A Indústria dos Transgênicos Animais – BRF Brasil Foods – Sadia e Perdigão – Os alimentos “Frankenstein” – 19.08.2015

A Indústria dos Transgênicos Animais – BRF Brasil Foods – Sadia e Perdigão – Os alimentos “Frankenstein” – 19.08.2015

Estamos vivenciando uma revolução tecnológica, na qual regras são alteradas profundamente, o que gera reações as mais diversas. As pesquisas e experiências científicas visam a aprimorar as condições de vida do homem na Terra, mas a engenharia genética, ao mexer com paradigmas estabelecidos, vem causando uma polêmica poucas vezes vista, o que causa conflitos de interesses que terão que ser solucionados no labirinto jurídico das regulamentações, ações judiciais e liminares. As discussões sobre segurança dos alimentos geneticamente modificados e seus riscos, ocupam espaço importante no meio científico, no segmento industrial, nos movimentos sociais e ecológicos, nos fóruns internacionais, nos tribunais, na imprensa, e, aos poucos, junto à população, que não tem, entretanto, a verdadeira dimensão de o quanto os produtos transgênicos (aqueles que tiveram sua estrutura genética alterada, ganhando novas características através da utilização de genes de outros organismos) já fazem parte de nosso cotidiano. Atualmente já começamos a conhecer alguns alimentos derivados da carne com alterações genéticas. A princípio, a intenção de modificar os alimentos parecia ser uma grande ideia para favorecer o consumidor, solucionar os problemas da fome mundial e, inclusive, favorecer a agricultura, mas com o passar dos anos, diferentes estudos determinaram que este tipo de alimento alterado apresenta uma série de riscos para a saúde, afetam as indústrias agrícolas e suas desvantagens se converteram também em um problema social, entre quem impõe o uso destes produtos e quem quer conservar os alimentos naturais.

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– Recapitulando a postagem anterior sobre o assunto, temos:

Depois de longas pesquisas, experimentos e estudos foram constatados até o momento os seguintes efeitos negativos sobre a saúde:

1 – Aparição de novas alergias: devido ao fato de que estes alimentos contêm novas toxinas e alérgenos com impacto negativo no organismo. Uma prova disto foi o caso conhecido como Milho Starlink (2000) nos Estados Unidos. Na cadeia alimentar foram encontrados traços de milho transgênico não autorizado que provocou sérias reações alérgicas.

2 – Aparição de genes resistentes aos antibióticos em bactérias patógenas para o organismo. Isto quer dizer que algumas das bactérias receberam a força que necessitam para serem imunes a certos medicamentos.

3 – Maior incremento de contaminação nos alimentos, por um aumento no uso de produtos químicos no processo de cultivo.

4 – Um estudo realizado na Áustria demonstrou que estes alimentos reduzem a capacidade de fertilidade, pois em um experimento feito com ratos, chegou-se a uma conclusão de que aqueles que se alimentaram com milho modificado geneticamente foram menos férteis em comparação com aqueles que comeram milho natural.

– O que é um Animal Transgênico?

Uma definição de animal transgênico é aquele com moléculas de DNA recombinante exógenas introduzidas em seu genoma por intervenção humana. A técnica foi desenvolvida no final da década de 1970 em camundongos, o mamífero cujo genoma é, até hoje, o mais facilmente manipulável. Atualmente, a transgenia permite tanto a transferência de DNA exógeno para o animal, através da técnica de microinjeção pronuclear, quanto a alteração de DNA já existente no animal, através da recombinação homóloga em células-tronco embrionárias (células ES – do inglês embryonic stem).

Transgênicos-Post-19.08.2015-1– Animais transgênicos: o começo de uma nova era?

A tecnologia transgênica (ou transgenia) é uma ferramenta que permite a modificação genética de animais ou plantas pela introdução de material genético de outra origem (DNA exógeno: como por exemplo genes provenientes de outros animais, plantas ou bactérias) no material genético destes organismos. Com uso desta técnica, ”imaginava-se” trazer muitos benefícios, dentre quais os mais “almejados” são o “melhoramento” da eficiência pecuária ($$$), a construção de modelos genéticos para o “estudo” de doenças ($$$), a fabricação de bioprodutos pela “indústria farmacêutica” ($$$) ou ainda a obtenção de “melhorias ou maior conhecimento” em diversos outros campos de pesquisa. O termo “animal transgênico” vem sendo empregado desde o início da década de 80. Os camundongos foram os primeiros mamíferos nos quais a transgenia foi conseguida com sucesso. Dentre os animais de produção, os suínos, coelhos e ovinos foram os primeiros a serem geneticamente modificados, em 1985. A partir de então, animais transgênicos de diversas outras espécies, como bovinos, caprinos, aves e peixes foram produzidos com sucesso e finalidades distintas. No campo agropecuário, a “grande vantagem” que se espera com a transgenia é o aumento da produção animal ($$$), tal qual se objetiva com a seleção natural porém, com intensidades maiores e prazos menores ($$$). Em 1990, por exemplo, foram produzidos suínos com resistência à influenza e, em 1999, camundongos transgênicos para a produção da proteína alfa-lactalbumina, o que possibilitou aumento da produção de leite e suas progênies cresceram 8,7% mais rápido do que as de camundongos normais ($!$!). Além disso, já existem alguns animais de produção que produzem leite contendo enzimas (como a lactoferrina, lisozima humana ou lisostafina) que possuem a função esperada de “proteger” (??) tanto os consumidores de leite quanto a glândula mamária dos animais que as produzem contra infecções bacterianas, como a mastite ($!).

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Outro exemplo de “grande potencial” para utilização da transgenia na pecuária é a possibilidade de produzir animais com musculatura dupla ($$$$!!!!). Essa característica naturalmente (?) encontrada nas raças “Belgian blue” e “Piemontês” poderia ser reproduzida em outras raças através da tecnologia de modificação genética. Essa proposta foi idealizada depois que cientistas, no final da década de 90, conseguiram em laboratório inativar o gene da proteína miostatina de camundongos, o que conferiu a estes animais a característica de musculatura dupla, ou seja, o crescimento muscular destes animais foi de duas a três vezes maior quando comparado ao de animais não modificados (!!). Mais recentemente foram publicados estudos nos quais ovinos e bovinos foram modificados geneticamente para serem, de certo modo, resistentes à encefalopatia espongiforme bovina (BSE, do inglês bovine spongiform encephalopaty), popularmente conhecida como Doença da Vaca Louca. Embora a resistência à doença ainda precise ser demonstrada, esta abordagem mostra que a transgenia pode ser uma importante (???$$$) aliada na erradicação da BSE nos animais de produção.Transgênicos-Post-19.08.2015-4

Na medicina, a tecnologia de produção de animais transgênicos já é sugerida desde os anos 80, e seu valor tem se tornado cada vez mais evidente. Uma das primeiras aplicações propostas foi a utilização destes animais geneticamente modificados para a produção de proteínas terapêuticas (remédios!!!), as quais seriam extraídas principalmente do leite destes animais. Independentemente da transgenia, a produção de remédios ou fármacos a partir de animais ou bactérias começou a ser realizada há muito tempo. Um exemplo clássico é a produção de insulina, para o tratamento de pessoas diabéticas, que começou ocorrer nos anos 20 a partir da extração desta proteína de pâncreas de suínos. No começo dos anos 80 a insulina passou a ser sintetizada a partir de cultivos de bactérias, o que resultou em preços mais acessíveis e maior disponibilidade no mercado. Desde então, diversas outras proteínas, inclusive o hormônio de crescimento humano, tem sido obtidos com o uso de bactérias específicas. Apesar dessa evolução, a utilização de animais transgênicos poderia ser o próximo passo para intensificar o potencial de produção de diversos fármacos. Tomando-se novamente a insulina como exemplo, o uso de animais transgênicos que produzissem a insulina no leite permitiria que este fármaco fosse extraído do leite, purificado e chegasse ao consumidor com um preço muito inferior (???) comparado aos produzidos pelos outros métodos mencionados. Um dos principais fatores envolvidos no barateamento desses produtos seria o volume de produção ($$$), que aumenta muito nos animais transgênicos (!!!).

Transgênicos-Post-19.08.2015-5Hoje a produção e extração de fármacos do leite de animais transgênicos, chamados de biorreatores, já está bem estabelecida. Centenas de proteínas de interesse médico e farmacêutico já estão sendo produzidas e testadas no mundo. O primeiro fármaco produzido e extraído do leite de biorreatores foi o ATryn, lançado pela empresa norte-americana GTC Biotherapeutics. O ATryn é um agente anticoagulante (uma proteína anti-trombina recombinante) purificado do leite de cabras biorreatoras, necessário para pessoas com uma doença genética rara – a deficiência antitrombina hereditária – que os tornam vulneráveis à trombose. Apesar das inúmeras aplicações da transgenia em modelos animais, um grande fator limitante da técnica é sua baixa eficiência. A técnica de transgenia mais antiga, porém mais utilizada, é a microinjeção de DNA no pró-núcleo de embriões. No entanto, além desse método ter obtido pouco progresso, a taxa de nascimento dos animais é baixa, em parte devido à grande perda gestacional destes embriões, por razões ainda não totalmente compreendidas (???!!!). De todos os embriões produzidos, 0 a 2% resultam em animais nascidos vivos e com a modificação desejada (transgênicos). Além disso, a produção média dos animais vivos e transgênicos é também baixa. Uma técnica que vem apresentando grandes vantagens sobre as outras é a de transferência nuclear (clonagem) utilizando células geneticamente transformadas como doadoras de núcleo. Nesta técnica, os núcleos das células doadoras, como por exemplo fibroblastos, são introduzidos no oócitos que tiveram seu material genético retirado. Os conjuntos oócito-célula são submetidos à fusão elétrica, para que suas membranas celulares se fundam, e assim o material genético da célula será utilizado pelo oócito como se fosse seu. Em seguida, a ativação química é realizada, a partir de quando se dá o início do desenvolvimento a embrião.

Fonte: Departamento de Genética e Biologia Evolutiva do Instituto de Biociências da USP

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Transgênicos-Post-19.08.2015-6Desde o nascimento da ovelha Dolly (que não é transgênica), a clonagem vem sendo explorada como uma técnica mais eficaz de produção de animais transgênicos. Utilizada como ferramenta da transgenia, a transferência de núcleos mostrou-se muito mais eficiente do que a microinjeção em animais de produção. A grande vantagem da técnica é a possibilidade de manipulação e estudo da célula a ser clonada, antes da produção do animal transgênico. Deste modo, os pesquisadores podem estudar a integração do transgene nas células e escolher somente as células que apresentem a modificação e o genótipo desejado. O objetivo maior é evitar anomalias e problemas gestacionais, aumentando a sobrevivência de embriões, fetos e animais nascidos. Além disso, os animais gerados por clonagem de células modificadas geneticamente serão todos transgênicos (!!), pois portarão em todas as suas células a mesma modificação inicial que estava presente na célula doadora de núcleo, ao contrário de outras técnicas, que podem produzir animais mosaicos, que podem não passar suas novas características para a prole. Desde que bem utilizada e com ética (???), a transgenia é mais uma técnica que vem para somar (??), que é capaz de gerar novos conhecimentos (Nota pessoal: a utilização e a ética consideradas é que é preocupante, e nas mãos de quem).

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– Lucro da indústria de carnes a custo da saúde e da soberania alimentar

A produção industrial de carnes e de seus derivados está se tornando um enorme problema de contaminação ambiental e despojo de terras e águas. É também um dos maiores fatores de mudança climática e o principal destino global dos cultivos transgênicos. E se isso não fosse o suficiente, a criação industrial confinada de animais se caracteriza pela crueldade e em razão da superlotação e a grande quantidade de antivirais e antibióticos que são aplicados, é um criadouro de novas enfermidades animais e humanas, como a gripe aviária e a gripe suína. A origem desta última, por exemplo, foi detectada em Perote, Veracruz, nos criadouros de porcos de Granjas Carroll.

Precisamos conhecer estes e outros dados sobre esta indústria, porque afetam nossa vida, a natureza e o ambiente de muitas maneiras, fazem parte do Atlas da Carne, uma nova publicação da Fundação Heinrich Böll, elaborada em colaboração com outras organizações e pesquisadores. O caso de Granjas Carroll, no México, é um exemplo paradigmático de muitos dos impactos e modos de operação que caracterizam esta indústria. A empresa foi comprada parcialmente em 1994, pela Smithfield Company, transnacional estadunidense que era a maior produtora mundial de carne de porco e que ao chegar ao México intensificou e aumentou sua produção ainda mais. Smithfield se transferiu para o México fugindo de várias multas milionárias pela grave contaminação provocada por suas instalações nos Estados Unidos. Chegou aqui se aproveitando da falta de regulação e fiscalização oferecida pelo México, como vantagem comparativa no TLCAN (Tratado de Livre Comércio da América do Norte), as indústrias contaminadoras da América do Norte. A contaminação e os protestos dos moradores de povos vizinhos, afetados pelo envenenamento de seus solos, águas subterrâneas e o ar não tiveram, aqui, consequências para a Smithfield. Os governos de Puebla e Veracruz se encarregaram de criminalizar e perseguir as vítimas que protestaram contra a contaminação. Em 2013, a maior processadora de carne da China, Shuanghui, comprou a Smithfield, em uma operação típica da atual tendência global desta indústria: megaempresas processadoras de alimentos do Brasil, Índia e China foram comprando empresas de produção, abate e processamento de carnes e ovos em todo o mundo. Atualmente, JBS S.A. (FRIBOI), de matriz brasileira, é a maior produtora global de carne bovina e, após a aquisição em 2013 da Seara Brasil, também a maior produtora global de aves. A JBS está entre os 10 maiores processadores de alimentos do planeta e é líder em capacidade de abate. Supera em rendas anuais a tradicionais gigantes da indústria alimentar, como Unilever, Cargill e Danone.

Transgênicos-Post-19.08.2015-8A JBS tem capacidade para matar diariamente 85.000 cabeças de gado bovino, 70.000 porcos e 12 milhões de aves, que são distribuídos em 150 países. Em volume, é acompanhada pela Tyson Foods e Cargill. Esta última tem um quarto do mercado de carnes dos Estados Unidos e é a maior exportadora de carne na Argentina. Em quarto lugar está a Brasil Foods (BRF), produto da fusão das megaempresas Sadia e Perdigão, em 2012. Antes da compra por parte da Shuanghui, a Smithfield ocupava o sétimo lugar entre os processadores de alimentos em nível mundial.

Transgênicos-Post-19.08.2015-9O México, com condições como as conferidas para a Granjas Carroll, passou a estar entre os 10 países com maior produção de carne bovina, suína e avícola em nível global. Empresas transnacionais dominam a indústria, substituindo, nas últimas duas décadas, muitos produtores nacionais pequenos e médios. A indústria da carne não pára e continua buscando escalas cada vez maiores. A concentração se dá em dois níveis: por meio de fusões e aquisições – criando empresas cada vez maiores – e intensificando a produção: aceleram o crescimento artificialmente, ampliam os centros de criação, aumentam a quantidade de animais por superfície e o ritmo de processamento. Este tipo de criação confinada se baseia exclusivamente em alimentação industrial. Foram substituídos os diversos cultivos que eram utilizados antes, por soja e milho transgênicos. Atualmente, 98% da produção global destes dois grãos transgênicos são para alimentar os animais e uns poucos usos industriais a mais.

O México não é exceção: enquanto a produção nacional de milho não transgênico é apenas para o consumo humano e para várias outras atividades, as empresas, de qualquer maneira, importam o milho transgênico para a criação industrial de animais, uma necessidade criada por elas próprias, que além de alimentar esta devastadora indústria, coloca o milho em risco de contaminação, em seu centro de origem. As grandes instalações de criação industrial eliminam fontes de renda para milhões de camponeses e pequenos pecuaristas em nível mundial, ao mesmo tempo em que reduzem as opções dos consumidores. Aumentam os lucros das transnacionais, de acionistas e investidores, à custa de colocar em risco a saúde, causar sofrimento animal, eliminar a diversidade de raças, minar a segurança e a soberania alimentar, contaminar e desperdiçar a água, entre outros impactos.

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Belgian Blue com o pelo raspado para realçar a anomalia da musculatura, orgulho dos procriadores. Foto: Singularity Hub

– Exploração sem limites

Bovinos “transgênicos” já são reproduzidos para consumo humano

Embora não seja algo publicamente divulgado ou posto no rótulo das etiquetas de carne de supermercados ou açougues – quando há etiquetas, sabe-se que é uma prática comum na agropecuária o uso de substâncias químicas para que os bovinos cresçam mais e mais rápido, para maior lucratividade da indústria da morte de animais para produção de carne. Recentemente foi publicada uma matéria sobre os beta-agonistas, que são drogas misturadas à alimentação dos animais para fazê-los ganhar peso e massa muscular, supostamente causando danos terríveis à sua saúde e, por tabela, a quem os consome. No entanto, o atrevimento do homem em tentar “brincar de Deus”, manipulando a genética de acordo com seus interesses escusos e interferindo na ordem natural das coisas, já foi muito mais longe. Enquanto ainda se discute timidamente nas cadeiras das Universidades, nos eventos científicos e na mídia sobre a validade da chamada engenharia genética em todos os sentidos – econômicos, práticos, ambientais e éticos – cientistas já produzem “absurdos” nesse campo há muito tempo, no sentido literal da palavra. Animais imensos, que lembram apenas vagamente os bovinos, já são criados, apresentados em exposições e vendidos em diversos países.

Transgênicos-Post-19.08.2015-11Essa raça de bovinos fabricada pelas mãos humanas se chama “Belgian Blue”, cujos indivíduos são vulgarmente também conhecidos por vacas e bois “transgênicos”, ou “Super Cows”. Sua criação remonta a 1807, a partir do cruzamento experimental entre as raças Shorthorn e Charolais, já com o intuito de se obter animais enormes. Com o tempo, os agricultores selecionavam os animais mais fortes e maiores para criar descendentes supostamente “superiores”.

Essa criação deliberada continuou e resultou em um defeito genético nos animais. Apesar de haver cientistas tentando desenvolver o que se conhece hoje como Belgian Blue em laboratórios de inseminação artificial de Liege desde meados de 1950, foi em 1997 que o cientista geneticista Se-Jin Lee descobriu que o Belgian Blue tinha um defeito no gene da Miostatina.

Em 2001, Lee realizou testes de laboratório com ratos, inserindo mutações que aumentaram a produção de substâncias bloqueadoras da miostatina. Suas hipóteses foram confirmadas, e a partir de então, os pobres bovinos Belgian Blue não tiveram mais “sossego”. O que a indústria que os recria faz hoje nada mais é que uma reprodução sofisticada da experiência feita por Se-Jin Lee.

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Ratos da experiência feita por Se-Jin Lee. O da direita sofreu alterações no gene da miostatina. Foto: Medgadget

O gene da miostatina tem a função de limitar o crescimento muscular, ou seja, ele é responsável por dizer ao corpo quando deve deixar de produzir músculos, acusando o limite saudável (“myostatin”, onde “myo” significa “músculo” e “statin” significa “stop”/”parar”). Os bovinos Belgian Blue possuem um defeito genético induzido na miostatina, que faz com que seus músculos continuem crescendo além deste limite. É a chamada “dupla musculatura”, uma hipertrofia exagerada dos músculos. Os Belgian Blue existentes hoje foram criados seletivamente a partir de animais que continham uma cópia deste gene que não funciona. Para assegurar que este gene defeituoso se transmita, é realizado o processo de inseminação artificial. Segundo edição da revista Super Interessante, “Para um boi, a morte pesa 450 kg. Ao atingir esse peso, o animal é enviado ao matadouro” (edição de junho de 2007, “Como um boi vira bife”). Supondo que isso seja verdade, só a título de comparação, o Belgian Blue costuma pesar mais de uma tonelada. Se a criação de bovinos para consumo humano já é por si só algo abominável, terrível no que diz respeito à violação total do direito animal – objetificação da vida, a produção de animais Belgian Blue são o paroxismo da ganância e da estupidez humanas. Os animais sofrem graves consequências pelo aumento desordenado de sua massa muscular. Uma estrutura óssea de um bovino é capaz de suportar o peso convencional da espécie. Ao mais que dobrar esse peso, é fácil imaginar os danos que podem ser causados nos ossos, articulações e órgãos em geral. Mas a indústria da morte não se preocupa com desconforto ou agravos na saúde de suas mercadorias vivas, até porque suas vidas tendem a ser breves. Não há muita informação disponível quanto aos efeitos na situação física dos animais. Os textos e artigos que descrevem a espécie, no entanto, citam as dificuldades no nascimento dos filhotes, que precisam nascer por Cesariana. Isso porque as vacas com “dupla musculatura” apresentam estreitamento ou redução na região pélvica, ao mesmo tempo em que vão dar à luz a filhotes com peso e dimensões maiores. Como elas são consideradas “máquinas” de reprodução visando o lucro, vivem com cortes de Cesariana em seus corpos, que não chegam a cicatrizar totalmente antes de serem abertos novamente para remoção de outro filhote.

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Vaca explorada para reprodução do Belgian Blue, com cicatriz de Cesariana. Foto: Singularity Hub

Os animais adultos tornam-se peças que os criadores fazem questão de expor com orgulho. Frequentemente o pelo dos animais é raspado, segundo os agricultores, para “realçar” a sua musculatura aos olhos de quem os vê.

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Cercado de tabus e mistérios, o tema da manipulação genética permanece um tanto obscuro e inacessível às populações do mundo, apesar destas já consumirem um grande número de produtos derivados de nada mais do que alimentos geneticamente modificados. Pelo que as matérias dão conta, por enquanto a criação de bovinos Belgian Blue é algo restrito – não se pratica a ampla comercialização da carne desses animais atualmente, pois os custos de criação e reprodução são muito elevados. Mas, sem dúvida, a atuação dos cientistas que se ocupam da brincadeira cara e de mau gosto de criar e manipular vidas visa o que a humanidade sempre tem buscado: fazer animais mais produtivamente viáveis, interessantes, saborosos e lucrativos para o consumo humano.

Veja mais sobre os bovinos  Belgian Blue no vídeo a seguir, da National Geographic:

Fonte: ANDA-agência de notícias e pesquisas sobre os direitos dos animais e transgênicos animais

GUÉRIN-MARCHAND, C. Manipulações genéticas. Bauru-SP: EDUSC, 1999. 284 p.

TICCIATI, L. & TICCIATI, R.. Genetically Engineered Foods – Are they safe? You decide. EUA: Keats Publishing, 1998. 84p. 

– Alergias alimentares x Transgênicos em carnes de animais alimentados com transgênicos

É sabido que leite, soja e ovos são os principais alimentos causadores de alergias alimentares, especialmente em crianças. Entre 2005 e 2006, uma petição com um milhão de assinaturas circulou pela Europa exigindo maiores informações sobre a presença de organismos geneticamente modificados em produtos originários de animais consumidores de rações transgênicas, principalmente carnes, leite e ovos. Atualmente, as principais preocupações da comunidade cientifica mundial, sobre os efeitos adversos dos organismos geneticamente modificados (OGMs), centram-se na transferência à resistência aos antibióticos, graus de toxicidade e potencial alergenicidade dos produtos manipulados geneticamente. Uma revisão da literatura científica conduzida recentemente pela ONG Testbiotech encontrou crescentes evidências de que fragmentos de DNA de plantas transgênicas podem ser encontrados em leite, órgãos internos e músculos de animais. Em abril de 2010, cientistas da Itália relataram a presença de sequências de DNA de soja transgênica em leite de cabras. Traços deste DNA foram também encontrados nos cabritos alimentados com o leite das cabras.

Leia mais sobre o assunto  no relatório elaborado pelo professor Jack Heinemann, da Universidade de Canterbury, Nova Zelândia: Report on Animals Exposed to GM Ingredients in Animal Feed

Em outra pesquisa recente, cientistas encontraram traços de plantas transgênicas em órgãos de peixes. As sequências genéticas foram encontradas em quase todos os órgãos dos peixes estudados. “Publicações recentes apoiam a proposta da rotulagem de produtos derivados de animais alimentados com ração transgênica, como carne, leite e ovos. Se os métodos de detecção de DNA melhorarem, estes traços de DNA transgênicos em animais serão encontrados com mais frequência no futuro”, diz Christoph Then, da Testbiotech. Exemplos de evidências científicas da presença de fragmentos de DNA de plantas transgênicas no leite e outros órgãos de animais alimentados com ração a base de plantas transgênicas:

Transgênicos-Post-19.08.2015-15Cabras:

“Nossos resultados mostraram que pequenos fragmentos de DNA podem ser detectados no leite, mas também em órgãos das crias de cabras alimentadas com soja transgênica. A pesquisa revelou também níveis elevados de LDH (lactato desidrogenase) em tecidos, sugerindo um aumento no metabolismo celular. Embora nossos dados pareçam estar em conflito com a maioria dos estudos nesse campo, são coerentes com outros estudos e as consequências a longo prazo para a saúde da ingestão de OGMs necessitam ser consideradas.”

Fonte: Tudisco R., Mastellone V., Cutrignelli M.I, Lombardi P, Bovera F., Mirabella N., Piccolo G., Calabro, S., Avallone L., Infascelli F. (2010) Fate of transgenic DNA and evaluation of metabolic effects in goats fed genetically modified soybean and in their offsprings. Animal (2010), 4:1662-1671 Cambridge University Press. Copyright © The Animal Consortium 2010.

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Peixes:

Não basta a polêmica dos vegetais transgênicos. Agora é a vez dos animais, começando pelo salmão do Atlântico. No fim de 2012, a FDA, agência reguladora de alimentos e remédios nos EUA, declarou que o produto não traz riscos para a saúde e o meio ambiente. Agora, como de praxe, deu um prazo de 60 dias para o público se manifestar sobre a decisão. Se passar por essa última etapa, será o primeiro peixe transgênico aprovado para consumo humano. O salmão foi criado pela empresa AquaBounty para crescer mais rápido. Seu tamanho máximo é o mesmo da espécie selvagem, mas ele chega lá em apenas 18 meses – metade do tempo normal. Para fazer essa “versão expressa”, os cientistas inseriram no genoma da espécie selvagem outros dois genes: um do salmão do Pacífico, responsável pela expressão do hormônio do crescimento, e outro de uma enguia, que acelera a ação do primeiro. Mas será que o peixe chega mesmo ao mercado? “A FDA sofre muita pressão das empresas e não é tão isenta assim. Esse processo corre há quase 20 anos e deve ser aprovado”, diz José Maria Ferraz, da Comissão Nacional de Biotecnologia e professor da Ufscar. De fato, analistas nos EUA observam que raramente um produto aprovado até essa etapa morre na praia – e com o peixe não deve ser diferente. Apesar dos prognósticos ruins, os ambientalistas ainda tentam matar o que chamam de “Frankenfish”. A principal preocupação de entidades como a Marine Fish Conservation Network é que os transgênicos escapem e, na natureza, lutem por alimento com os peixes normais (veja abaixo). “Se ele cresce mais rápido, competitivamente sai em vantagem. Isso levaria à extinção da espécie selvagem”, diz Ferraz.

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Os dois salmões têm 18 meses. O pequeno é o selvagem, o grande, o transgênico

Procurada para comentar os riscos, a AquaBounty disse que “os documentos emitidos pela FDA dizem que o salmão é seguro para consumo e não traz risco ambiental” e que, neste caso, “não sentimos necessidade de responder às críticas.” Aprovado, os americanos nem poderão fazer a opção do título: nos EUA alimentos peixe não precisam ser indicados como transgênicos.

– Até a ração dos peixes é transgênica

“Nós usamos análises de PCR para detecção de soja Roundup Ready em ração aquática e tilápias que consumiram esta ração. Também foram comparadas dietas com soja geneticamente modificada com dietas não transgênicas na alimentação de tilápias (Oreochromis niloticus, linhagem GIFT), analisando fragmentos residuais (254 pb) de soja GM. Tilápias recebendo dietas de soja GM tinham fragmentos de DNA em diferentes tecidos e órgãos, indicando que os genes exógenos GM foram absorvidos sistemicamente e não totalmente degradadas por canal alimentar.”

Fonte: Ran, T., Mei, L., Lei, W., Aihua, L., Ru, H. and Jie, S. (2009), Detection of transgenic DNA in tilapias (Oreochromis niloticus, GIFT strain) fed genetically modified soybeans (Roundup Ready). Aquaculture Research, 40: 1350–1357. doi: 10.1111/j.1365-2109.2009.02187.x

Leia mais:

Clinical risk assessment of GM foods. Elsevier Science Ireland. G. Lack / Toxicology Letters 127 (2002) 337–340k 

Segurança dos Alimentos: O que o mundo está discutindo a respeito de transgênicos e agrotóxicos? Ciclo de palestras. CREMESP/IDEC. 2010

The Institute for Responsible Technology (IRT). Jeffrey M. Smith. Aumento de alergias á soja devido consumo de soja geneticamente modificada. IRT, 2007

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– Relatório do Greenpeace – Mercado brasileiro

Nome: Sadia S.A. – Sede: Concórdia (SC)

Origem do capital: brasileiro – faturamento com a área de alimentos: R$ 8,32 bilhões (em 2005) Principais marcas: Sadia, Miss Daisy, Rezende, Vita Light, Vita Soja, Qualy, Hot Pocket, Bom Sabor, Deline, Fiesta, Speciale.

O que a empresa disse: A catarinense Sadia, maior agroindústria de aves e suínos do país, enviou correspondência ao Greenpeace, em 4 de junho de 2005, na qual declara sua política em relação ao uso de ingredientes transgênicos: “Referindo-nos à sua carta de 15 de abril passado, reafirmamos o propósito da Sadia de evitar o uso de insumos agrícolas geneticamente modificados na alimentação de seus animais de corte, bem como na fabricação de seus produtos. Os controles da empresa envolvem acordos contratuais com os fornecedores, nos quais é exigida a ausência de OGM – organismos geneticamente modificados para o fornecimento de grãos e farelos, que compõem as rações dos animais, e igualmente nas proteínas de soja e derivados de milho, utilizados nos produtos processados. Os abastecimentos mencionados são realizados somente por fornecedores credenciados e aprovados, com contrato formal para o controle de OGM e sua rastreabilidade. Adicionalmente, também realizamos análises de controle no recebimento dos itens.”

No entanto, na mesma carta, a Sadia ressalva que poderá alterar sua política “caso no mercado brasileiro venha a predominar a disponibilidade de insumos e ingrediente OGM. Nesta situação, a empresa informará seus consumidores – na rotulagem de seus produtos – de acordo com a legislação dos mercados onde atua.”

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– Você acha que essas empresas vão abrir mão deste lucro com os transgênicos?

Nome: Perdigão Agroindustrial – Sede: São Paulo (SP) – origem do capital: brasileiro – faturamento com a área de alimentos: R$ 5,56 bilhões (em 2004)

Principais marcas: Perdigão, Perdix, Chester, Batavo (para produtos derivados de carne), Borella, Turma da Mônica, Confiança, Fazenda, Escolha Saudável, Light & Elegant, Toque de Sabor, Apreciatta, Halal, Unef, Sulina, Alnoor, Confidence e BFF.

Fundada em 1934, a Perdigão é uma das maiores companhias de alimentos da América Latina. Atua na produção, no abate de aves e suínos e no processamento de produtos industrializados, elaborados e congelados de carne, além dos segmentos de massas prontas, tortas, pizzas, folhados e vegetais congelados. Tem capacidade instalada para abater semanalmente 10 milhões de cabeças de aves e 70 mil cabeças de suínos. (Nota pessoal: que absurdo, como podemos ser carnívoros em plena era da transformação cósmica? Se isto existe, é porque tem mercado, se tem mercado tem consumidor, por isso as pessoas estão cada dia mais doentes). A empresa possui 13 unidades industriais de carnes, localizadas nos estados de Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Goiás, e uma rede de distribuição formada por 16 centros próprios e 13 terceirizados. No exterior, mantém escritórios comerciais na Europa e no Oriente Médio e um centro de operações na Holanda.

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Em 2002, a Perdigão se comprometeu publicamente a não utilizar transgênicos em produtos processados e na alimentação de animais para corte. Para assegurar o cumprimento dessa norma corporativa, ela exige de seus fornecedores de soja e milho o envio de laudos laboratoriais (Nota pessoal: fazemos o que com as pesquisas e constatações em ratos e os testes de laboratórios? Jogamos no lixo? Escondemos da mídia mentirosa e mudamos os laudos? Pois nem todos os cientistas se vendem, que fique registrado). Os grãos que servem como insumos para a Perdigão são comprados apenas de produtores nacionais, os quais certificam à empresa a inexistência de matéria-prima fornecida com presença de transgênicos (Nota pessoal: estas declarações menosprezam a inteligência do consumidor informado do que está ocorrendo no planeta, dos cartéis e conchavos, da manipulação e dominação existentes nos governos, nas elites mundiais. Esses argumentos só servem para outro tipo de consumidor, aquele que acredita em tudo o que lê da mídia oficial, que não se importa com o que come, apenas come e ainda se delicia com o paladar de uma coisa forjada na química, facilmente mascarável, para quem sabe manipular os compostos orgânicos. Vamos acordar!).

Transgênicos-Post-19.08.2015-23Além da garantia dada pelos seus fornecedores (?), a Perdigão realiza uma segregação na origem (nas fazendas e nos depósitos de fornecedores), por meio de análises qualitativas SDI (kit Trait Check), efetuadas carga a carga (Nota pessoal: é o que eles dizem pois a produção é enorme e rápida, a troco do que, se a natureza e o clima estão cada vez mais modificados e o pasto sofre com a falta de chuvas e a escassez pela demanda? Como então a produção só cresce? MILAGRES DA NATUREZA DIVINA?). Na transferência desses grãos, a partir das unidades compradoras até a unidade transformadora, aplica-se novamente um teste SDI (kit Trait Check), também efetuado carga a carga, para assegurar a não contaminação por transgênicos (?). O extrato de soja (produto final) é analisado quantitativamente, por meio de teste PCR (Polymerase Chain Reaction – Reação em Cadeia por Polimerase), realizado pelo laboratório brasileiro representante do alemão GeneScan. “O critério de coleta das amostras garante a cobertura de todo o lote de produção”, afirma Ricardo Menezes, diretor de relações institucionais da Perdigão. Para os produtos derivados de soja adquiridos de terceiros prontos para uso, tais como proteínas texturizadas, concentradas e isoladas de soja, são solicitados aos fornecedores laudos laboratoriais, assegurando que os produtos não contêm transgênicos (Nota pessoal: quem faz esses laudos, quais são as pessoas e á quais instituições estão ligadas? Pensemos). Para aumentar a segurança, além dos laudos dos fornecedores, a Perdigão realiza análises quantitativas durante o recebimento desses produtos, por meio de testes PCR no laboratório GeneScan, usando amostragem aleatória. Menezes lembra que, paralelamente a esse procedimento interno de controle de OGMs, todo o processo produtivo da Perdigão é fiscalizado pelo Ministério da Agricultura (Nota pessoal: O Ministério da Agricultura adverte – a área de plantio de transgênicos já está em 41% da área de cultivo do país, ISSO SÃO DADOS DA EMBRAPA. Sendo assim, de quem eles compram estes grãos, já que a maioria dos produtores de safras relevantes , utilizam dos OGMs para aumentar a produção e ganhar mais e mais dinheiro?). A qualidade dos produtos da empresa também é monitorada por diferentes organismos internacionais, em diversos países para os quais a Perdigão exporta milhares de toneladas por ano (Nota pessoal: Quais organismos internacionais? A FAO, comandada e manipulada pela Elite/Cabala americana e pelos banqueiros do FED?). Até o presente, a Perdigão não precisou substituir fornecedores para garantir produtos feitos sem ingredientes transgênicos, uma vez que desde o início estabeleceu a necessidade de receber produtos sem OGMs (?!). Com os controles existentes e praticados pela empresa, a carga na qual for detectada a presença de transgênico pode ser automaticamente devolvida ao fornecedor, que terá de substituí-la por outra carga que esteja dentro dos padrões esperados pela empresa (Nota pessoal: claro que os prejuízos ficarão com os produtores, nunca com os cartéis e com as grandes fábricas de “alimentos”. Vocês realmente acreditam nisso?). Segundo Menezes, até o momento não houve registros de recebimento de cargas com OGMs. No mercado interno, Menezes afirma não ser ainda possível mensurar, em função do comportamento do consumidor no ato da compra, um eventual incremento na venda do produto por este ser livre de OGMs (Nota pessoal: O consumidor tem de ter em mente que ele manda no mercado, pois é ele quem compra os produtos e dá sustentação à essa indústria de propaganda enganosa e consequentemente, dá incentivo e incrementa a indústria farmacêutica, ficando doente depois e consumindo remédios. Quando esta ficha cair na consciência de cada um de nós, essa indústria acaba e outra que virá tomar seu lugar, se adequará aos padrões de saúde, já que a consciência de todos mudará com estas medidas. Pensemos).

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– Essa situação só existe porque consumimos carne

No mercado externo, esses ganhos são mais perceptíveis. Apesar de não ser uma exigência de todos os países para os quais a empresa exporta, observa-se um maior pleito entre os países europeus quanto à não utilização de insumos que contenham transgênicos. Mesmo após a liberação da comercialização de alguns produtos transgênicos no Brasil, a Perdigão decidiu manter a sua política de não utilização, uma vez que já havia estabelecido uma rede de fornecedores que atendiam a esse compromisso. Todos os fornecedores foram informados de que a Perdigão manteria a norma de não comprar e utilizar grãos OGMs. A empresa diz não encontrar dificuldades para a manutenção de sua política. No futuro, entretanto, a manutenção desse compromisso estará vinculada ao desenvolvimento e ao aumento da produção de culturas de organismos geneticamente modificados no país em relação às culturas de soja e milho convencionais. Para Menezes, não há como fazer essa avaliação no momento. Entretanto, dadas as características das culturas atuais e a extensão de terras cultivadas nos diversos estados brasileiros, ele acredita que não surgirão problemas para a manutenção da atual política de não utilização de transgênicos, o que a empresa disse. Em carta enviada ao Greenpeace no dia 17 de maio de 2005, a Perdigão afirmou: “Gostaríamos de informar que a empresa optou pela não utilização de produtos derivados de soja ou milho geneticamente modificados, buscando sempre uma atuação pro-ativa na defesa do meio ambiente e no respeito ao consumidor. A Perdigão Agroindustrial S/A adquire os grãos que servirão de insumos apenas e tão somente de produtores nacionais, os quais certificam a esta empresa a inexistência de matéria-prima fornecida com presença de Organismos Geneticamente Modificados. Não obstante a garantia dada pelos seus fornecedores, a Perdigão realiza uma segregação na origem (fazendas e depósitos de fornecedores) aplicando análises qualitativas SDI (kit Trait Check), efetuadas carga a carga. Na transferência destes grãos, a partir das unidades compradoras até a unidade transformadora, é aplicado novamente um teste SDI (kit Trait Check), também efetuado carga a carga, para assegurar a não contaminação por Organismos Geneticamente Modificados. O extrato de soja (produto final) é analisado quantitativamente, por meio de teste PCR, realizado pelo laboratório brasileiro representante do Laboratório Europeu Genescan, da Alemanha. O critério de coleta das amostras garante a cobertura de todo o lote de produção. Para os produtos derivados de soja adquiridos de terceiros, prontos para uso, tais como proteínas texturizadas, concentradas e isoladas de soja, são solicitados aos fornecedores laudos laboratoriais, assegurando que os produtos não contém Organismos Geneticamente Modificados. Além dos laudos dos fornecedores, a Perdigão realiza análises quantitativas, durante o recebimento desses produtos, por meio de testes PCR no laboratório Genescan, usando amostragem aleatória. Ao lado desse rigoroso procedimento interno de controle de Organismos Geneticamente Modificados, todo o processo produtivo da Perdigão é fiscalizado pelo Ministério da Agricultura, sendo que a qualidade de seus produtos é monitorada por diferentes organismos internacionais em diversos países para os quais a Perdigão exporta milhares de toneladas por ano. Com base no que foi exposto, cumpre ressaltar (!) o compromisso institucional desta empresa de não utilização de Organismos Geneticamente Modificados, (!!) o rígido procedimento de controle, adotado pela Perdigão, acima descrito, e ainda (!!!) a utilização de práticas de preservação ao meio-ambiente. Ressalta-se que apesar da opção por tal política, observamos um maior grau de exposição que a empresa se encontra atualmente, levando-se em consideração sua localização na região onde o cultivo e a comercialização foram regulamentados por lei. No mercado interno, observamos ainda não ser possível mensurar, em função do comportamento do consumidor no ato da compra, eventual incremento na venda do produto por ser este livre de OGM. No mercado externo, esses ganhos são eventualmente mais perceptíveis. Em razão desses fatos, não possuímos dados que evidenciem eventual vantagem econômica ou mercadológica devido à adoção dessa política em relação à outra forma de atuação.”

Transgênicos-Post-19.08.2015-25– A verdade sempre aparece

Como possuem um melhoramento genético, só são vistos na granja da Perdigão e/ou Sadia (rss…), como nessa foto (muito discreta) cedida pela Perdigão!

Tanto o Chester® (Perdigão) quanto o Fiesta® (Sadia) são frangos geneticamente melhorados originados de cruzamentos de linhagens especiais com o objetivo de obter um produto que possui teores maiores de proteína e menores de gordura, além de concentrar 70% de sua carne no peito e coxas. De modo geral os valores nutricionais do frango comum são maiores, possui mais gordura, oferece mais calorias, enquanto o Chester® e o Fiesta® são menos calóricos e com menos teor de gordura, e, embora os três apresentem teores de proteína muito semelhantes. Mas como são produzidos? Bom, o fenótipo (conjunto de características fisiológicas, físicas e comportamentais) são determinados pelo ambiente e pelo genótipo (constituição genética de cada indivíduo). Assim, tendo o ambiente propício, basta possuir aves com as características almejadas e criá-los. A grande dificuldade: encontrar matrizes para a produção, ou seja, fazer a seleção onde se escolhe quais aves serão os pais da próxima geração, tendo com objetivo melhorar ou fixar a característica desejada. O passo seguinte é o cruzamento destas matrizes e a obtenção de filhos com essas características. Assim, o objetivo é conseguir uma mudança da frequência de alelos favoráveis, com o objetivo de obter o fenótipo desejado: aves com menor teor de gordura e maior quantidade de proteína.

Fonte: Karlla Patrícia – Bióloga – Doutora em Zoologia pelo Museu Nacional/ UFRJ

Transgênicos-Post-19.08.2015-26– Como o frango brasileiro é produzido

Com hormônio ou sem hormônio?

EM ENTREVISTA CONCEDIDA PELA PERDIGÃO E PELA SADIA, foi esclarecido que o frango brasileiro, não apenas os da BRF, não tem hormônio por uma impossibilidade técnica: hormônio de crescimento precisa ser injetado, via agulha. Como fazer isso em milhões de frangos? É impossível. Além disso, foi comprovado por pesquisas, que os hormônios de crescimento, para os frangos, não são eficientes. O organismo da ave simplesmente não o sintetiza. E também é proibida por lei desde 1976. O frango brasileiro cresceu de tamanho muito nas últimas décadas por causa de melhoramento genético. A BRF compra matrizes de frangos de apenas 3 fornecedores mundiais. Compra as melhores matrizes, que geram as melhores galinhas que vão produzir os melhores frangos. Essas galinhas não ficam confinadas em gaiolas, pois não são galinhas de postura, ou seja, galinha de por ovos. Vivem em galpões climatizados, têm ninho para colocar os ovos. Comem, dormem no melhor ambiente possível (?). Sem estresse para produzir ovos que geram pintinhos saudáveis que terão carne de peito bem macio (Nota pessoal: criamos bem e depois matamos para comer. A consciência alimentar vai muito além disso, e essa consciência chama-se EVOLUÇÃO).

– Comem ração transgênica?

Sim. A explicação foi que seria impossível alimentar os milhões de frangos criados pela BRF sem que os grãos fossem transgênicos. Não haveria ração suficiente. A ração oferecida aos frangos BRF é produzida nas fábricas da empresa para que se tenham maior controle. Sabe aquela coisa de fazer a granola em casa? A lógica da produção da ração dos frangos da BRF é a mesma: eles compram os grãos e fazem a mistura em “casa”. (Sobre  a transgenia da ração oferecida às aves, se faria mal ao organismo humano, poderia provocar câncer entre outras doenças, o zootecnista Antonio Gilberto Bertechini, professor titular da Universidade Federal de Lavras e pesquisador do CNPq, explicou que todo pão, caseiro ou não, produzido no Brasil é feito com trigo transgênico há 25 anos. Mesmo se o trigo é orgânico, a semente dele é transigência).

Transgênicos-Post-19.08.2015-27– E o tal antibiótico?

O uso dos antibióticos é permitido pela legislação brasileira. Os produtores não fazem por debaixo dos panos. Não é ilegal. E só podem usar antibióticos que não tenham similar ou que não tenham uso em humanos. O diretor de qualidade da BRF, Ralf Piper, disse que a BRF, porém, não utiliza antibióticos sempre. Apenas para tratar o que está doente e na prevenção de um grupo de aves que tenham tido contado com o galinho doente (?). “Não queremos utilizar nada (de antibióticos) porque a natureza já nos dá alternativas de tratamento dos animais (Nota pessoal: A hipocrisia e falta de ética nas entrevistas são gritantes, animais já modificados por ração transgênica, que já estão muito longe do seu habitat natural e consequentemente desenvolvem doenças que antes, na natureza verdadeira deles, não tinham, é ou não uma declaração sem lógica?) e também porque o uso dos antibióticos tem um custo (alto) para a empresa.” Quando ele se refere à natureza, explicou que já existem alternativas de antibióticos naturais, como enzimas, prebióticos, probióticos, óleos essenciais, que são utilizados no tratamento dos animais, quando necessário. Então, quer dizer que a BRF, empresa que abate 7 milhões de frangos diariamente (desses 48% dos exportados), consegue produzir um frango sem antibiótico, criado com segurança, sem contato com mundo externo, apenas o do galpão, o que lhe garante um ambiente praticamente estéril (livre da gripe aviária, por exemplo, risco a que são expostos frangos criados soltos, ao ar, ao vento, ao relento, aos vírus e bactérias) e praticamente sem melhoradores de desempenho sintéticos? Desculpe, mas é muita ingenuidade acreditar nisso, óleo essencial para galinhas??

Sim, disse o zootecnista. Por uma razão muito simples: briga pela liderança de mercado. Cerca de 20% do frango consumido no mundo é da BRF. Exportam para EUA, Europa, Ásia. Todos os continentes. Para entrar no mercado europeu, o frango brasileiro, não apenas o da BRF, é submetido, segundo o professor, a teste milimétricos (PPB – partes do bilhão) de qualidade (?) (Nota pessoal: acreditaremos nisso, sabendo como é um mercado agressivo, de lucros altíssimos e consumidores na maioria sem qualquer consciência alimentar, que abastecem de dinheiro essa indústria Frankenstein consumindo seus produtos industrializados?Pensemos). Além disso, a legislação brasileira para a produção e comércio de aves é a mais dura do mundo, segundo o zootecnista (??), que completou dizendo que as conquistas e melhorias do setor estão anos-luz à frente da de suínos e muitos muitos muitos anos-luz da de bovinos (?????$$$$$$), que a qualidade da carne de frango produzida e vendida do Brasil é excelente ($$$$$$??????). O diretor da Sadia explicou que há técnicos do Ministério da Agricultura dentro das fábricas de processamento da BRF para supervisionar a produção ($$$$$???). Isso nos dá um pouco a dimensão e importância da BRF do mundo e para a economia brasileira, para a balança comercial.

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Sadia e Perdigão têm o mesmo frango?

Sim. A produção é a mesma. O padrão é o mesmo. Só a embalagem e o preço que mudam!

Frango resfriado ou congelado?

Para o Ralf, melhor (?) consumir o congelado. E aqui tem uma explicação técnica (?). No caso dos frangos da BRF, há um padrão rígido de processamento das aves, que saem de uma temperatura de 42 graus para 4 graus e depois para -18 graus sem que ocorra nenhum dano nas estruturas da carne. Além claro, sem que a carne estrague, corra o risco de ser afetada por alguma bactéria. Já a carne resfriada tem esse risco, segundo Ralf. O zootecnista Antonio Gilberto Bertechini, professor titular da Universidade Federal de Lavras e pesquisador do CNPq, com experiência em Ciência Animal, ênfase em Exigências Nutricionais e Metabologia dos Animais, que está explicando um pouco mais sobre a evolução na criação e na qualidade (??) do frango encontrado hoje no mercado.

(Nota pessoal: analisemos a coisa como é, nua e crua .Lucros gigantescos=animais transgênicos sem riscos de doença=abate rápido=tamanho acima do normal=consumidor inconsciente=consumidor feliz=indústria mais rica=produção maior=consumidor doente=indústria farmacêutica mais rica=consumidor ainda alienado e mais doente=mais manipulação e suscetibilidade a engolir qualquer coisa que a mídia mentirosa diz=NATAL SADIO É NATAL SADIA)

Transgênicos-Post-19.08.2015-29– Drogas para engordar bois causam graves problemas na saúde dos animais e das pessoas

As drogas à base de substâncias beta-agonistas foram originalmente desenvolvidas para ajudar as pessoas com asma, mas nos últimos tempos têm sido misturadas à alimentação dos bovinos criados para consumo humano pois a indústria da carne descobriu que elas têm o poder de fazê-los crescer mais rápido em um curto período de tempo. A meta é “produzir mais carne com menos gado”. Um vídeo recente de bois “mancos” que haviam recebido tais drogas levantou preocupações sobre a segurança dos beta-agonistas para os animais e para os seres humanos que comem a sua carne. As informações são da Care2. A carne de bovinos que receberam drogas como Zilmax da Merck ou Optaflexx da Eli Lilly é erroneamente etiquetada como sendo “natural, livre de hormônios e antibióticos” pois, segundo as diretrizes do Departamento de Agricultura Americano, os beta-agonistas não são enquadrados na categoria de hormônios de crescimento ou antibióticos. Mas os animais sob efeito de beta-agonistas, nas semanas antes de serem mortos, apresentam um acréscimo de 14 quilos aos seu peso, e a droga reduziu a gordura contida na carne. Em outras palavras, os beta-agonistas são feitos sob encomenda para empresas como Tyson e Cargill, que produziram mais de 11 bilhões de quilos de carne no ano passado a partir de 91 milhões de bovinos. Em contraste, com 111 milhões de bovinos foram produzidos 9 bilhões de quilos de carne em 1952.

– Como se andassem em metal quente

A Dra. Lily Edwards-Callaway, chefe da área que se diz responsável pelo “bem-estar” animal da JBS dos Estados Unidos, exibiu um vídeo no dia 7 de Agosto, na Associação Nacional Cattlemen’s Beef. Nas imagens, os animais podiam ser vistos “lutando para caminhar e mostrando outros sinais de sofrimento”, e pareciam “andar cuidadosamente, como se estivessem pisando em metal quente”, segundo a Reuters. Edwards-Callaway argumentou que “o calor, o transporte e problemas de saúde” podem ter sido fatores a explicar o fato dos animais estarem mancando (??). As imagens devem ter sido impactantes: no mesmo dia em que foi mostrado o vídeo, a Tyson Foods, segunda maior produtora de carne dos Estados Unidos, anunciou que deverá suspender a compra de animais alimentados com Zilmax. A empresa citou especificamente que “casos recentes de gado entregues para serem processados (sic) tinham dificuldade de andar ou eram incapazes de se mover”, e pontuou que “alguns especialistas em saúde animal sugeriram que o uso do suplemento Zilmax é uma causa possível”.

Zilmax é o nome comercial da Merck para a substância zilpaterol, que é “mais forte que os outros beta-agonistas do mercado”, de acordo com a Reuters. Outra substância parecida é a ractopamina, ingrediente ativo do Optaflexx, vendido pela Lilly. Conforme a reportagem, a Tyson “ainda está comprando bovinos medicados com Optaflexx”.

As discussões com relação à continuidade do uso destas drogas nada têm a ver com preocupações quanto aos problemas causados aos animais que estão sofrendo com os efeitos, e sim, como sempre, estão pautadas em interesses econômicos. A Rússia e a China proibiram a importação de carne de animais que receberam ractopamina. No intuito de ganhar uma fatia do lucrativo mercado chinês, a Smithfield Foods anunciou em Maio que deverá parar de ministrar ractopamina a metade de sua criação de porcos. Semanas depois, a China declarou que tinha planos de comprar da Smithfield. Em publicação voltada para o mercado de criação de bovinos, a Cattle Network se refere aos beta-agonistas como “ferramentas poderosas para dar acabamento no gado” e afirma que, “se não se acrescentar Zilmax à alimentação dos animais, eles pesarão menos”. Em alinhamento com o que diz a Cattle Network está a agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos, USFDA (U.S. Food and Drug Administration), que tem dito atualmente que essas substâncias são “seguras” para os animais e aprovou a volta do uso do Zilmax em 2006. Os últimos relatórios de bovinos com sérios distúrbios contradizem isso, mas o que manda é o lucro, o mercado, o “produzir mais carne com menos gado”, a comoditização da vida.

Fonte: BBC Brasil News

Transgênicos-Post-19.08.2015-30Engordar o boi em real e vender em dólar está sendo um bom negócio

Transgênicos-Post-19.08.2015-31Criadores e frigoríficos de GO que exportam bovinos comemoram

Transgênicos-Post-19.08.2015-32O mesmo acontece com o mercado de suínos e aves em SC.

No ano passado o Estado negociou com o mercado internacional, aproximadamente 550 milhões de dólares em carne de porco. Quando se fala em aves, o número é ainda maior, um valor estimado em um bilhão de dólares. Com o dólar em alta, os reflexos nas exportações também aparecem. Para um dos maiores frigoríficos de Santa Catarina, em Chapecó as vendas para o mercado internacional representam 50% das aves abatidas e 18% dos suínos. Com a alta no dólar, a renda também cresceu uma média de 12 a 15% sobre a tonelada exportada, somente no primeiro trimestre de 2015. Apesar do faturamento maior, o vice-presidente do frigorífico alerta: o dólar em alta também teve impacto nos insumos. “Isso vai encarecer a produção do grão, que por sua vez vai encarecer a produção das carnes, então é uma cadeia que precisa ser analisada no seu todo”, alerta Neivor Canton. O mercado da carne bovina também se beneficiou da alta do dólar. A indústria de Goianira, região central de Goiás, exporta para 50 países de todos os continentes. A ordem é aproveitar ao máximo a capacidade de produção com o abate de 500 animais por dia, 40% dessa carne vai para o mercado internacional, a diferença entre o dólar e o real está sendo um bom negócio. Em março do ano passado o dólar estava cotado a R$ 2,26 e a arroba do boi a R$ 116,49. Em março deste ano, o dólar passou dos três reais (R$ 3,20) e arroba, em Goiás, chegou a R$ 141,61. “Esse aumento está dando em torno de 30% a mais em faturamento em reais”, comenta Jorge Jonas Zabrockis, dono do frigorífico. No primeiro trimestre de 2014 o frigorífico teve um faturamento de R$ 21 milhões com a exportação de carne. Este ano vendeu nos três primeiros meses R$ 40 milhões. Pecuaristas e confinadores que engordam boi rastreado para exportação também estão sentindo os reflexos deste comportamento do mercado internacional.

A droga utilizada por esses pecuaristas e criadores é a Três trembolona (Três Trenabol 150) que pode ser injetável e já estava disponível para uso pela indústria do gado de volta na década de 80. Foi nomeado Finajet durante esse tempo. Naquela época, ele tinha um éster de etilo curto. A droga foi utilizada para engordar o gado antes de serem abatidos. Outro nome para Hexahydrobenzylcarbonate trembolona é trembolona ciclohexilmetilcarbonato. Ambos estes nomes provêm da mesma cadeia de éster. O pecuarista Thiago Ávila conta que todos os anos o confinamento é fechado em dezembro, por causa da recuperação dos pastos, e só  é reaberto em maio do ano seguinte. Dessa vez foi diferente, com a valorização do boi compensou manter os animais fechados. “Essa margem histórica nunca existiu no sistema de confinamento. Foi isso que estimulou o pecuarista a seguir com o confinamento o ano todo”, diz o pecuarista (Nota pessoal: Claro que o lucro é sempre o que mais importa, já que o consumidor, que tem o VERDADEIRO PODER  NAS MÃOS MAS “PENSA” QUE NÃO SABE DISSO, continua consumindo em grandes churrascadas de fim de semana, engordando os bolsos destes inescrupulosos).

FONTE: GLOBO-AGRONEGÓCIO – confinamento-e-alternativa-para-engorda-de-bovinos-no-periodo-da-seca

Transgênicos-Post-19.08.2015-33– Você sabe do que são feitos os nuggets de frango?

Certamente você conhece essa comida que pode ser adquirida em redes de fast food ou em versões congeladas para fritar em casa. Nos anúncios publicitários os mostram bem dourados e crocantes, parecendo uma verdadeira tentação, mas você sabe do que são feitos os nuggets de frango? Aqui você irá descobrir, e então decidir se quer continuar comendo-os ou não. Sua imagem deliciosa faz com que fiquemos com água na boca para comer mais de um (???). Acreditamos que se trata de um alimento mais saudável para nossos filhos, e se o médico recomendou evitar carnes vermelhas por causa do colesterol, pensamos que os nuggets são uma boa opção que não elevará nosso nível de triglicérides. Pensemos por um instante antes de escolher este item nas redes de fast food ou prepará-lo como uma alternativa rápida quando não sabemos o que fazer para o jantar ou o que levar de lanche para o trabalho ou escola (Nota pessoal: faça um lanche vegetariano, leve frutas, tudo menos isso). O recheio com o qual são feitos os tão deliciosos nuggets de frango que costumamos comer como uma alternativa aos hambúrgueres parece uma espécie de iogurte de morango congelado, ou uma goma de mascar gigante. Na realidade, é uma pasta cor de rosa, consequência da trituração dos frangos inteiros separados mecânicamente. É isso que revela em seu blog, Early Onset of the Night, o americano Michael Kindt.

Mas o assunto não termina aqui. A massa que resulta desta técnica está cheia de bactérias. Então, o que fazem para eliminá-las? Lavam-na com amônia. Solução simples e repugnante ao mesmo tempo. Mas claro, se o processo acabasse aí perceberíamos quando abríssemos um destes lanches. Por isso, o mecanismo usado para ocultar o sabor e o odor deste desinfetante químico, é o uso de cobre com aromatizantes e corantes artificiais (se pararmos para pensar, também há uma grande quantidade desses aditivos em outros alimentos que estamos acostumados a consumir diariamente).

O reconhecido chefe Jamie Oliver foi o encarregado de conhecer o processo de elaboração dos tão famosos nuggets de frango, no seu programa de televisão chamado Food Revolution, transmitido pelo canal ABC. Ele fez sua própria demonstração do processo de elaboração, com o objetivo de que os pais parem de dar este alimento a seus filhos. No entanto, ele não obteve o êxito esperado. Mais tarde, o canal NatGeo retransmitiu em um programa a maneira através da qual os alimentos eram processados usando a técnica da “separação mecânica“, onde se explica um pouco mais sobre a produção dos nuggets de frango.

– Investigação do Huffington Post sobre a “comida falsa”

O título do artigo publicado por este jornal reconhecido a nível internacional é “Comida falsa. É isso que chamam de frango?”. Nele, difundiu-se a informação de que os nuggets não têm somente carne de ave (que é o único que deveria conter), mas também vísceras, ossos triturados, gorduras, veias, nervos, cartilagens e cerca de 30 aditivos. Menos de 50% da sua composição é de frango, a outra parte é formada por restos e misturas. “Quando pedimos fast food, temos consciência de que não se trata de um prato muito saudável, mas esperamos que ao menos se trate de comida. Frango é frango e a carne é carne não?” É assim que começa o artigo do Huffington Post. Esse meio de comunicação realizou uma série de estudos sobre a “comida falsa”. No caso dos conhecidos nuggets de frango, somente a metade é verdadeiramente carne desse animal (ainda que processada de forma não muito saudável), e o restante conta com três dezenas de ingredientes adicionados, entre eles o sulfato de alumínio.

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O American Journal of Medicine comparou os nuggets oferecidos em duas cadeias de fast food (sem dizer quais eram, ainda que possamos deduzir). Eles tinham somente 50% de carne de frango, e o resto era uma mistura de cartilagens, nervos, ossos triturados, veias e gordura. Segundo o Dr. Richard D. de Shazo, do Centro Médico da Universidade de Mississipi, “As empresas escolheram usar uma mistura artificial que combina partes do frango em vez da carne com pouca gordura. Untam esta mistura com manteiga, fritam-na e continuam falando que se trata de frango. É um produto à base de frango, mas também contém muitas calorias, sal, açúcar e gorduras. Por isso, não é nem um pouco saudável”. O Dr. David Katz, da Universidade de Yale, disse que esta mistura pode causar muitos danos, ainda que não existam muitos resultados de estudos realizados. No entanto, foi confirmado que somente o fato de sabermos que se processam vasos sanguíneos, ossos triturados e nervos não faz com que as pessoas parem de consumi-lo, temos também que conhecer quais são os aditivos usados para dar ao alimento consistência e sabor de frango. Dessa forma, o problema principal dos nuggets de frango não são as partes do animal, mas sim os conservantes e aditivos químicos que são adicionados a ele. Voltando ao estudo feito pelo Huffington Post, foi encontrado em um pedaço de frango frito, um antiespumante chamado dimetilpolissiloxano, presente nos anticongelantes dos carros. Ainda não foi declarado que esses aditivos sejam prejudiciais, mas também não afirmam que são benéficos. Outro fabricante deste prato de fast food adicionou glutamato monossódico, associado a dores de cabeça e suor excessivo. Em todos os casos, o produto tem uma boa quantidade de dextrose, um açúcar adicionado. Além disso, dez unidades contêm 900mg de sódio antes de serem fritas, muito acima da dose diária recomendada.

VAMOS BOICOTAR ESSES PRODUTOS – DIGA NÃO AOS PRODUTOS INDUSTRIALIZADOS EM GERAL, POIS NÃO SABEMOS O QUE TEM EM SUA COMPOSIÇÃO – RÓTULOS E COMPOSIÇÃO NUTRICIONAL, NA MAIORIA DAS VEZES SÃO ENGANAÇÕES PARA VENDER E LUCRAR CADA VEZ MAIS. É A CORRENTE DA DOENÇA E DOS LUCROS EMPRESARIAIS. NADA MAIS IMPORTA, A NÃO SER A RIQUEZA DE UNS EM DETRIMENTO DA DOENÇA DE MUITOS – QUAIS SÃO ESSES INTERESSES? AS FACILIDADES SÃO VENDIDAS EM PROPAGANDAS ALTAMENTE ENGANOSAS, DE PESSOAS FELIZES E BEM SUCEDIDAS SEM TEMPO PARA SE ALIMENTAR MELHOR. ENTÃO AS INDÚSTRIAS FAZEM ISSO POR NÓS!! MAS QUE BONDADE, COM QUE SENTIMENTO ALTRUÍSTA ISSO É FEITO, FICAMOS ETERNAMENTE AGRADECIDOS, NÓS E A HUMANIDADE INTEIRA!!

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– Porque não comer carne – por Ramatis

Ramatis viveu na Indochina, no século X e foi instrutor em um dos inumeráveis santuários iniciáticos da Índia, tendo falecido bastante jovem e através de Hercílio Maes, seu principal médium, é autor de vários livros, entre eles “A Fisiologia da Alma”, do qual foi retirado o texto que segue abaixo:

A Alimentação Carnívora e o Vegetarianismo

PERGUNTA – Em vista das opiniões variadas e por vezes contraditórias, tanto entre as correntes religiosas e profanas como até entre a classe médica, quanto ao uso da carne dos animais como alimento, gostaríamos que nos désseis amplos esclarecimentos a respeito, de modo a chegarmos a uiva conclusão clara e lógica sobre se o regime alimentar carnívoro prejudica ou não o nosso organismo ou influi de qualquer modo para que seja prejudicada a evolução do nosso espírito. Preliminarmente, devemos dizer que no Oriente – como o afirmam muitas das pessoas antivegetarianas – a abstenção do uso da carne como alimento parece prender-se apenas a unir a tradição religiosa, que os ocidentais consideram como uma absurdidade, dada a diferença de costumes entre os dois povos. Que nos dizeis a respeito?

RAMATIS – A preferência pela alimentação vegetariana, no Oriente, fundamenta-se na perfeita convicção de que, à medida que a alma progride, é necessário, também, que o vestuário de carne se lhe harmonize ao progresso espiritual já alcançado. Mesmo nos reinos inferiores, a nutrição varia conforme a delicadeza e sensibilidade das espécies. Enquanto o verme disforme se alimenta no subsolo, a poética figura alada do beija-flor sustenta-se com o néctar das flores. Os iniciados hindus sabem que os despojos sangrentos da alimentação carnívora fazem recrudescer o atavismo psíquico das paixões animais, e que os princípios superiores da alma devem sobrepujar sempre as injunções da matéria. Raras criaturas conseguem libertar-se da opressão vigorosa das tendências hereditárias do animal, que se fazem sentir através da sua carne.

PERGUNTA – Mas a alimentação carnívora, principalmente no Ocidente, já é um hábito profundamente estratificado no psiquismo humano. Cremos que estamos tão condicionados organicamente à ingestão de carne, que sentir-nos-íamos debilitados ante a sua mais reduzida dieta!

RAMATIS – Já tendes provas irrecusáveis de que podeis viver e gozar de ótima saúde sem recorrerdes à alimentação carnívora. Para provar o vosso equívoco, bastaria considerar a existência, em vosso mundo, de animais corpulentos e robustos, de um vigor extraordinário e que, entretanto, são rigorosamente vegetarianos, tais como o elefante, o boi, o camelo, o cavalo e muitos outros. Quanto ao condicionamento biológico, pelo hábito de comerdes carne, deveis compreender que o orgulho, a vaidade, a hipocrisia ou a crueldade, também são estigmas que se forjaram através dos séculos, mas tereis que eliminá-los definitivamente do vosso psiquismo. O hábito de fumar e o uso imoderado do álcool também se estratificam na vossa memória etérica, no entanto, nem por isso os justificais como necessidades imprescindíveis das vossas almas invigilantes.

Reconhecemos que, através dos milênios já vividos, para a formação de vossas consciências individuais, fostes estigmatizados com o vitalismo etérico da nutrição carnívora, mas importa reconhecerdes que já ultrapassais os prazos espirituais demarcados para a continuidade suportável dessa alimentação mórbida e cruel. Na técnica evolutiva sideral, o estado psicofísico do homem atual exige urgente aprimoramento no gênero de alimentação, esta deve corresponder, também, às próprias transformações progressistas que já se sucederam na esfera da ciência, da filosofia, da arte, da moral e da religião. O vosso sistema de nutrição é um desvio psíquico, uma perversão do gosto e do olfato, aproximai-vos consideravelmente do bruto, nessa atitude de sugar tutanos de ossos e de ingerirdes vísceras na feição de saborosas iguanas. Estamos certos de que o Comando Sideral está empregando todos os seus esforços a fim de que o terrícola se afaste, pouco a pouco, da repugnante preferência zoofágica.

Transgênicos-Post-19.08.2015-36PERGUNTA – Devemos considerar-nos em débito perante Deus, devido à nossa alimentação carnívora, quando apenas atendemos aos sagrados imperativos naturais da própria vida?

RAMATIS – Embora os antropófagos também atendam aos “sagrados imperativos naturais da vida”, nem por isso endossais os seus cruentos festins de carne humana, assim como também não vos regozijais com as suas imundices à guisa de alimentação ou com as suas beberagens repugnantes e produtos da mastigação do milho cru! Do mesmo modo como essa nutrição canibalesca vos causa espanto e horror, também a vossa mórbida alimentação de vísceras e vitualhas sangrentas, ao molho picante, causa terrível impressão de asco às humanidades dos mundos superiores. Essas coletividades se arrepiam em face das descrições dos vossos matadouros, charqueadas, açougues e frigoríficos enodoados com o sangue dos animais e a visão patética de seus cadáveres esquartejados. Entretanto, a antropofagia dos selvagens ainda é bastante inocente, em face do seu apoucado entendimento espiritual; eles devoram o seu prisioneiro de guerra, na cândida ilusão de herdar-lhe as qualidades intrépidas e o seu vigor sanguinário. Mas os civilizados, para atenderem às mesas lautas e fervilhantes de órgãos animais, especializam-se nos caldos epicurísticos e nos requintes culinários, fazendo da necessidade do sustento uma arte enfermiça de prazer. O silvícola oferece o tacape ao seu prisioneiro, para que ele se defenda antes de ser moído por pancadas; depois, rompe-lhe as entranhas e o devora, famélico, exclusivamente sob o imperativo natural de saciar a fome; a vítima é ingerida às pressas, cruamente, mas isso se faz distante de qualquer cálculo de prazer mórbido. O civilizado, no entanto, exige os retalhos cadavéricos do animal na forma de suculentos cozidos ou assados a fogo lento; alega a necessidade de proteína, mas atraiçoa-se pelo requinte do vinagre, da cebola e da pimenta, desculpa-se com o condicionamento biológico dos séculos em que se viciou na nutrição carnívora, mas sustenta a lúgubre indústria das vísceras e das glândulas animais enlatadas; paraninfa a arte dos cardápios da necrofagia pitoresca e promove condecorações para os “mestres-cucas” da culinária animal! Os frigoríficos modernos que exaltam a vossa “civilização”, construídos sob os últimos requisitos científicos e eletrônicos concebidos pela inteligência humana, multiplicam os seus aparelhamentos mais eficientes e precisos, com o fito da matança habilmente organizada. Notáveis especialistas e afamados nutrólogos estudam o modo de produzir em massa o “melhor” presunto ou a mais “deliciosa” salsicharia à base de sangue coagulado!

Os capatazes, endurecidos na lide, dão o toque amistoso e fazem o convite traiçoeiro para o animal ingressar na fila da morte; magarefes exímios e curtidos no serviço fúnebre conservam a sua fama pela rapidez com que esfolam o animal ainda quente, nas convulsões da agonia; veterinários competentes examinam minuciosamente a constituição orgânica da vítima e colocam o competente “sadio”, para que o “ilustre civilizado” não sofra as consequências patogênicas do assado ou do cozido das vísceras animais! Turistas, aprendizes e estudantes, quando visitam os colossos modernos que são edificados para a indústria da morte, onde os novos “sansões” guilhotinam em massa o servidor amigo, pasmam-se com os extraordinários recursos da ciência moderna; aqui, os guindastes, sob genial operação mecânica, erguem-se manchados de rubro e despejam sinistras porções de vísceras e rebotalhos palpitantes; ali, aperfeiçoados cutelos, movidos por eficaz aparelhamento elétrico, matam com implacável exatidão matemática, acolá, fervedores, prensas, esfoladeiras, batedeiras e trituradeiras executam a lúgubre sinfonia capaz de arrepiar os velhos caciques, que só devoravam para matar a fome! Em artísticos canais e regos, construídos com os azulejos da exigência fiscal, jorra continuamente o sangue rútilo e generoso do animal sacrificado para a glutonice humana! Mas o êxito da produção frigorífica ainda melhor se comprova sob genial disposição: elevadores espaçosos erguem-se, implacáveis, sobrecarregados de suínos, e os depositam docemente sobre o limiar de bojudos canos de alumínio, inclinados, na feição de “montanha-russa.” Rapidamente, os suínos são empurrados, em fila, pelo interior dos canos polidos e deslizam velozmente, em grotescas e divertidas oscilações, para mergulharem, vivos, de súbito, nos tanques de água fervente, a fim de se ajustarem à técnica e à sabedoria científica modernas, que assim favorecem a produção do “melhor” presunto da moda! Quantos suínos precisarão ainda deslizar pela tétrica montanha-russa, criação do mórbido gênio humano, para que possais saborear o vosso “delicioso” presunto no lanche do dia! (Nota pessoal: pode ter mudado a maneira do abate, mas a consciência de matar um animal para se alimentar ainda é absolutamente primitiva, covarde, sendo que toda essa energia do sofrimento, da ceifação de uma vida sem necessidade, está presente quando ingerimos essa mesma carne. Pensemos)

PERGUNTA – Esses métodos eficientes e de rapidíssima execução na matança que se processa nos matadouros e frigoríficos modernos, evitam os prolongados sofrimentos que eram comuns no tipo de corte antigo. Não é verdade?

RAMATIS – Pensamos que o senso estético da Divindade há se sempre preferir a cabana pobre, que abriga o animal amigo, ao matadouro rico que mata sob avançado cientificismo da indústria fúnebre. As regiões celestiais são paragens ornadas de luzes, flores e cores, onde se casam os pensamentos generosos e os sentimentos amoráveis de suas humanidades cristificadas. Essas regiões também serão alcançados, um dia, mesmo por aqueles que constroem os tétricos frigoríficos e os matadouros de equipo avançado, mas que não se livrarão de retornar à Terra, para cumprir em si mesmos o resgate das torpezas e das perturbações infligidos ao ciclo evolutivo dos animais. Os métodos eficientes da matança científica, mesmo que diminuam o sofrimento do animal, não eximem o homem da responsabilidade de haver destruído prematuramente os conjuntos vivos que também evoluem, como são os animais criados pelo Senhor da Vida! Só Deus tem o direito de extingui-los, salvo quando eles oferecem perigo para a vida humana, que é um mecanismo mais evoluído, na ordem da Criação.

Transgênicos-Post-19.08.2015-37PERGUNTA – Surpreendem-nos as vossas asserções algo vivas; muita gente não compreende, ainda, que essa grave impropriedade da alimentação carnívora causa-nos tão terríveis consequências! Será mesmo assim?

RAMATIS – O anjo, já liberto dos ciclos reencarnatórios, é sempre um tipo de suprema delicadeza espiritual. A sua tessitura diáfana e formosa, e seu cântico inefável aos corações humanos não são produtos dos fluidos agressivos e enfermiços dos “patê de foie-gras” (pasta de fígado hipertrofiado), da famigerada “dobradinha ao molho pardo” ou do repasto albumínico do toucinho defumado! A substância astral, inferior, que exsuda da carne do animal, penetra na aura dos seres humanos e lhes adensa a transparência natural, impedindo os altos vôos do espírito. Nunca havereis de solucionar problema tão importante com a doce ilusão de ignorar a realidade do equívoco da nutrição carnívora e, quiçá, tarde demais para a desejada solução. Expomo-vos aquilo que deve ser meditado e avaliado com urgência, porque os tempos são chegados e não há subversão no mecanismo sideral. É mister que compreendais, com toda brevidade, que o veículo perispiritual é poderoso ímã que atrai e agrega as emanações deletérias do mundo inferior, quando persistis nas faixas vibratórias das paixões animais. É preciso que busqueis sempre o que se afina aos estados mais elevados do espírito, não vos esquecendo de que a nutrição moral também se harmoniza à estesia do paladar físico. Em verdade, enquanto os lúgubres veículos manchados de sangue percorrerem as vossas ruas citadinas, para despejar o seu conteúdo sangrento nos gélidos açougues e atender às filas irritadas à procura de carne, muitas reencarnações serão ainda precisas para que a vossa humanidade se livre do deslize psíquico, que sempre há de exigir a terapia das úlceras, cirroses hepáticas, nefrites, artritismo, enfartes, diabetes, tênias, amebas ou uremias!

PERGUNTA – Por que motivo considerais que o homem se inferioriza ao selvagem, na alimentação carnívora, se ele usa de processos eficientes, que visam evitar o sofrimento do animal no corte? Não concordais em que o homem também atende à sua necessidade de viver e se subordina a um imperativo nutritivo que lhe requer uma organização industrial?

RAMATIS – O selvagem, embora feroz e instintivo, serve-se da carne pela necessidade exclusiva de nutrição e sem transformá-la em motivos para banquetes e libações de natureza requintada; entre os civilizados, entretanto, revivem esses mesmos apetites do selvagem mas, paradoxalmente, de modo mais exigente, servindo de pretexto para noitadas de prazer, sob as luzes fulgurantes dos luxuosos hotéis e restaurantes modernos. Criaturas ruidosas, álacres, e que apregoam a posse de genial intelecto, devoram, em mesas festivas, os cadáveres dos animais, regados pelos temperos excitantes, enquanto a orquestra famosa executa melodias que se casam aos odores da carne carbonizada ou do cozido fumegante! Mas sabei que as poéticas e sugestivas denominações dos pratos, expostas nos cardápios afidalgados, não livram o homem das consequências e da responsabilidade de devorar as vísceras do irmão inferior!

Apesar dos floreios culinários e do cardápio de iguanas “sui generis”, que tentam atenuar o aspecto repugnante das vitualhas sangrentas, os homens carnívoros não conseguem esconder a realidade do apetite desregrado humano! Aqui, a designação de “dobradinha à moda da casa” apenas disfarça o repulsivo ensopado de estômago de boi; ali, os sugestivos “miúdos à milanesa” são apenas retalhos de vesículas e fígado, traindo o sabor amargo da bílis animal; acolá, os “apetitosos rins no espeto” não conseguem sublimar a sua natureza de órgãos excretores da albumina e da uréia, que ainda se estagnam sob o cutelo mortífero. Embora se queira louvar o esforço do mestre culinário, o “mocotó à européia” não passa de viscoso mingau de óleo lubrificante de boi abatido; os “frios à americana” não vão além de vitualha sangrenta, e a “feijoada completa” é apenas um nauseante charco de detritos cozidos na imundície do chouriço denegrido, dos pés, películas e retalhos arrepiantes do porco, que ainda se misturam à uréia da banha gordurosa!

É evidente que se deve desculpar o bugre ignorante, que ainda se subjuga à nutrição carnívora e perverte o seu paladar, porque a sua alma atrasada ignora a soma de raciocínios admiráveis que ao civilizado já é dado movimentar na esfera científica, artística, religiosa e moral. Enquanto os banquetes pantagruélicos dos Césares romanos marcam a decadência de uma civilização, a figura de Gandhi, sustentado a leite de cabra, é sempre um estímulo para a composição de um mundo melhor.

Transgênicos-Post-19.08.2015-38PERGUNTA – Deveríamos, porventura, violentar o nosso organismo físico, que é condicionado milenarmente à alimentação de carne? Certos de que a natureza não dá saltos e não pode adaptar-se subitamente ao vegetarianismo, consideramos que seria perigosa qualquer modificação radical nesse sentido. O nosso processo de nutrição carnívora já é um automatismo biológico milenário. que há de exigir alguns séculos para uma adaptação tão insólita. Quais as vossas considerações a esse respeito?

RAMATIS – Não sugerimos a violência orgânica para aqueles que ainda não suportariam essa modificação drástica; para esses, aconselhamos gradativamente adaptações do regime da carne de suíno para o de boi, do de boi para o de ave e do de ave para o de peixe e mariscos. Após disciplinado exercício em que a imaginação se higieniza e a vontade elimina o desejo ardente de ingerir os despojos sangrentos, temos certeza de que o organismo estará apto para se ajustar a um novo método nutritivo de louvor espiritual. Mas é claro que tudo isso pede por começar e, se desde já não efetuardes o esforço inicial que alhures tereis de enfrentar, é óbvio que hão de persistir tanto esse tão alegado condicionamento biológico como a natural dificuldade para uma adaptação mais rápida. Mas é inútil procurardes subterfúgios para justificar a vossa alimentação primitiva e que já é inadequada à nova índole espiritual; é tempo de vos asseardes, a fim de que possais adotar novo padrão alimentício. Inegavelmente, o êxito não será alcançado do modo por que fazeis a substituição do combustível de vossos veículos; antes de tudo, a vossa alma terá que participar vigorosamente de um exercício, para que primeiramente elimine da mente o desejo de comer carne. Muitas almas decididas, que já comandam o seu corpo físico e o submetem à vontade da consciência espiritual, têm violentado esse automatismo biológico da nutrição de carne, do mesmo modo por que alguns seres extinguem o vício de fumar, sob um só impulso de vontade. Também estais condicionados ao vício da intriga, da raiva, da cólera, do ciúme, da crueldade, da mentira e da luxúria; no entanto, muitos se libertam repentinamente dessas mazelas, sob hercúleos esforços evangélicos. E reconhecendo a debilidade da alma humana para as libertações súbitas, e preparando-vos psiquicamente para repudiardes a carne, que temos procurado influenciar o mecanismo do vosso apetite, dando-vos conselhos cruamente e de modo ostensivo, de modo a que mais facilmente vos liberteis dos exóticos desejos de assados e cozidos, que, na realidade, não passam de rebotalhos e cadáveres que vos devem inspirar náuseas e aversão digestivas.

Daí as nossas preocupações sistemáticas, em favor do vosso bem espiritual, para que ante a visão, por exemplo, de dobradinhas “saborosas” que recendem ao molho odorante, reconheçais, na verdade, as tétricas cartilagens que protegem a região broncopulmonar do boi, em cujo local se processam as mais repugnantes trocas de matéria corrompida!

PERGUNTA – Porventura os cuidadosos exames a que são submetidos os animais, antes do corte, não afastam a possibilidade de contaminarem o homem com qualquer enfermidade provável?

RAMATIS – Essa profilaxia de última hora não identifica os resíduos da enfermidade que possa ter predominado no animal destinado ao corte e que, evidentemente, não deixou vestígios identificáveis à vossa instrumentação de laboratório. Apesar dos extremos cuidados de higiene e das medidas de prevenção nos matadouros, ainda desconheceis que a maioria dos quadros patogênicos do vosso mundo se origina na constituição mórbida do porco! O animal não raciocina, nem pode explicar-vos a contento as suas reais sensações dolorosas consequentes de suas condições patogênicas. O veterinário criterioso enfrenta exaustivas dificuldades para atestar a enfermidade do animal, enquanto que o ser humano pode relatar, com riqueza até de detalhes, as suas perturbações, o que então auxilia o diagnóstico médico. Assim mesmo, quantas vezes a medicina não descobre a natureza exata dos vossos males, surpreendendo-se com a eclosão de enfermidade diferente e que se distanciava das cogitações familiares! As vezes, um simples exame de urina, requerido para fins de somenos importância, revela a diabete que o médico desconhecia no seu paciente; um hemograma solicitado sem graves preocupações pode atestar a leucemia fatal! As enfermidades próprias da região abdominal, embora explicadas com riqueza de detalhes pelos enfermos, muitas vezes deixam o clínico vacilante quanto a situa uma colite, uma úlcera gastroduodenal ou um surto de ameba histolítica! Uma vez que no ser humano é tão difícil visualizar com absoluta precisão a origem dos seus males, requerendo-se múltiplos exames de laboratório para o diagnóstico final, muito mais difícil será conhecer-se o morbo que, no animal, não se pode focaliza na sintomatologia comum. Quantas vezes o suíno é abatido no momento exato em que se iniciou um surto patogênico, cuja virulência ainda não pôde ser assinalada pelo veterinário mais competente, salvo o caso de rigorosa autópsia e meticuloso exame de laboratório! Para isso evitar, a matança de porcos exigiria, pelo menos, um veterinário para cada animal a ser sacrificado.

Os miasmas, bacilos, germes e coletividades microbianas famélicas, que se procriam no caldo de cultura dos chiqueiros, penetram na vossa delicada organização humana, através das vísceras do porco, e debilitam-vos as energias vitais. Torna-se difícil para o médico situar essa incursão patogênica, inclusive a sua incubação e o período de desenvolvimento; por isso, mais tarde, há de considerar a enfermidade como oriunda de outras fontes patológicas.

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PERGUNTA – Julgais, porventura, que a alimentação carnívora possa trazer prejuízos físicos, de vez que a criatura já está condicionada, há milênios, a essa forma nutritiva? Qual a culpa do homem em ser carnívoro, se desde a sua infância espiritual ele foi assim condicionado, de modo a poder sobreviver no mundo físico?

RAMATIS – Repetimo-vos: nem todas as coisas que serviram para sustentar o homem, nos primórdios da sua vida no plano físico, podem ser convenientes, no futuro, quando surgem então novas condições morais ou psicológicas e a criatura humana pode cultuar concepções mais avançadas. Antigamente, os ladrões tinham as suas mãos amputadas, e arrancava-se a língua aos perjuros. Desde que vos apegais tanto ao tradicionalismo do passado, por que aos maledicentes modernos não aplicais essas disposições punitivas, brutais e impiedosas? Os antigos trogloditas comiam sem escrúpulo os retalhos de carne impregnados dos detritos do chão; no entanto, atualmente, usais pratos, talheres, e lavais o alimento. Certamente, alegareis a existência, agora, de um senso estético mais progressista, e que também tendes mais entendimento das questões de higiene humana; mas não concordais, no entanto, em que esse senso estético avançado está a pedir, também, a eliminação da carne de vossas mesas doentias!

Quando o homem ainda se estribava na ingestão de vísceras de animais, a fim de sobreviver ao meio rude e agressivo da matéria, a sua alma também era compatível com a rudeza do ambiente inóspito mas, atualmente, o espírito humano já alcançou noções morais tão elevadas, que também lhe compete harmonizar-se a uma nutrição mais estética. Não se justifica que, após a sua verticalização da forma hirsuta da idade da pedra, o homem prossiga nutrindo-se tão sanguinariamente como a hiena, o lobo, a raposa ou as aves de rapina! Além de brutal e detestável para aqueles que desejam se libertar dos planos inferiores, a carne é contínuo foco de infecção à tessitura magnética e delicada do corpo etéreo-astral do homem.

PERGUNTA – Que dizeis dos novos recursos preventivos, nos matadouros modernos, em que se aplicam antibióticos para se evitar a deterioração prematura da carne? Essa providência não termina extinguindo indo qualquer perigo na sua ingestão?

RAMATIS – Trata-se apenas de mais um requinte doentio do vosso mundo, e que revela o deplorável estado de espírito em que se encontra a criatura humana. O homem não se conforma com os efeitos daninhos que provêm de sua alimentação pervertida e procura, a todo custo, fugir à sua tremenda responsabilidade espiritual. Mas não conseguirá ludibriar a lei expiatória; em breve, novas condições enfermiças se farão visíveis entre os insaciáveis carnívoros protegidos pela “profilaxia” dos antibióticos. Além do efeito deletério da carne, que se intoxica cada vez mais com a própria emanação astral e mental do homem desregrado, encontrar-vos-eis às voltas com o preciosismo técnico de novas enfermidades situadas no campo das alergias inespecíficas, como produtos naturais das reações antibióticas nos próprios animais preparados para o corte! Espanta-nos a contradição humana, que principalmente, produz a enfermidade no animal que pretende devorar e em seguida aplica-lhe a profilaxia do antibiótico!

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PERGUNTA – Podeis dar-nos um exemplo dessa contradição?

RAMATIS – Pois não? A vossa medicina considera que o homem gordo, obeso, hipertenso, é um candidato à angina e à comoção cerebral; classifica-o como um tipo hiperalbuminóide e portador de perigosa disfunção cárdio-hépato-renal. A terapêutica mais aconselhada é um rigoroso regime de eliminação hidrossalina e dieta redutora de peso; ministra-se ao homem alimentação livre de gorduras e predominantemente vegetal, e o médico alude ao perigo da nefrite, ao grave distúrbio no metabolismo das gorduras e à indefectível esteatose hepática. Cremos que, se os velhos pajés antropófagos conhecessem algo de medicina moderna e pudessem compreender a natureza mórbida do obeso e sua provável disfunção orgânica, de modo algum permitiriam que suas tribos devorassem os prisioneiros excessivamente gordos! Compreenderiam que isso lhes poderia causar enfermidades inglórias, em vez de saúde, vigor e coragem que buscavam na devora do prisioneiro em regime de ceva!

Mas o homem do século XX, embora reconheça a enfermidade das gorduras, devora os suínos obesos, hipertrofiados na engorda albumínica, para conseguir a prodigalidade da banha e do toucinho: primeiro os enferma em imundo chiqueiro, onde as larvas, os bacilos e microrganismos, próprios dos charcos, fermentam as substâncias que alimentam os oxiúros, as lombrigas, as tênias, as amebas colis ou histolíticas. O infeliz animal, submetido à nutrição putrefata das lavagens e dos detritos, renova-se em suas próprias dejeções e exsuda a pior cota de odor nauseante, tomando-se o transformador vivo de imundícies, para acumular a detestável gordura que deve servir às mesas fúnebres. Exausto, obeso, letárgico e suarento, o porco tomba ao solo com as banhas fartas e fica submerso na lama nauseante; é massa viva de uréia gelatinosa, que só pode ser erguida pelos cordames, para a hora do sacrifício no matadouro. Que adianta, pois, o convencional beneplácito de “sadio”, que cumpre ao veterinário, na autorização para o corte do animal, quando a própria ciência humana já permitiu o máximo de condições patogênicas! De modo algum essa tétrica “profilaxia” antibiótica livrar-vos-á da seqüência costumeira a que sois submetidos implacavelmente; continuareis a ser devorados, do mesmo modo, pela cirrose, a colite, a úlcera, a tênia, o enfarte, a nefrite ou o artritismo; cobrir-vos-eis, também, de eczemas, urticárias, pênfigo, chagas ou crostas sebáceas; continuareis, indubitavelmente, sob o guante da icterícia, da gota, da enxaqueca e das infecções desconhecidas; cada vez mais enriquecereis os quadros da patogenia médica, que vos classificarão como “casos brilhantes” na esfera principal das síndromes alérgicas.

Transgênicos-Post-19.08.2015-41PERGUNTA – Uma vez que os animais e as aves são inconscientes e de fácil proliferação, a sua morte, para nossa alimentação, deve ser considerada crime tão severo, quando se trata de costume que já nasceu com o homem? Cremos que Deus foi quem estabeleceu a vida assim como ela é, e o homem não deve ser culpado por apenas seguir as suas diretrizes tradicionais, cumpria a Deus, na sua Augusta Inteligência, conduziras suas criaturas para outra forma de nutrição independente da carne: não é verdade?

RAMATIS – A culpa começa exatamente onde também começa a consciência quando já pode distinguir o justo do injusto e o certo do errado. Deus não condena suas criaturas, nem as pune por seguirem diretrizes tradicionais e que lhes parecem mais certas; não existe, na realidade, nenhuma instituição divina destinada a punir o homem, pois é a sua própria consciência que o acusa, quando desperta e percebe os seus equívocos ante a Lei da Harmonia e da Beleza Cósmica. Já vos dissemos que, quando o selvagem devora o seu irmão, para matar a fome e herdar-lhe as qualidades guerreiras, trata-se de um espírito sem culpa e sem malícia perante a Suprema Lei do Alto. A sua consciência não é capaz de extrair ilações morais ou verificar qual o caráter superior ou inferior da alimentação vegetal ou carnívora. Mas o homem que sabe implorar piedade e clamar por Deus, em suas dores; que distingue a desgraça da ventura; que aprecia o conforto da família e se comove diante da ternura alheia; que derrama lágrimas compungidas diante da tragédia do próximo ou de novelas melodramáticas; que possui sensibilidade psíquica para anotar a beleza da cor, da luz e da alegria; que se horroriza com a guerra e censura o crime, teme a morte, a dor e a desgraça; que distingue o criminoso do santo, o ignorante do sábio, o velho do moço, a saúde da enfermidade, o veneno do bálsamo, a igreja do prostíbulo, o bem do mal, esse homem também há de compreender o equívoco da matança dos pássaros e da multiplicação incessante dos matadouros, charqueadas, frigoríficos e açougues sangrentos. E será um delinquente perante a Lei de Deus se, depois dessa consciência desperta, ainda persistir no erro que já é condenado no subjetivismo da alma e que desmente um Ideal Superior!

Se o selvagem devora o naco de carne sangrenta do inimigo, o faz atendendo à fome e à ideia de que Tupã quer os seus guerreiros plenos de energias e de heroísmos; mas o civilizado que mata, retalha, coze e usa a sua esclarecida inteligência para melhorar o molho e acertar a pimenta e a cebola sobre as vísceras do irmão menor, vive em contradição com a prescrição da Lei Suprema. De modo algum pode ele alegar a ignorância dessa lei, quando a galinha é torcida em seu pescoço e o boi traumatizado no choque da nuca; quando o porco e o carneiro tombam com a garganta dilacerada; quando a malvadez humana ferve os crustáceos vivos, embebeda o peru para “amaciar a carne” ou então satura o suíno de sal para melhorar o chouriço feito de sangue coagulado. Quantas vezes, enquanto o cabrito doméstico lambe as mãos do seu senhor, a quem se afinizara inocentemente, recebe o infeliz animal a facada traiçoeira nas entranhas, apenas porque é véspera do Natal de Jesus! A vaca se lamenta e lambe o local onde matam o seu bezerro; o cordeiro chora na ocasião de morrer! Só não matais o rato, o cão, o cavalo ou o papagaio, para as vossas mesas festivas, porque a carne desses seres não se acomoda ao vosso paladar afidalgado; em consequência, não é a ventura do animal o que vos importa, mas apenas a ingestão prazenteira que ele vos pode oferecer nas mesas lúgubres.

Transgênicos-Post-19.08.2015-42PERGUNTA – Como poderíamos vencer esse condicionamento biológico e mesmo psíquico, em que a nossa constituição orgânica é hereditariamente predisposta à alimentação carnívora? A ciência médica afirma que, à simples ideia de nos alimentarmos, o sistema endócrino já produz sucos e hormônios de simpatia digestiva à carne, e dessa sincronia perfeita entre o pensamento e o metabolismo fisiológico, achamos que fica demonstrada a fatal necessidade de nutrição carnívora. Em compensação, muitos vegetarianos hão revelado alergia a frutas ou hortaliças! Não é isso bastante para justificar a afirmativa de que o nosso organismo precisa evidentemente de carne, a fim de poder-se desenvolver sadia e vigorosamente?

RAMATIS – O cigarro também não foi criado para ser fumado fanaticamente pelo homem; este é que imita a estultice dos bugres descobertos por Colombo e termina transformando-se num escravo da aspiração de ervas incineradas. A simples lembrança do cigarro, o vosso sistema endócrino, num perfeito trabalho psicofísico, de prevenção, também produz antitoxinas que devem neutralizar o veneno da nicotina e proteger-vos da introdução da fumaça fétida nos pulmões delicados. A submissão ao desejo de ingerir a carne é igual à submissão do fumante inveterado para com o seu comando emotivo, pois ele é mais vítima de sua debilidade mental do que mesmo de uma invencível atuação fisiológica. O viciado no fumo esquece-se de si mesmo e, por isso, aumenta progressivamente o uso do cigarro, acicatado continuamente pelo desejo insatisfeito, criando, então, uma segunda natureza, que se torna implacável e exigente carrasco. Comumente fumais sem notar todos os movimentos preliminares que vos comandam automaticamente, desde a abertura da carteira até a colocação do cigarro nos lábios descuidados; completamente inconscientes dessa realidade viciosa, já não fumais, mas sois fumados pelo cigarro, guiados pelo instinto indisciplinado. No vício da carne ocorre o mesmo fenômeno; viveis distanciados da realidade de que sois escravos do habito de comer carne. Se o sistema endócrino produz sucos e hormônios à simples ideia de ingerirdes carne, nem por isso se comprova que fostes especificamente criados para a nutrição carnívora. É apenas um velho hábito, que atendeu às primeiras manifestações da vida grosseira do homem das cavernas trogloditas e que, pelo vosso descuido, ainda vos comanda o mecanismo fisiológico, submetendo-o à sua direção. As providências preventivas, no metabolismo humano, devem ser tomadas em qualquer circunstância; o hindu que se habituou à ingestão de frutos sazonados e vegetais sadios, também fabrica os seus hormônios e sucos digestivos à simples ideia da alimentação com que está acostumado. A diferença está em que ele carece de hormônios destinados à nutrição puramente vegetal, enquanto que vós tendes que produzi-los para a cobertura digestiva dos despojos da nutrição carnívora. Alegais que muitas pessoas se tornam enfermiças, ao se devotarem à alimentação vegetariana; em verdade, comprovais, assim, que sois tão estratificados pelo mau hábito de alimentação carnívora, que o vosso metabolismo fisiológico já não consegue assimilar a contento os frutos sadios e os vegetais nutritivos, manifestando-se em vós os pitorescos fenômenos de alergia. No entanto, desde que disciplinásseis a vontade e vigiásseis mentalmente o desejo mórbido, despertando da inconsciência imaginativa da nutrição zoofágica, logo sentir-vos-ieis mais libertos do indefectível condicionamento biológico carnívoro.

LEIA MAIS: 

Animal Rights: The Abolitionist Approach

21 Motivos Para Ser Vegetariano – Graves Problemas Ecológicos
Situação da Carne Transgênica no Brasil – Estudo da USP – PDF
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Transgênicos-Post-19.08.2015-43– Editorial da Equipe da Luz é Invencível

Desde criança aprendemos que não podemos viver sem as carnes devido ao seu alto teor proteico, sem ela o corpo “enfraquece” até chegar a desnutrição, mas o que acontece é que milhares de pessoas conseguiram viver, e viver muito bem sem precisar sacrificar animais para se alimentar, exemplo disso é o Mahatma Gandhi, pacifista e homens inteligentes como Sócrates e Einstein. Algumas razões para não comermos carne: É um animal desvitalizado, pois está morto,sem energia vital. O excesso de proteína é de baixo valor biológico, devido ao longo congelamento. Seu excesso de gordura saturada, provoca colesterol, porque não se dissolve no nosso sangue, ficam depositadas nas paredes, enrijecendo e vão contribuir na arteriosclerose. Antibióticos, provenientes das rações químicas, causam resistência bacteriana. Contém vacinas, resíduos de pesticidas, drogas alopáticas variadas, outros remédios além de DDT devido à ração, forração e carrapaticidas. Hormônios sintéticos para aumentar a produção do leite como o dietiletilobestrol, hormônio feminino, provocando antecipação da menstruação e excesso de pêlos nas garotas  e  nos garotos, crescem seios. Contém ácido úrico, principalmente nas vísceras, toxinas como escatol, fenol, Histamina putrescina, cadaverina, nitrosaminas, nitritos e nitratos (cancerígeno), sulfato de sódio para dar cor e aspecto “saudável” nos açougues, salitre, para conservar e outros conservantes químicos como formol, adrenalina, adrenocomo e adrenolutina devido o abate, chumbo, embora em pequenas quantidades, devido a proximidade dos pastos com estradas, solitárias – tênia sagihate que é um verme intestinal perigoso, bactérias e vírus diversos, brucelose, tuberculose bovina, humores plasmáticos bovinos, substâncias linfocitárias, alergênicos, antígenos, benzoqureno (1 kg. de carne é igual a fumar 600 cigarros. Segundo o nutricionista mineiro Wilson Camargo, pós graduado em engenharia biorgânica pelo Instituto Finhorn (Escócia). A fumaça da gordura que sai de um único bife contém tanto benzopireno quanto a fumaça de 600 cigarros – trinta maços!!!). Como nossos intestinos são muito compridos (as carnes levam em média 6 horas para serem digeridas) acabam gerando reações químicas de putrefação dentro dele, provocando gases, que fatalmente irão intoxicar o organismo, além de provocar alterações na fabricação de enzimas. Há uma diminuição do cálcio no consumo excessivo da proteína, provocando dentes fracos e mais tarde a osteoporose. Está provado que o excesso de proteína cárnea não aumenta o rendimento físico. O trabalho muscular aumenta o teor de ácido lático (fruto da degradação incompleta da glicose) nos tecidos e aumentando a fadiga, esse ácido deverá ser neutralizado com substâncias alcalinizantes (frutas e verduras). A carne é uma substância acidificante e por isso aumenta o cansaço. É pobre em vitaminas (exceto B6 que é essencial para o seu metabolismo, mas que pode ser corrigido. Ela é necessária para o funcionamento adequado de mais de sessenta enzimas e essencial para a síntese normal do ácido nucleico e das proteínas. Participa da multiplicação de todas as células e da produção das hemácias e das células do sistema imunológico. Influencia o sistema nervoso através de seus efeitos sobre vários minerais e neurotransmissores cerebrais. Entre os alimentos de origem vegetal, as principais fontes são: batata inglesa, aveia, banana, gérmen de trigo, abacate, levedo de cerveja, cereais, sementes e nozes) e em minerais que são fatores alcalinizantes. Como a carne é pobre em fibras, que é a “vassoura“do intestino grosso, sem elas os resíduos das fezes vão se acumulando aí putrefando, gerando gases, toxinas, divertículos e mais tarde qualquer inflamação tipo diverticulite, colite etc. além da prisão de ventre. Quando olhamos a íris de uma pessoa, fica claro que toda doença nasce no intestino para depois ir para outras partes do corpo, mesmo que para o doente aparentemente não esteja demonstrando isso. E, para limpar o corpo, começamos na área intestinal para depois chegar no órgão onde a doença está manifestada. Na íris é possível perceber também se há falta de vitaminas e minerais, assim como tendências a ter colesterol, excesso de ácido úrico, etc.. A carne vem acompanhada de substâncias tóxicas, frutos do metabolismo do animal quando ainda vivo (uréia – ácido láctico), liberados no momento da morte (histemia, adrenalina) ou produtos de putrefação (fezes – suor), iniciada logo após a morte. Vem acompanhadas de gorduras saturadas, provocando males coronários, câncer de intestino grosso, seios, pâncreas, próstata etc. O ser vivo necessita de ambiente adequado onde encontre alimentação, clima, habitat, no caso das bactérias do cólon o “PH” é ácido, já o sangue necessita de meio alcalino. A carne gera temperatura alta (inadequada), sangue ácido, intestino alcalino, consequentemente deixando as bactérias acidófilas com fome, gerando outras não acidófilas que aí encontrarão “PH” adequado para se desenvolver alterando a flora intestinal. Existem demonstrações que portadores de câncer de cólon tem uma flora intestinal diferente dos não portadores com excesso de clostridium paraputrificum e aumentos de substâncias carciongenéticas (que provocam câncer) nas fezes. “Só com a alimentação baseada em cereais, legumes e vegetais, é possível saciar toda a população mundial. Para produzir um quilo de carne, são necessário 15kg de cereais, e, com um quilo de carne, um homem pode viver só um dia, enquanto que, com 15kg de cereais, 50 pessoas podem viver por um dia. Milhares de pessoas passam fome e morrem por falta de alimento (cerca de 50 mil crianças por dia) enquanto que 80% dos cereais produzidos no mundo são dados como ração para os animais para servir de comida a nós. Todo sistema produtivo está sujeito às leis de mercado, inclusive os sistemas que envolvem a exploração animal. A cadeia produtiva que envolve esta inclui o produtor ou criador, o transportador, o processador ou abatedor, o distribuidor, o comerciante e o consumidor. Todos esses são elos importantes da cadeia de exploração animal e a falta de quaisquer desses elos compromete todo o funcionamento do sistema. Pode-se dizer que uma pessoa que participe dessa cadeia apenas como consumidor é tão responsável pela morte do animal, por este mercado ”Frankenstein” quanto, por exemplo, o abatedor, pois se trata de um sistema de exploração cíclico e interdependente. Como em qualquer crime, há a mão que desfere o golpe, mas tão responsável quanto quem o desferiu é a mão que paga por ele. Se ninguém comprasse carne,  não haveria quem a vendesse. Não haveria interesse por sua produção, seu transporte e sua comercialização. A proposta principal do vegetarismo consiste em atuar como uma força de mercado. Vegetarianos efetivamente impedem que mais animais continuem a ser explorados, quando boicotam produtos de origem animal, que tenham sido testados em animais ou que de alguma forma derivem ou resultem de exploração animal. O que então poderemos fazer para tentar acabar com essas indústrias, verdadeiras fábricas de doenças? Esse importante passo só pode ser dado concomitantemente com a educação. Apenas educando-nos podemos adotar um vegetarismo consciente. O vegetarismo sem consciência nada mais é do que uma fase efêmera da vida e a educação sobre isso também propicia que nos pronunciemos com propriedade sobre o assunto “Transgênicos”. O segundo passo é tornarmo-nos difusores desse modo de vida. O vegetarismo deve ser sempre difundido por meio da educação e jamais por campanhas violentas, coercivas ou de mau gosto. As informações transmitidas ao público devem ser sempre confiáveis e bem fundamentadas, pois o vegetarismo deve ser algo atraente baseado na saúde do corpo, da mente e consequentemente, do espírito e não repulsivo, deve ser abrangente e não limitador. A vida é sagrada em todas as suas formas, enquanto que a indiferença para com a dor dos animais, a crueldade pelas manipulações genéticas, as atrocidades em nome dos lucros financeiros de uma minoria e o consequente desprezo pela  vida destes animais e da vida humana que os consomem ainda como alimento, habituam o homem a conviver com a ideia da violência e do abuso de poder, tornando-o insensível e cruel também com relação aos seus próprios semelhantes. Se aceitarmos a regra do peixe grande que come o pequeno, então também é preciso aceitar o abuso dos prepotentes, as injustiças dos desonestos, a violência dos criminosos de guerra.

Com essa mini-série sobre os Transgênicos, suas empresas e seus produtos, bem como a consequência para a raça humana em termos de saúde, nós, da Equipe da Luz é Invencível, repudiamos veementemente qualquer produto dito “alimentício” das listas e nome das empresas apresentadas e protestamos ferozmente contra essas pesquisas “Frankenstein”, pois, por poucos benefícios que possam trazer aos seres humanos, traz inúmeros danos ao planeta, à saúde e à genética de nossa raça. Por causa da ganância desmedida e insana de uma Elite dominadora e escorchante, pagaremos todos com a nossa preciosa saúde e vida de uma raça à beira da maior evolução da história planetária? Diga não á dominação, à manipulação, à submissão, diga sim à solidariedade para com os animais, à uma vida plena de saúde e à felicidade de uma perspectiva nova e inimaginável, em uma Nova Terra plena de abundância, liberdade, saúde e alegria.

Equipe da luz é invencível

Transgênicos-Post-19.08.2015-44Algumas Frases:

“Se os matadouros fossem de vidro, todos seriam vegetarianos” – Paul e Linda McCartney“

“Eu temo pela minha espécie quando penso que Deus é justo.” – Thomas Jefferson

“Você acabou de jantar, e por mais que o matadouro esteja escrupulosamente longe dos olhos à quilômetros de distância, ainda haverá cumplicidade.” – Ralph Waldo Emerson

“A maneira pela qual criamos animais para alimento é uma ameaça ao planeta. Isso polui o ambiente e consome imensa quantidade de água, grãos, petróleo, pesticidas e drogas. Os resultados são desastrosos.” – Dr. PhD David Brubaker, Center for a Livable Future (Centro por um Futuro Sustentado)

(Nota Gilberto – As deformidades dos animais trouxe a lembrança de uma explicação de Mestre Saint Germain. “Em sua mitologia há mais verdades do que se possa imaginar”. Todas estas pesquisas podem levar o ser humano a criar seres como os Sátiros, Centauros e etc. que foram obras dos Anunnakis. Quando ingerimos este tipo de alimentação, as substâncias tóxicas embotam nosso cérebro e para eliminá-las temos de usar o Fogo Violeta diariamente por no mínimo 1/2 hora)

Bibliografia para consulta

Transgênicos – As Sementes do Mal – Richard Fuchs
Transgênicos e a Segurança Alimentar – John Wilkinson
Alimentos Transgênicos – Jen Green
A Controvérsia sobre os Transgênicos – Hugh Lacey
Transgênicos – Uma Visão Estratégica – Rafaela Di Sabato Guerrante
Transgênicos – Inventando Seres – Samuel Branco
Organismos Transgênicos – Francisco Aragão
PDF sobre Transgênicos – USP –http://www2.iq.usp.br/bioquimica/imagem/Transgenicos.pdf 

Nota: Biblioteca Virtual

Divulgação: A Luz é Invencível

A “Luz é Invencível” tem por norma não publicar links que não estejam ligados ao texto postado. Pedimos a compreensão de todos, e para qualquer dúvida, temos nossa caixa de sugestões onde todos podem livremente fazer suas colocações que serão arquivadas para consultas posteriores.
Nós agradecemos a compreensão de vocês.
Equipe da “Luz é Invencível”

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2 respostas em “A Indústria dos Transgênicos Animais – BRF Brasil Foods – Sadia e Perdigão – Os alimentos “Frankenstein” – 19.08.2015

  1. Sou vegetariano há mais de 50 anos. Nunca comi um pedaço de carne, seja ela vermelha, de frango ou de peixe, e até hoje eu estou vivo.
    Só tenho os problemas naturais da velhice. Mesmo vegetariano, nunca sofri uma intervenção cirúrgica por motivos de distúrbios alimentares.
    Vale a pena esse tipo de estilo de vida pois você além de se sentir bem, não desrespeita os animais, modificando a sua estrutura corpórea dada por Deus, o que fará com que essas pessoas interessadas somente no lucro venham adquirir uma grande responsabilidade espiritual.

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