droga

Cérebro-Post-06.11.2015-3Maconha não vicia? MITO: apesar de ser uma droga com baixa incidência de dependência, ela tem sim potencial para viciar seus usuários. Estima-se que 10% dos que experimentam maconha acabem se tornando dependentes, o número para quem experimenta heroína chega a 90%. “Em geral, quem começa mais cedo tem mais risco de se tornar dependente, assim como de desenvolver quadros psicóticos, de alucinações e delírios”.

Thiago Marques Fidalgo, psiquiatra do Hospital A. C. Camargo

Leia mais: Luiz Eduardo Noriega/EFE

Maconha: uma substância controlada que precisa de pesquisa científica controlada
Antes de começar, devemos notar que muito mais pesquisas precisam ser feitas nesta área. Embora a maconha tenha sido usada por séculos como um medicamento e como inebriante (é até mesmo mencionada no Antigo Testamento várias vezes como “kaneh-bosem”), nós não sabemos muito sobre seus efeitos na saúde. Isso é porque não existem muitos estudos controlados a respeito dela, devido à forma como a maconha é classificada por governos do mundo todo.

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A Administração de Drogas e Alimentos (FDA, na sigla em inglês) estadunidense, classifica a maconha como uma droga de Classe I, a mais perigosa de todas as classes de drogas, com a definição de “nenhum uso médico atualmente aceito e um elevado potencial para o abuso” (Fato curioso: heroína, ecstasy e LSD também são drogas Classe I, mas a cocaína e metanfetamina são consideradas menos perigosas, entrando na Classe II, falaremos delas em posts posteriores da série). E o principal ingrediente ativo na maconha, responsável por muitos dos seus efeitos conhecidos. Quando a maconha é fumada, seus efeitos começam quase que imediatamente. O THC (ver fórmula no quadro acima) passa rapidamente dos pulmões para a corrente sanguínea, o qual transporta o produto químico para órgãos de todo o corpo, incluindo o cérebro. Os efeitos da marijuana fumada pode durar de 1 a 3 horas. Se a maconha é consumida em alimentos ou bebidas, o efeito de aparecimento tardio, geralmente dentro de 30 minutos a 1 hora, mas pode durar até 4 horas. Fumar maconha proporciona muito mais THC na corrente sanguínea do que comer ou beber a droga.

Cérebro-Post-06.11.2015-5– Como o THC age no Cérebro

Os cientistas aprenderam muito sobre como o THC age no cérebro. O THC se liga a locais específicos chamados receptores dos canabinóides (CBRs) localizados na superfície de células nervosas. Estes receptores são encontrados em alta densidade em áreas do cérebro que produz o prazer da influência, a memória, o pensamento, a concentração, o movimento, a coordenação e a percepção sensorial e o tempo. CBRs fazem parte de uma vasta rede de comunicação conhecida como o sistema endocanabinóide, que desempenha um papel crucial no desenvolvimento e na função cerebral normal. Na verdade, os efeitos de THC são semelhantes aos produzidos por agentes químicos encontrados no cérebro (e corpo) chamado canabinóides endógenos que ocorrem naturalmente. Essas substâncias químicas ajudam a controlar muitas das mesmas funções mentais e físicas que podem ser interrompidas por uso de maconha.

Cérebro-Post-06.11.2015-6– Ação da maconha no Sistema Nervoso Central

Como age a maconha no sistema nervoso central? O que explica que algumas pessoas experimentem uma sensação de paz e tranquilidade, enquanto outras se queixem de delírios?

Falando baseado em depoimentos de usuários de vários tipos e idades, as viagens boas predominam sobre as alucinações, delírios persecutórios, medos avassaladores. Se não fosse assim, o uso da maconha não seria tão difundido.

Até 1964, quando foi encontrado e isolado o tetraidrocanabinol (THC), sequer se conhecia o princípio ativo dessa planta. Tal descoberta deu lugar a dois questionamentos.

Primeiro: se existe o THC, uma substância pura que age no cérebro, nele deve existir um receptor programado para recebê-la.

Segundo: se esse receptor existe, nós devemos produzir espontaneamente uma espécie de maconha interna para atuar sobre ele.

Terceiro: foi descobrir que todos os cérebros fabricam uma substância endógena, uma espécie de maconha interna que foi chamada de anandamida, palavra que em sânscrito quer dizer bem-aventurança. Disso resultou uma série enorme de cogitações científicas. Por exemplo: se todos têm um sistema canabinóide que age no cérebro, será que doenças mentais não poderiam resultar de alterações no funcionamento desse sistema?

– A Esquizofrenia, o Cérebro e o uso da maconha

Outro aspecto que está sendo muito discutido é a relação entre esquizofrenia e os grandes usuários de maconha. Muitos estudiosos levantam a hipótese de que não são as pessoas comuns que se tornam dependentes. Seriam as portadoras dessa doença que desenvolveriam extrema dependência da droga na tentativa de automedicar-se sem ter o conhecimento exato do que estão fazendo. Na esquizofrenia, existem algumas características chamadas de sintomas negativos. Os pacientes apresentam grande achatamento do afeto. Não vibram com nada. Morrer a mãe ou ganhar um prêmio na loteria dá no mesmo, pois são incapazes de serem tocados pelas emoções e isso faz falta para o ser humano que precisa estabelecer relacionamentos afetivos e experimentar alegrias e tristezas. Parece que a maconha estimula a evocação de sentimentos e sensações que essas pessoas desconheciam e disso decorreria enorme dependência. Com base nesses dados, está sendo estabelecida nova teoria sobre os efeitos da maconha.

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Maconha causa infertilidade? Parcialmente verdade: pesquisas em laboratório mostraram que a maconha pode levar a uma queda na quantidade de espermatozóides e fazer com que eles se locomovam de maneira um pouco diferente, mais lentamente. “Na vida real, porém, não há nada comprovando que isso cause infertilidade entre os usuários”, explica o psiquiatra do Hospital da Clínicas de São Paulo Ivan Mario Braun, autor do livro “Drogas – Perguntas e Respostas” – Leia mais

– O que acontece quando a maconha é fumada

Quando alguém fuma maconha, o THC estimula os CBRs artificialmente, INCLUSIVE INTERROMPENDO A FUNÇÃO DOS CANABINÓIDES NATURAIS OU ENDÓGENOS. Uma estimulação excessiva destes receptores em áreas chaves do cérebro produz a Marijuana ”alta“, bem como outros efeitos sobre processos mentais. Com o tempo, esta superestimulação pode alterar a função de CBRs, que, junto com outras mudanças no cérebro, pode levar à dependência e sintomas de abstinência quando para o uso de drogas. O teor de THC ou potência da maconha, como detectado em amostras apreendidas ao longo dos últimos 30 anos, está crescendo. Este aumento levanta preocupações de que as consequências do uso da maconha poderia ser pior do que no passado, especialmente entre os novos usuários, ou nos jovens, cujos cérebros ainda estão em desenvolvimento. Nós ainda não sabemos, porém, se os usuários de maconha ajustam para o aumento da potência, usando menos ou fumá-la de forma diferente. Também não sei todas as consequências para o cérebro e do corpo quando exposto a altas concentrações de THC .

Leia mais: Volta Abuso de Maconha

– Como é o trabalho dos cientistas diante da proibição da maconha

Como tal, para fazer pesquisas clínicas com a maconha, nos EUA é necessária uma licença da Divisão Estadual de Narcóticos e da aprovação do estudo pela FDA. Além disso, para obter a matéria-prima, é necessário passar pelo Instituto Nacional de Abuso de Drogas. Caso contrário, uma vez que é ilegal a nível nacional ter maconha (mesmo em estados que legalizaram a maconha), os cientistas que trabalham em hospitais, faculdades ou outras instituições que recebem financiamento federal correm o risco de perder seus fundos para esta pesquisa. “Não é uma novidade que a maconha tenha poderes medicinais, (falaremos mais adiante disso) mas todo embargo que foi feito sobre a ciência gerou uma represa, em escala mundial, que está vazando por todos os lados”, explica o neurocientista da Universidade de Brasília (UnB) Renato Malcher.

Cérebro-Post-06.11.2015-8– Cronologia: O que a maconha faz para nossos cérebros nas primeiras duas horas

Mesmo com tais restrições, há quem consiga enfrentá-las para que saibamos o que acontece conosco ao consumir maconha. A cannabis contém pelo menos 60 tipos de canabinóides, compostos químicos que agem sobre os receptores em todo o nosso cérebro. O THC, ou tetrahidrocanabinol, é o produto químico responsável pela maior parte dos efeitos da erva, incluindo a euforia intensa. Ele se assemelha a outro canabinóide produzido naturalmente em nosso cérebro, a anandamida, que regula o nosso humor, sono, memória e apetite. Essencialmente, o efeito dos canabinóides em nosso cérebro é manter nossos neurônios disparando, ampliando nossos pensamentos e percepção e nos mantendo fixos neles (até que outro pensamento nos leve a uma tangente diferente). É por isso que quando o usuário está, como se diz na gíria, ”chapado” não é uma boa hora para dirigir, estudar para um teste ou praticar esportes que exigem coordenação, como o tênis. Como o álcool, a cafeína e o açúcar, canabinóides também afetam os níveis de dopamina no nosso cérebro, muitas vezes resultando em uma sensação de relaxamento e euforia. Há, ainda, outras maneiras de como maconha interage com os nossos cérebros, por exemplo, prejudicando nossa capacidade de formar novas memórias e causando (na gíria popular) a clássica “larica” – a fome avassaladora que vem depois de um “baseado” (Nota pessoal: usamos o “glossário” habitual dos usuários para maior esclarecimento).

Cérebro-Post-06.11.2015-9– Os Efeitos

Os efeitos dependem da dose utilizada, bem como de quão potente é a preparação (a maconha comum contém de 2 a 5% de THC, enquanto a ganja pode conter até 15% de THC e o óleo de haxixe entre 15 e 60% de THC). Em altas doses – e se você não tomar cuidados ao consumi-la por via oral, como em bolos ou no brigadeiro -, a maconha pode produzir estados alucinatórios assustadores. Tal como acontece com outras drogas, os efeitos da maconha variam de acordo com o indivíduo. Nem todas as pessoas podem achar a experiência agradável ou relaxante, para aqueles que têm ansiedade ou são propensos a ataques de pânico, a maconha poderia agravar seus sintomas ao invés de trazer uma sensação de calma.

– A potência da maconha de hoje – Indução à procura de drogas mais potentes

A marijuana é com frequência mais potente hoje em dia do que costumava ser. As técnicas em expansão e o uso seletivo de sementes têm produzido uma droga mais poderosa. Como resultado disso, tem havido um aumento enorme do número de atendimentos de emergência aos jovens fumadores de marijuana. Por criar uma tolerância, a marijuana leva os seus consumidores a consumirem drogas mais fortes para terem a mesma euforia. Quando os efeitos começam a desvanecer-se, a pessoa pode optar por drogas mais potentes para se desfazer das condições indesejadas que a impulsionaram a consumir marijuana pela primeira vez. A marijuana em si não conduz a pessoa às outras drogas: as pessoas consomem drogas para saírem de situações e sentimentos indesejados. A droga (marijuana) mascara o problema durante algum tempo (quando o consumidor está eufórico). Quando a “viagem” se desvanece, o problema, a condição indesejada, a situação retorna mais intensamente do que antes. Então o dependente pode vir a consumir drogas mais fortes porque a marijuana já não “funciona”.

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– Maconha não parece ter um efeito de longo prazo sobre a memória e concentração

Os efeitos de curto prazo da maconha são geralmente sentidos dentro de alguns minutos. O pico ocorre em 30 minutos e se desgasta após cerca de duas ou três horas. A grande questão é: o que acontece se usarmos a maconha com mais regularidade, ou se fomos usuários ocasionais, mas em grandes quantidades? Existem mudanças permanentes de saúde cognitiva? Mais uma vez, nós não temos muitos estudos científicos rigorosos sobre isso, muito menos muitos estudos longitudinais. Em 2012, no entanto, foi feita uma revisão de pesquisas disponíveis, publicada no “Journal of Addiction Medicine”, que conclui que as deficiências imediatas sobre a memória e a concentração, pelo menos, não são provavelmente permanentes, ou seja, quando um usuário resolve “dar um tempo” no uso da droga, sua memória se recupera. Mas, com o aumento da concentração nos últimos anos e o uso indiscriminado para qualquer coisa, seja, para aliviar tensões, seja para a tal “recreação”, seja para atingir estados alterados de consciência, estas afirmações começam a tomar um rumo completamente oposto.

Cérebro-Post-06.11.2015-11– A conclusão das pesquisas sobre a atenção e a concentração

A maconha prejudica a atenção e concentração dos usuários leves, mas não parece afetar os usuários regulares ou pesados, seis horas após fumá-la ou ingeri-la. No longo prazo, os pesquisadores descobriram que, depois de 3 semanas ou mais desde a última “dose”, a atenção e concentração voltava ao normal. “Em cinco dos sete estudos, nenhuma deficiência de atenção ou concentração foi encontrada em indivíduos que tinham permanecido abstinentes de 28 dias a um ano”, garante os autores da revisão de bibliografia. Outros dois estudos encontraram diferenças na atenção e concentração entre não usuários e usuários pesados depois de 28 dias, mas os pesquisadores observam que as conclusões díspares podem se dever a medir diferentes tipos de habilidades de processamento.

Efeitos a curto prazo:

Perda da coordenação e distorções no sentido do tempo, visão e audição, sonolência, vermelhidão dos olhos, apetite aumentado e músculos relaxados. A frequência cardíaca pode acelerar. De fato, na primeira hora ao fumar marijuana, o risco de ataque cardíaco do fumador de marijuana pode aumentar cinco vezes. O desempenho escolar é reduzido devido à memória reduzida e capacidade diminuída para resolver problemas.

Efeitos a Longo Prazo:

A longo prazo pode provocar sintomas psicóticos. Pode danificar os pulmões e o coração, piora os sintomas de bronquite e causa tosse e asma. Pode reduzir a capacidade do corpo para combater infecções e doenças pulmonares.

Cérebro-Post-06.11.2015-11– A memória funcional

Do mesmo modo, vários estudos não encontraram nenhum efeito residual ou a longo prazo na memória funcional. Um estudo de 2002, por exemplo, testou 77 fumantes pesados por dia após a abstenção de fumar maconha. O comprometimento da memória estava presente em usuários pesados até 7 dias após o uso da maconha, mas no dia 28, seus resultados de teste de memória não diferiram significativamente do grupo de controle. Em outras palavras, mesmo que sua memória seja afetada quando você fuma, depois de parar, ela provavelmente vai voltar ao normal com o tempo. Estudos mais recentes indicam que ela bloqueia a memória de curto prazo, isto é, a memória de pequena duração da qual precisamos num determinado instante e da qual nos desfazemos em seguida. Por exemplo: ao ouvir os números de um telefone, se tivermos que procurar papel e lápis para anotá-los, eles se esvairão de nossa memória e seremos obrigados a pedir que sejam repetidos, o que não acontecerá se tomarmos nota imediatamente.

Cérebro-Post-06.11.2015-12Esse efeito, que de fato existe, pode trazer grande prejuízo especialmente para os estudantes. Quem vive “chapado” o tempo todo não consolida a memória de longo prazo, uma vez que ela se solidifica pela repetição do que é registrado na memória de curto prazo. Trata-se, porém, de um efeito transitório que desaparece quando a pessoa se afasta da droga. Existe outro efeito curiosissimo da maconha: ela diminui a taxa de testosterona circulante nos homens e reduz o número de espermatozóides, embora não os faça desaparecer completamente. Não interfere na libido, mas, se o homem quiser ter filhos, fumar maconha é mal negócio. Num congresso nos Estados Unidos, levantou-se até a possibilidade, não comprovada, de que seu uso constante pudesse representar o primeiro anticoncepcional masculino. Nesse caso, também, suspendendo-se o uso, a produção de espermatozóides volta ao normal.

Leia mais: Por que fumar maconha dá fome?

A Administração de Serviços de Abuso de Substância e de Saúde Mental (SAMHSA, do inglês Substance Abuse and Mental Health Services Administration) tem um flyer sobre as possíveis consequências de curto e longo prazo do uso de maconha. Ele relata que não há nenhuma ligação forte entre a frequência do uso da maconha e da violência ou crime, nenhuma ligação clara ou distinta entre depressão e uso de maconha, e nenhuma ligação clara entre o uso de maconha e defeitos de nascimento. O uso pesado de maconha, no entanto, tem sido associado a um aumento da probabilidade de problemas respiratórios, desenvolvimento de esquizofrenia (alguns estudos sugerem que uma predisposição genética pode estar envolvida nestes casos) e, para os adolescentes que estão aumentando o uso de maconha, mais dificuldade de se ajustar à sociedade. Nós vamos tratar algumas dessas questões abaixo.

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– Maconha pode combater outros vícios, como do crack e da cocaína

PARCIALMENTE VERDADE: embora existam algumas experiências e até pesquisas científicas apontando nesse sentido, usar a maconha para se livrar de outros vícios é contestável sob o ponto de vista médico, diz o psiquiatra Ivan Mario Braun. Existem outros tratamentos melhores, mais aceitos. Não faz sentido você passar de uma droga para outra. Apesar de muitas pessoas a considerarem leve, esse é um conceito equivocado. A verdade é que o consumo de maconha é extremamente prejudicial à saúde. Leia mais

– Em comparação com outras drogas, a maconha é menos viciante e prejudicial

O vício é um tema muito complexo. É possível que as pessoas fiquem viciadas em qualquer coisa que nos dá prazer. Enquanto a dependência da maconha é real, é um vício mais raro do que a outras substâncias (legais ou ilegais). As estatísticas dizem que 9% das pessoas que usam maconha tornam-se dependentes dela, em comparação com 32% dos usuários de tabaco, 20% dos usuários de cocaína, e 15% dos consumidores de álcool. Quando se trata de maconha e outras substâncias, alguns dizem que o mais importante pode não ser o quão viciante a substância é, mas quão prejudicial poderia ser. A ex-cirurgiã geral Jocelyn Elders disse que apoia a legalização da maconha, sustentando-se no argumento de que ela “não é fisicamente viciante”. Além disso, ela afirma que esta substância não é tóxica – ao contrário do álcool, heroína ou cocaína, a única forma de você ter uma overdose fatal de maconha é se um fardo gigante dela cair na sua cabeça. De um modo geral, a maconha tem se mostrado muito menos perigosa e viciante do que outras substâncias – mais de 100 vezes mais segura do que o álcool -, mas isso não quer dizer que ela é completamente inofensiva. Como a maconha é consumida e preparada pode fazer uma grande diferença em seus efeitos sobre a saúde, para melhor ou pior.

Cérebro-Post-06.11.2015-14– A maconha é mais perigosa para os adolescentes

As chances de se viciar em maconha aumentam se você é um usuário diário ou se o hábito começou quando você era adolescente. De acordo com o Instituto Nacional de Abuso de Drogas dos EUA, o vício da maconha sobe cerca de 17% em quem começar a usar nesta época e cerca de 25 a 50% entre os usuários diários. “A maconha pode causar mudanças no cérebro que atrapalham o aprendizado, especialmente em adolescentes, já que seus cérebros ainda não terminaram de se desenvolver”, explica Damon Raskin, médico internista e diplomata do Conselho Americano de Medicina do Vício. “Os cérebros não estão totalmente desenvolvidos até a idade de 25 ou 26 anos. O uso crônico da maconha pode levar a alterações nas habilidades de personalidade, julgamento e raciocínio”. Ainda de acordo com ele, a maconha nessa fase causa danos no coração e pulmões, aumenta a incidência de ansiedade, depressão e esquizofrenia, e pode desencadear episódios psicóticos agudos. “Grande parte da maconha disponível hoje é mais potente do que era no passado, de modo que existe potencial para que ela tenha efeitos deletérios mais intensos sobre o usuário”, conta Raskin.

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– Fumar não é tão eficiente

A CEO dos laboratórios G FarmaLabs, Ata Gonzalez, explica que os métodos tradicionais não são os mais eficientes e nem os mais “limpos”. Isso porque métodos baseados em papel podem ser prejudiciais para o tecido da garganta e do pulmão ao longo do tempo, podendo introduzir a possibilidade de inalação de esporos de mofo e ser cancerígenos, dependendo do material no qual a cannabis é enrolada.

(Nota pessoal: Este texto é colocado aqui com a intenção de informar  de fontes especializadas, e não com o intuito de incentivar ou facilitar/dificultar o uso, já que cada um é dono de suas próprias escolhas e responsáveis por elas, por isso a exposição do tema sob vários ângulos, para que cada um use seu discernimento. Cada um de nós é responsável pela sua vida e de como quer levá-la.)

Leia mais: Maconha e sua saúde: o que 20 anos de pesquisa revelam

– Produtos à base de maconha medicinal

Tinturas e tônicos às vezes são classificados nesta categoria de consumo. Finalmente, temos soluções tópicas feitas com óleo de cannabis (por exemplo, pomadas, loções, pomadas) que são mais usadas como anti-inflamatórios e analgésicos (estes últimos quando ingeridos, que agem sobre os neurotransmissores cerebrais). Nós tendemos a pensar na maconha como um movimento hippie e todo natural, mas hoje a maconha legal é a indústria que mais cresce nos EUA – uma indústria de bilhões de dólares – e a pureza e a qualidade da maconha pode significar muito para a sua saúde e o efeito dela sobre você.

(Nota pessoal: Será que a maconha consumida já é transgênica?)

Cérebro-Post-06.11.2015-16– Há muitos usos médicos possíveis para a maconha

Finalmente, há os potenciais usos médicos da marijuana para uma ampla variedade de condições. 23 estados norte-americanos e o Distrito Federal já legalizaram o uso medicinal da maconha para tratar sintomas de câncer, AIDS, artrite, esclerose múltipla, enxaqueca, epilepsia, náuseas e outras condições. Nosso vizinho Uruguai também está fazendo a sua parte para a descriminalização da maconha. Nos Estados Unidos, 76% dos médicos disseram que iriam prescrever maconha para fins medicinais. E uma análise de 60 estudos revisadospor especialistas sobre a maconha medicinal descobriu que 68% das pesquisas demonstravam que os tratamentos concluídos foram positivos para as condições tratadas.

– Para maiores conclusões necessitamos de mais pesquisas

Tal como no caso dos efeitos adversos de marijuana, no entanto, nesta área também faltam pesquisas satisfatórias. Segundo Sanjay Gupta, médico que trabalha em parceira com a rede de televisão CNN, que questiona a categorização da maconha como uma droga de Classe I, diz que a maioria esmagadora dos trabalhos recentes sobre tema – cerca de 94% – são projetados para investigar os danos, enquanto apenas 6% investigam os benefícios da maconha medicinal.

(Nota pessoal: Mas é importante deixar claro que a erva não faz só bem ao corpo, como alguns defensores da legalização defendem. Quando não é usada adequadamente ou com acompanhamento médico, a substância pode ser prejudicial à saúde em vários aspectos, como na perda de memória, no agravamento de sintomas da esquizofrenia, além de disfunção erétilesclerose múltipla e até mesmo encolhimento do cérebro. Esse post não pretende defender ou não a legalização da maconha ou fazer apologia ao uso da planta, apenas mostrar as propriedades medicinais que já foram descobertas. Abaixo, confira algumas das doenças que a maconha pode ajudar a combater)

Cérebro-Post-06.11.2015-171 – Câncer

A canabis não cura o câncer, mas alivia o sofrimento causado pela quimioterapia, diminuindo as crises de náusea e vômitos. Isso pode ser essencial no tratamento, já que muitos pacientes desistem dele por não aguentar as reações causadas no organismo. Em uma pesquisa feita em 1991 pela Universidade Harvard (EUA), 70% dos médicos que tratam câncer afirmaram que recomendariam o uso de maconha se ela fosse legalizada nos EUA. Nesse mesmo ano, a Organização Mundial de Saúde (OMS) reconheceu a maconha como medicamento.

Leia mais: Medicamentos baseados em cannabis podem aliviar a dor sem efeitos psicóticos

2 – Aids

A cura definitiva para a Aids ainda não foi encontrada. Mas os portadores da doença podem conseguir um efeito importante no corpo usando a erva natural: o aumento de apetite. Sim, isso que popularmente conhecemos como “larica”. Pacientes com Aids podem perder até quatro quilos por mês e morrer por desnutrição. Mas a maconha não é indispensável, já que existem outros medicamentos que produzem o mesmo efeito.

3 – Dor crônica

No início dos anos 90, foi descoberta uma substância na canabis que é muito eficiente no combate à dor. A erva natural é tão eficaz nisso que esse efeito já aparece em relatos chineses de mais de quatro mil anos. Um americano chamado Burton Aldrich, tetraplégico, afirmou que a maconha foi a única solução para o fim das dores insuportáveis que ele sentia. “Depois de cinco minutos fumando maconha, os espasmos foram embora e a dor neuropática desapareceu”, afirmou ele.

4 – Glaucoma

O glaucoma faz com que a pressão no olho aumente, o que torna a doença a maior causa de cegueira no Brasil. A maconha diminui essa pressão na órbita ocular, pois o THC – substância química que compõe a planta – controla a ação dos líquidos que correm na córnea e na íris.

5 – Ansiedade

Chocolate, cigarro, chicletes… muitas pessoas tentam combater a ansiedade com essas substâncias. A maconha é proibida, mas também pode ser usada para tentar diminuir a agitação. Algumas pessoas, principalmente as que não estão habituadas à erva, podem ter o efeito oposto, entretanto. A maconha é usada também para o tratamento da depressão e insônia – que podem surgir em decorrência da ansiedade em excesso.

Fonte: Enrironmental Graffiti / Super / HSW

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– Maconha pode causar câncer e problemas do coração?

VERDADE: a maconha possuiu substâncias cancerígenas semelhantes às presentes no tabaco, muitas delas numa concentração bem superior às do cigarro. “A questão fica menos importante na maconha porque algumas pessoas chegam a fumar um maço de cigarro por dia, mas ninguém fuma tantos baseados”, explica o psiquiatra Ivan Mario Braun. Segundo o médico, outro efeito que aproxima a maconha do cigarro é, a longo prazo, provocar prejuízos ao sistema cardiovascular. Quem já tem alguma doença do coração corre ainda mais riscos, pois no momento do consumo a maconha acelera os batimentos. Leia mais

– O que dizem os ativistas pró-maconha

Segundo Greta Carter, ativista pró-maconha, empresária e fundadora de uma cadeia de clínicas, já foram vistos benefícios claros de tratamentos com maconha sobre a síndrome de estresse pós-traumático. “Sabemos também que os pais que têm lutado diariamente com crianças que sofrem de convulsões e distúrbios do movimento vão a extremos para mudar suas famílias para os estados que permitem o acesso ao medicamento”, conta. Ela ainda relata casos de pacientes com AIDS e câncer que encontram benefícios na cannabis. Além destes casos extremos, Greta acha que a cannabis é uma parte do bem-estar geral para muitos. Ela já atendeu 40 mil pacientes em suas clínicas especializadas e pôde concluir que a idade média dos pacientes aumenta cada vez mais. “A população mais idosa que vem aqui relata que toma mais de 14 tipos de medicamentos (e alguns deles são remédios para compensar os efeitos colaterais dos outros remédios). Em um ano após a incorporação da cannabis, eles voltam e estão em 2 ou 3 medicamentos, desfrutando de uma melhor qualidade de vida. Aqueles que têm sofrido com o vício em analgésicos usam cannabis para gerir a sua dor e param de tomar seus remédios. As histórias não acabam mais”, relata ela (Nota pessoal: aqui vemos o uso controlado medicinal, o que já está em estudo com efeitos positivos comprovados, mas em dosagens controladas e com uso restrito medicinal e não recreativo ou para induzir estados de euforia/alegria/entusiasmo/desempenho etc).

– Os estudos e profissionais contrários ao uso da maconha

Os opositores da maconha medicinal argumentam que ela é muito perigosa para ser utilizada (embora os argumentos pareçam estar mais associados aos efeitos do tabagismo em vez da maconha em geral ou de administrá-la de outras formas), que a maconha é viciante e que as “drogas legais” (cigarro, álcool e afetaminas) tornam a maconha desnecessária. Os profissionais de saúde, pesquisadores e legisladores em ambos os lados do debate continuam a discutir os prós e contras do uso da droga. Como sempre, “mais pesquisas são recomendadas”. No caso da maconha, contudo, nós realmente precisamos de mais pesquisas – e mais pesquisas de qualidade – para que essa discussão possa ser sustentada com mais do que dogmas.

Fonte: Agência Brasil, Life Hacker

Cérebro-Post-06.11.2015-19– Maconha X Álcool

Wayne Hall, professor e diretor do Centro de Pesquisa em Abuso de Substâncias dos Jovens da Universidade de Queensland, na Austrália, publicou uma nova revisão bibliográfica analisando estudos feitos sobre os efeitos da maconha na saúde entre 1993 e 2013. Segundo o pesquisador, o uso da maconha traz alguns dos mesmos riscos que o uso de álcool, tais como aumento do risco de acidentes, dependência e psicose. Além disso, é provável que pessoas de meia-idade que fumam maconha tenham um risco aumentado de sofrer um ataque cardíaco. No entanto, “efeitos sobre a função respiratória e câncer respiratório ainda não estão claros, porque a maioria dos fumantes de maconha fumaram ou ainda fumam tabaco”. Os críticos argumentam que outras variáveis, além do uso de maconha, podem influenciar e aumentar os riscos de tais problemas de saúde mental (FUNÇÕES CEREBRAIS ANORMAIS) e que, em primeiro lugar, é possível que as pessoas com problemas de saúde mental sejam mais propensas a usar maconha. Quanto aos efeitos do consumo de cannabis em mulheres grávidas, a droga pode reduzir um pouco o peso do bebê ao nascer, de acordo com Hall.

Fonte: Live Science

Leia mais: Maconha ou álcool: o que é pior para a saúde?

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Leia mais: Perguntas frequentes

CEBRID – Centro brasileiro de informações sobre drogas psicotrópicas da UNIFESP – Escola Paulista de Medicina

Cérebro-Post-06.11.2015-20– Conclusão e Nota do Blog

Dados das pesquisas do Instituto de Neurociência da USP e Faculdade Paulista de Medicina UNIFESP

O tetraidrocanabiol (THC), composto químico com propriedades psicoativas presente na maconha, tem a capacidade de matar neurônios em desenvolvimento. Mas seus efeitos não param por aí: a mesma substância pode salvar células neurais de adultos com a doença Alzheimer. Muitos pesquisadores trataram ratos recém-nascidos e ratos jovens com o THC. Em ambos os casos os neurônios das cobaias morreram. Os mesmos efeitos, porém, não foram notados em neurônios retirados de animais adultos. A maconha – assim como o tabaco e o ópio – causa fortes efeitos no cérebro, pois alguns de seus componentes apresentam semelhança química com substâncias que existem naturalmente no corpo humano, os endocanabinoides. Esses compostos são responsáveis por regular importantes funções cerebrais, controlando sinapses e circuitos neurais que processam o pensamento e a percepção. De acordo com alguns estudos, essas substâncias produzem efeitos no cérebro e também no sistema imune, como regulação do desenvolvimento e auxílio à sobrevivência de neurônios jovens, e ainda o controle da ligação neuronal em circuitos envolvidos nos processos cognitivos e de fixação de memórias. A pesquisadora suspeita que fumar maconha durante um período da vida em que os neurônios estão se desenvolvendo afeta sinais químicos críticos. O massacre de neurônios jovens causado pelo THC pode explicar os prejuízos na aprendizagem notados em crianças filhas de mulheres que fumaram maconha durante a gravidez. Além disso, pesquisas com adolescentes que abusam da droga mostram danos cerebrais nos circuitos neurais em desenvolvimento. Em cérebros mais velhos, entretanto, o THC parece ter um efeito protetor. As descobertas da pesquisadora indicam que a bioquímica dos neurônios muda com o amadurecimento das células. O papel dos endocanabinóides se altera em diferentes funções e passa a ajudar a sobrevivência de neurônios mais velhos.

Em pacientes com a doença de Alzheimer, o THC pode proteger as células cerebrais contra a morte e reforçar os níveis perdidos do neurotransmissor acetilcolina que, quando reduzidos, contribuem para que a função mental de pacientes seja enfraquecida. A substância também suprime o efeito tóxico da proteína a-beta que, em casos de demência, pode matar neurônios e promover a secreção de um catalisador do crescimento neural, além de diminuir a liberação do glutamato (neurotransmissor excitatório) capaz de matar neurônios em casos de demência. O THC também possui ações antiinflamatórias e antioxidantes que protegem as células neurais do ataque do sistema imune.

Apesar de tantos benefícios a substância pode causar efeitos colaterais indesejados no cérebro. A maior dificuldade para os cientistas é a de isolar os ingredientes benéficos da maconha e desenvolver drogas que possam ser aplicadas em doses apropriadas e específicas para a idade de cada paciente. Os estudos comprovam que os efeitos positivos do THC são vistos quando a concentração do composto é menor do que a encontrada na própria planta. É uma questão de balancear baixas concentrações da substância com uma boa margem de segurança. Drogas sintéticas similares ao tetraidrocanabiol já estão disponíveis, como o Sativex, que contém THC e outros canabinóides e foi aprovada no Canadá para o tratamento de dores em esclerose múltipla e câncer. A maconha é uma mistura complexa de compostos químicos com propriedades psicoativas e contém cerca de 60 canabinóides distintos. O desafio é tentar separar quais são importantes para proteger os neurônios, ecoando a visão de outros pesquisadores para esse fato. Dependendo de como a planta é cultivada, a proporção relativa dos diferentes tipos de canabinóides se altera.

Nós da Luz é Invencível fazendo nosso papel de informar e disponibilizar pesquisas e dados comprovados de instituições sérias, com pesquisadores muito capacitados e bem amparados academicamente, iniciamos o estudo das drogas e seus efeitos no cérebro humano, dando prosseguimento à nossa série. Não estamos aqui discutindo a legalização de drogas ou defendendo seu uso de qualquer forma ou para qualquer propósito, apenas informando cientificamente, divulgando as pesquisa recentes e colocando as várias posições dos profissionais especializados no assunto. Cada um pode usar estas informações com o critério que melhor lhe aprouver e todas as escolhas e decisões pertencem a cada um, portanto a responsabilidade/Causa e Efeito, também.

Nós da Equipe sempre aconselhamos a leitura com discernimento, análise e estudo, pois a matéria está bem documentada para que todos possam aprender mais e avaliar os efeitos e/ou benefícios com o cuidado que merecem, afinal, estamos falando de qualidade de vida, o que muito interfere nessa nova fase da Transição Planetária pela qual estamos passando.

EQUIPE DA LUZ É INVENCÍVEL

(Nota Gilberto – Mestre Saint Germain nos passou ensinamentos sobre as substâncias prejudiciais aos nossos corpos em ordem de importância: narcóticos, álcool, carne, fumo, açúcar em excesso, sal e café forte. Do livro “Eu Sou” A Presença Mágica, Ed. Ponte para a Liberdade)

Cérebro-Post-06.11.2015-21

Leia mais: Efeitos cerebrais da maconha – resultados dos estudos de neuroimagem (Brain effects of cannabis – neuroimaging findings) – PDF

Alguns livros sobre o Cérebro

Cérebro-Post-09.10.2015-15Cérebro-Post-06.11.2015-22

Bibliografia para consulta

O Super Cérebro – Deepak Chopra
O Cérebro que se Transforma – Norman Doidge
O Cérebro Criativo – Shelley Carson Ph.D
Treine a Mente e mude o Cérebro – Sharon Begley
Como Funciona o Cérebro – Série Mais Ciência
Vitalize seu Cérebro – John Arden
A Cura do Cérebro – Adriana Fóz

Nota: Biblioteca Virtual

Divulgação: A Luz é Invencível

A “Luz é Invencível” tem por norma não publicar links que não estejam ligados ao texto postado. Pedimos a compreensão de todos, e para qualquer dúvida, temos nossa caixa de sugestões onde todos podem livremente fazer suas colocações que serão arquivadas para consultas posteriores.
Nós agradecemos a compreensão de vocês.
Equipe da “Luz é Invencível”

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