​Relatório de Energia Astrológica para Julho de 2015 – 29.06.2015

Relatório de Energia Astrológica para Julho de 2015 – 29.06.2015

Sarah Varcas – 29.06.2015

A energia do mês que entra é difícil de definir. Quando achamos que “descobrimos” o que é preciso e que sabemos como proceder, ela escoa pelos nossos dedos, deixando-nos sem saber o que aconteceu exatamente. A certeza é escassa.

Se quisermos um caminho claro e direto, com grandes letreiros luminosos indicando “VÁ POR AQUI”, o mais provável é que nos desapontemos.

Entretanto, se nos contentarmos em passar pelos altos e baixos de emoção e entusiasmo, sem procurar planejar com antecedência, simplesmente confiando no fluxo da mudança constante que nos leva onde é necessário, julho pode nos trazer algumas surpresas interessantes.

É provável que, no final deste mês, tenhamos chegado à clareza desejada, embora não através do caminho que imaginávamos!

Desde que o Sol saiu de Touro em 21 de maio, está havendo uma falta de energia terra, o que tem deixado muita gente sem ancoragem. As emoções estiveram em alta e, apesar de momentos de inspiração e empolgação ligados a possibilidades presentes e potenciais futuros, muitos tiveram dificuldade para agir e colocar os planos em prática.

Como resultado, podemos entrar no mês de julho com um sentimento de insatisfação. De alguma forma, não estamos sendo tão eficientes quanto achamos que deveríamos ser; concentrarmo-nos está difícil; nossa mente e coração estão instáveis demais para definir um foco.

Se é assim que você está se sentindo, não se preocupe! Embora o mês de julho continue nos trazendo um pouco dessa mesma situação, estamos nos aproximando do fim desta fase meio nebulosa e, a partir de agosto, estaremos nos movendo em direção à ação e manifestação.

Até lá, entretanto, o melhor conselho é não esperar nada, acolher tudo e nunca se esquecer de que todas as coisas mudam… inclusive a própria mudança.

Quando for difícil definir as coisas e identificar o próximo passo, poderemos sentir que perdemos alguma coisa pelo caminho, ou que seguimos o caminho errado, ou que estamos procurando no lugar errado.

Entretanto, nada disto é verdade neste momento. Estamos simplesmente no meio de uma mudança que está demorando um pouco para se completar porque nossas mentes e corações precisam ser mais maleáveis de modo a nos levarem aonde precisamos ir.

Não poderíamos simplesmente sair de uma fase para outra sem este período intermediário de dissolução, confusão, emoção e indecisão, porque é justamente nesta situação que aspectos do nosso ser, que ainda não foram revelados, podem se fazer conhecer.

Podemos descobrir que estamos muito mais confortáveis com o desconhecido do que jamais estivemos antes; ou que de repente concebemos um novo projeto, que jamais teria passado pela nossa mente, se tivéssemos implementado apressadamente aquele que tínhamos imaginado há algumas semanas atrás.

Do mesmo modo que junho, julho também é um período criativo, no qual somos o trabalho de arte e, ao mesmo tempo, os artistas.

Assim como Michelangelo viu o anjo no mármore e simplesmente removeu os pedaços que não faziam parte dele para libertá-lo, a vida atualmente está aparando um pouco daqui, um pouco dali, para revelar mais autenticamente cada um de nós, de modo que estejamos prontos para implementar novos planos e manifestar os resultados desejados nos próximos meses.

No dia 2 de julho, às 02:21h GMT (1º de julho às 23:21h, horário de Brasília, Rio de Janeiro e SP) temos uma Lua Cheia em Capricórnio. Junto com a breve estadia de Vênus no primeiro grau de Virgem por duas semanas, isto é uma dose de elemento Terra que todos nós podemos usar. Então, não deixem de aproveitar!

Por outro lado, existe um ar de ambivalência envolvendo esta Lua… temos vontade de levar as coisas adiante e deixar nossa marca, mas estamos perfeitamente conscientes de que ainda não é o momento de fazer isso.

Neste caso, a energia desta Lua pode ser mais bem utilizada ancorando nossas esperanças e aspirações, afirmando-as claramente para nós mesmos e timidamente testando-as diante de uma realidade ainda muito mutável.

A coisa é séria quando nem sequer a Lua de Capricórnio está comprometida com a ação! Mas é o que temos! Esta é a natureza da atual energia. Gostemos ou não, nós ainda estamos sendo formados e moldados, e ainda não somos quem temos que ser para embarcar na próxima fase.

Neste ponto é importante lembrar que, independente de como nos sentimos agora, não estaremos nos sentindo do mesmo jeito daqui a alguns dias, e muito menos daqui a algumas semanas! Então, não percam tempo nem energia identificando-se com a emoção do momento. Simplesmente permitam que a vida faça o que deve fazer, que nós nos sintamos como nos sentimos, e vivam um minuto de cada vez

No dia seguinte ao da Lua Cheia, Plutão inicia uma sucessão de oposições – primeiro ao Sol (do dia 3 ao dia 9), depois a Marte (de 11 a 19), em seguida a Mercúrio (de 14 a 17) – sinalizando o primeiro de vários estágios que nos moverão para atividades novas e focalizadas, assim que agosto chegar.

Durante essa quinzena, poderemos começar a separar o joio do trigo, mesmo que o trigo pareça mudar de forma a cada dia e o que parecia joio ontem possa parecer decididamente atraente amanhã. A verdade agora é que qualquer coisa pode ser a chave para o progresso – absolutamente qualquer coisa!

O evento mais inconsequente, a pessoa mais aparentemente insignificante da periferia da nossa vida, aquele trem que pegamos porque o que costumávamos pegar foi cancelado… qualquer situação aparentemente banal pode conter uma semente extremamente fértil para o futuro.

Plutão está prestes a nos revelar algumas das ferramentas, aliados e possibilidades mais significativos que estão à nossa disposição. Portanto, prestem atenção e lembrem-se de que nada vem ao mundo totalmente formado, mas requer cuidados que o nutram de modo que possa cumprir seu potencial.

Plutão nos convida a comprometermo-nos com aspectos do nosso presente que guardam promessa futura, mas que façamos isto com a mente aberta, dispostos a ser conduzidos por um tempo, em vez de agarrá-los com as duas mãos, reivindicando nosso direito a eles e usando-os para arrombar a porta entre nós e nossos sonhos.

Este último tipo de abordagem não funcionará, por mais confiantes e corajosos que nos sintamos. Este não é o momento para insistência obstinada, mas para docilidade condescendente, permitindo-nos ser guiados, moldados, conduzidos pela vida de olhos vendados, um passo depois do outro, satisfeitos em não saber realmente para onde estamos nos dirigindo, mas confiantes de que acabaremos chegando lá.

Do dia 11 até o fim do mês, teremos diversas oportunidades para lidar com aqueles pequenos aborrecimentos e desafios do dia-a-dia, que nos tomam tempo e energia que preferiríamos investir em outra coisa.

Não estamos falando de problemas enormes que mudam a nossa vida (se quiserem alguns destes, terão que esperar!), mas das pequenas irritações da vida, que tantas vezes se põem no caminho do contentamento e da ação efetiva.

Lidar com elas agora é parte do processo preparatório, oferecendo-nos a oportunidade de recuperar um pouco do nosso tempo e atenção dedicados a questões que ocupam muito mais tempo e atenção do que necessário.

O fato é que muitas vezes precisamos endurecer se quisermos desenvolver as coisas que realmente importam. Não é bom esperar até que as condições sejam perfeitas e tudo esteja no lugar certo para o nosso florescimento. Às vezes temos simplesmente que fazer o que podemos e quando podemos.

Precisamos nos lembrar disto em agosto, quando as ações forem necessárias e poderemos fazer planos. Portanto agora é um bom momento para analisar as condições que estabelecemos para a busca das nossas esperanças e sonhos. Fantasiar sobre como os vivenciaremos em algum lugar no futuro, em alguma época mística, quando tudo se encaixar magicamente em seu devido lugar, não é um ato de criação, mas de fuga!

O universo não é obrigado a nos entregar a vida perfeita numa bandeja. Em vez disso, ele nos convida para a dança da criação, que requer nosso comprometimento, esforço e intenção concentrada, potencializada pela força vital que corre em nossas veias e ao nosso redor.

Embora julho não seja o melhor momento para fixar planos e agir de acordo com eles, é um ótimo momento para explorar, com toda a sinceridade que pudermos, o quanto e como nós mesmos limitamos nossas opções, exigindo que as circunstâncias sejam exatamente do jeito que achamos o ideal, antes de nos comprometermos com elas.

Mudar a vida envolve riscos e incerteza. É possível que tenhamos que viver no limite durante um bom tempo. O dinheiro pode ser curto, nosso futuro incerto; talvez tenhamos que enfrentar todo tipo de provas e testes, mantendo-nos firmes diante de maledicências e negativismos. Poucas pessoas que fizeram grandes mudanças escaparam de tais desafios, pois eles fazem parte do processo, não são um sinal de que alguma coisa está errada.

No fogo da transformação, muitas coisas são queimadas em nós. Nunca conseguimos saber totalmente o que o processo vai requerer de nós enquanto não estivermos passando por ele. Mas podemos, como preparação, procurar aquelas situações em que nossa exigência de facilidade e satisfação imediata limitam a oportunidade, reconhecendo que a mudança geralmente é desconfortável e quanto mais desconfortável, mais criativa e libertadora ela é, a longo prazo.

Neste mês, a atenção focalizada nos limites auto-impostos – os limites externos da nossa zona de conforto, que evitamos explorar – possibilitará ações muito mais efetivas no devido tempo. É melhor não desperdiçarmos esta oportunidade esperando que tudo o mais se encaixe no lugar certo antes que nós mesmos comecemos a fazer a nossa parte!

A Lua Nova em Câncer, à 01:25h GMT em 16 de julho (15 de julho às 22:25, horário de Brasília, Rio de Janeiro e S. Paulo) enfatiza o poder da escolha e a anulação que pode resultar de nos eximirmos disso.

Somos encorajados a aceitar nossa soberania pessoal e não assumir que alguma outra coisa esteja no comando de nossa vida. Sim, diariamente sofremos o impacto de todo tipo de forças e influencias, mas sacrificar nossa vontade a elas ao invés de aproveitá-las para impulsionar nosso progresso é escolher ser vítima em vez de jogador.

Viver uma vida vibrante é uma experiência paradoxal, onde somos mestres do nosso próprio destino e, ao mesmo tempo, estamos sujeitos ao universo infinito, no qual esse destino está entrelaçado com o de todos os seres. Não podemos agir isoladamente, mas devemos forjar um caminho que respeite nossas próprias necessidades e também a dos outros e da própria Mãe Terra.

Como fazer isto é uma questão pessoal, mas no momento dessa Lua Nova, somos convidados a contemplar o poder de fazer uma escolha consciente e determinada, pois assim fazendo, o próprio universo se moverá e mudará conosco, oferecendo-nos orientação, feedback e discernimento em resposta. Tudo isto estará muito acessível no mês que vem.

No dia 18 de julho, Vênus entra no primeiro grau de Virgem para uma visita rápida até o dia 31, sendo que, no dia 25, ela se torna retrógrada. Sua presença em Virgem nos estimula a fazer uma análise mais atenta dos planos e ideias que estão começando a tomar uma forma mais concreta, depois das semanas instáveis anteriores.

Embora ainda não seja o melhor momento para toda ação externa, ela nos incentiva a limpar o terreno de distrações em preparação para agosto.

No dia 23 de julho, Mercúrio e o Sol movem-se do reino aquoso de Câncer para o fogo de Leão, ajudando-nos na elaboração de planos mais sólidos, se necessário. Se as flutuações de motivação e emoção o têm deixado desanimado ultimamente, você vai receber de bom grado esta mudança para algo mais firme e edificante.

Enquanto o Sol se move através do seu próprio signo, começaremos a perceber para onde estamos nos dirigindo, graças a uma perspectiva mais estável e uma inspiração mais duradoura, que não muda de foco a cada cinco minutos!

Em 25 de julho, Vênus inicia uma passagem retrógrada, que vai até 6 de setembro. Essencialmente através de Leão, este período significa um processo de formação interna, que nos capacitará a satisfazer melhor as nossas necessidades nos últimos quatro meses do ano. Vênus retrógrada em Leão é autossustentável e confiante em seu valor, sem necessidade de confirmação externa.

Esta é uma força útil para os próximos meses, quando estaremos desenvolvendo mudanças e planos que podem, em alguns momentos, encontrar resistência daqueles à nossa volta. Quando Vênus estaciona retrógrada, enfatiza o valor da autoaceitação, bem como a necessidade de autoanálise objetiva para identificar onde e como podemos cumprir melhor nossa vocação e potencial.

No dia 26 de julho, Urano, portador de reviravoltas repentinas daquilo que chamamos “destino” (que, na verdade é a nossa própria natureza refletida de volta para nós), torna-se retrógrado por cinco meses. Durante esse período, ele reorganizará nosso mundo interior: estruturas de crença, padrões de sentimentos, pensamentos e comportamento, e perspectivas que nos mantém presos.

Urano nos revela onde estamos limitados por uma autoimagem particular, quando há muito mais para ser expressado. Podemos acolher seu poder e liberar alguns dos nossos pontos de vista mais queridos, em favor de maior liberdade para nos tornarmos aquilo e quem nós verdadeiramente somos.

Urano, o “Grande Despertador”, nos lembra que o despertar mais profundo nos acorda do sono confortável no qual acreditamos que sabemos quem somos e do que precisamos.

Uma coisa é enxergar através das limitações que nos foram impostas pelo mundo exterior; outra coisa completamente diferente é romper aquelas que involuntariamente impusemos a nós mesmos, pois uma vez que as amarras internas são rompidas, nós ficamos verdadeiramente livres.

Isto nos leva ao último dia de julho, o dia 31 e sua Lua Cheia em Aquário. Com Urano tornando-se retrógrado, essa Lua é de especial importância para aqueles que estão buscando conhecer a si mesmos verdadeiramente. Ela fala da responsabilidade que vem com a liberdade e da necessidade de maturidade espiritual acompanhada de uma disposição para desafiar restrições internas e externas.

 Esta Lua nos confronta com as consequências de nossas crenças a respeito do despertar e seu impacto em nossa vida. Se temos nos encapsulado em uma bolha espiritual ou nos concentrado demais nos problemas “de fora” em detrimento do questionamento interno, esta Lua nos pede para mudar o foco da nossa atenção.

A espiritualidade não é nem um meio de fuga, nem um pedestal de onde julgamos os outros, e sim um aspecto da experiência humana disponível a toda e qualquer pessoa.

Ela exige comprometimento profundo, honestidade severa e disposição para enfrentar os aspectos mais desafiadores de nós mesmos, de outras pessoas e da própria vida, a fim de conhecermos a própria natureza da existência a partir do interior, com um imediatismo visceral e não como uma trivialidade reconfortante ou uma questão mística.

Nós despertamos para tudo, não apenas para as pequenas coisas que escolhemos. E esta Lua Cheia ilumina a natureza indiscriminada do processo que insiste em que olhemos de frente para a vida em sua totalidade e a conhecemos como a nós mesmos.

A sinceridade quase brutal desta Lua pode pegar alguns de surpresa, mas uma aliança entre Urano e Quíron nos garante que a surpresa é boa! Às vezes, ser despertado abruptamente é o que precisamos para saber o que devemos saber.

Ao chegar o fim de julho, estaremos nos preparando para agir e entrar em outro ciclo de manifestação. A Lua nos oferece a tão esperada indicação do caminho à frente.

© Sarah Varcas – www.astro-awakenings.co.uk
Fonte – http://astro-awakenings.co.uk/july-2015-astro-energy-report
Tradução de Vera Corrêa – veracorrea46@gmail.com

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