Agaricus Blazei – Os Benefícios do “Cogumelo do Sol” – 05.05.2015

Agaricus Blazei – Os Benefícios do “Cogumelo do Sol” – 05.05.2015

O cogumelo tem uma longa história. Alguns estudiosos registram vestígios desse fungo num período que vai de 3.000 a 7.000 anos atrás. Na América anterior à descoberta, “cogumelos mágicos” eram empregados em cerimônias religiosas, por suas propriedades alucinógenas. Por sua capacidade de brotar rapidamente da madeira apodrecida ou do esterco dos animais, os antigos viam no cogumelo um sinal religioso. Chineses e egípcios antigos já conheciam os benefícios terapêuticos do cogumelo. Dizia-se que essa planta, sem raiz nem clorofila, “afinava o sangue”, reduzia infecções e até agia como afrodisíaco. Nas últimas décadas, várias pesquisas estão confirmando essas crenças e já se sabe que há pelo menos 30 variedades de cogumelos que teriam benefícios medicinais. Utilizados como alimentos em todas as eras e culturas, os cogumelos apresentam elevado teor protéico (19 – 35%) e baixo teor de gorduras; contém ainda grandes quantidades de carboidratos e fibras, variando de 51 – 88% e de 4 – 20% (peso seco), respectivamente, para as principais espécies cultivadas. Além disso, o alimento contém quantidades significativas de vitaminas, principalmente tiamina, riboflavina, ácido ascórbico, vitamina D2, bem como de minerais. Os egípcios acreditavam que os cogumelos eram oferenda do Deus Osíris. Os romanos pensavam que os cogumelos eram resultados dos raios lançados sobre a terra por Júpiter, durante as tempestades, o que explicaria sua “aparição mágica”. Entre os chineses, os cogumelos eram procurados nas matas para serem empregados com fins medicinais há 3.000 anos. Até 40 anos atrás, o consumo de cogumelo ainda se limitava à colheita das espécies silvestres. No mercado, custavam caro e só eram encontrados em casas especializadas.

Hoje é bem diferente. O número de plantadores cresceu muito, o preço ficou acessível e os cogumelos podem ser encontrados nas feiras e supermercados. Quem quiser aprender a cultivá-los, basta procurar sites na internet. O aumento da produção e do consumo veio na esteira das pesquisas. Não por acaso, foram os japoneses que mais pesquisaram os cogumelos, e são eles os maiores consumidores e defensores dos seus benefícios. Estima-se que já existam mais de 30 tipos de cogumelos catalogados como tendo propriedades terapêuticas. As espécies mais consumidas e pesquisadas, e mais conhecidas entre nós são o shiitake, o Agaricus Blazei e o reishi.

Dizia-se que essa planta, sem raiz nem clorofila, “afinava o sangue”, reduzia infecções e até agia como afrodisíaco. Nas últimas décadas, várias pesquisas estão confirmando essas crenças e já se sabe que há pelo menos 30 variedades de cogumelos que teriam benefícios medicinais. Utilizados como alimentos em todas as eras e culturas, os cogumelos apresentam elevado teor proteico (19 – 35%) e baixo teor de gorduras; contém ainda grandes quantidades de carboidratos e fibras, variando de 51 – 88% e de 4 – 20% (peso seco), respectivamente, para as principais espécies cultivadas. Além disso, o alimento contém quantidades significativas de vitaminas, principalmente tiamina, riboflavina, ácido ascórbico, vitamina D2 , bem como de minerais.

O cogumelo já mereceria estar na lista dos alimentos essenciais, apenas pelo seu sabor e seu valor nutricional, o que já não é pouco. Mas já há muitas pesquisas revelando que o alimento contém substâncias capazes de prevenir e reduzir o risco de certas doenças. Estudos tem demonstrado que certos cogumelos podem agir sobre o sistema imunológico de indivíduos saudáveis e enfermos, trazendo benefícios potenciais para doenças como o câncer, cardiovasculares, infecções e doenças autoimunes como a artrite reumatoide e o lúpus. Por tudo isso, recentemente os cogumelos têm se tornado atrativos como alimentos funcionais e como uma fonte para o desenvolvimento de medicamentos. O cogumelo Agaricus Blazei Murill, por exemplo, tem sido tradicionalmente usado como uma fonte de alimento funcional no Brasil para a prevenção de câncer, diabetes, hiperlipidemias, arteriosclerose e hepatite crônica. Falaremos dele mais adiante.

O cogumelo é um vegetal que não tem raiz, nem talo, nem folhas, nem clorofila, e que se alimenta de matéria orgânica já existente. É mais frequentemente encontrado aderido à madeira, ao esterco, ao humus. Hoje em dia é quando vamos aos supermercados/feiras/mercados orgânicos, nos deparamos com uma grande variedade de cogumelos. Mas qual a importância deles na nossa mesa e quais benefícios esses alimentos diferentes nos trazem?

Os cogumelos pertencem à classe dos fungos na natureza, aqueles mesmo que detestamos ouvir falar, e eram considerados presentes dos deuses. Porém, por apresentar variadas formas e cores, é fácil confundir os comestíveis com os tóxicos. Portanto, vamos conhecer algumas maneiras de indentificá-los e separá-los dos comestíveis, aproveitando todas as incríveis propriedades. De acordo com um estudo publicado nos Estados Unidos, os cogumelos (comestíveis) ajudam no emagrecimento, porém, precisam estar presentes no cardápio diário, na quantidade de 100g. Ricos em fibras, proporcionam maior sensação de saciedade, auxiliam na digestão, no trânsito intestinal, reduzindo os riscos de câncer de cólon. Além disso, apresentam baixo de teor de gordura (em 100g não é possível encontrar nem 1g de gordura) e baixo valor calórico; têm grande concentração de proteína (a mesma medida possui 35% desse nutriente, semelhante a um bife), vitaminas do complexo B, C, assim como os minerais potássio, iodo, cálcio e fósforo.

COMO IDENTIFICAR OS COGUMELOS TÓXICOS

Confiar em crenças, mitos e outras sabedorias populares para identificar cogumelos venenosos é uma estratégia perigosa, pois muitas destas convicções não têm rigorosamente nenhuma base científica. De fato, as duas causas mais comuns de envenenamento por ingestão de cogumelos continuam a ser a negligência e a ignorância. Descrevem-se em seguida alguns exemplos comuns de crenças e mitos nos quais NÃO devemos confiar:

Cogumelo1 – “Todos os cogumelos brancos são comestíveis”;

Assumir que todos os cogumelos brancos são comestíveis pode conduzir a intoxicações fatais. Nem todos os cogumelos venenosos possuem cores fortes. Amanita verna (Anjo da destruição) é apenas um exemplo gritante de um cogumelo branco e mortal.

2 – “Os cogumelos venenosos enegrecem os objetos de prata, os comestíveis não”;

Este mito tem sido disseminado ao longo de gerações sem ter qualquer base de verdade. Até à data não são conhecidas toxinas que reajam com a prata. Contudo, algumas substâncias, como o enxofre, reagem com a prata enegrecendo-a e alguns cogumelos, comestíveis ou não, têm uma elevada concentração de enxofre

3 – “Todos os cogumelos, desde que cozinhados prolongadamente, podem ser comidos”;

Esta afirmação está completamente errada, pois a maioria das toxinas não é destruída pela temperatura elevada.

4 – “Os insetos e outros animais evitam os cogumelos venenosos”;

Não é verdade. Um cogumelo pode ser tóxico para os seres humanos e não o ser para insetos e outros animais. Por exemplo, os coelhos e as lesmas consomem Amanita phalloides (Chapéu da morte) pois são imunes às suas toxinas.

5 – “Os cogumelos venenosos têm sabores amargos, azedos ou desagradáveis”;

O sabor desagradável não significa que o cogumelo é venenoso. Algumas Amanita venenosas possuem sabores agradáveis e até adocicados. Em oposição, Lactarius piperatus não é tóxico, mas possui um sabor extremamente picante e desagradável.

OS COGUMELOS E SUA RELAÇÃO COM A VITAMINA D

Durante o cultivo esses alimentos são expostos ao sol, e com isso produzem vitamina D, famosa protetora dos ossos juntamente com o cálcio, e grande aliada do sistema imunológico. Essa propriedade pode se potencializar  se colocarmos os cogumelos recém-comprados frescos do mercado/horta no sol, sem nada que os cubra. Como são alimentos altamente nutritivos, o ideal é que os cogumelos acompanhem preparações nutritivas também, como saladas, sopas, molhos leves de massa e até mesmo substituir os frios nos sanduíches, devido ao alto valor proteico.

ONDE ENCONTRAR E COMO COMPRAR E ARMAZENAR

No mercado, podem ser encontrados em conservas, frescos ou secos. Na hora de comprar, especialmente os frescos, deve-se verificar se esses não estão viscosos e com cheiro forte, pois isso pode indicar o desenvolvimento de outros fungos e bactérias prejudiciais à saúde. Para armazenar, coloque na geladeira, pois sua validade aumenta para até 10 dias, e uma dica: faça furos na embalagem, para que fique aerada. Na hora de preparar, basta passá-los rapidamente pela água corrente e secar bem, pois se lavar ou deixá-los de molho, pode comprometer a textura.

AS VARIEDADES MAIS ENCONTRADAS

Paris – é o cogumelo mais cultivado e consumido também, ou seja, o popular champignon. Tem o chapéu bem arredondado e “carnudo”, e sua textura macia possibilita diversas aplicações na cozinha, como conservas, molhos, pizzas, lanches, saladas, etc.

Shitake – é o segundo mais consumido no mundo, e ideal para quem precisa controlar a pressão e reduzir os níveis de colesterol. Além disso, fortalece o sistema imunológico, inibindo o desenvolvimento de tumores, vírus e bactérias e é um poderoso afrodisíaco. Também tem o chapéu carnudo, de cor marrom, e acompanha muito bem molhos, risotos, massas, bruschettas.

Shimeji – apesar da sua aparência esquisita, é o mais gostoso dentre os cogumelos, e estudos recentes o apontam como aliado no combate ao câncer e colesterol. Pode ser encontrado nos tipos claro e escuro e geralmente são consumidos em molhos, risotos, massas ou simplesmente refogados.

Portobello – é a versão madura do cogumelo Paris, tem aroma mais intenso, textura mais rígida, e por isso pode ser recheado e servido como entrada, além de ser usado também em sopas e saladas.

Porcini – é um cogumelo com a base mais grossa, semelhante a um tronco, e no Brasil, costuma ser encontrado desidratado e seco, conhecido como Funghi Secchi. Durante esse processo, seu aroma e sabor se tornam mais acentuados, porém, há perda de açúcares e minerais. Combina muito bem com molhos, risotos e sopas.

Trufas – as trufas preta e branca são as mais apreciadas, mas além das propriedades nutricionais, são conhecidas pelo sabor inigualável e também pelo seu custo extremamente elevado, e por isso são usadas em raras ocasiões e pequenas quantidades.

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O AGARICUS BLAZEI

O Agaricus Blazei é um cogumelo nativo do Brasil que desperta a atenção de pesquisadores e consumidores de todas as partes do mundo em função do seu poderoso valor nutricional. Cientistas já encontraram mais de 50 princípios ativos deste cogumelo como Beta-glucan, ergosterol e vitaminas. As propriedades do cogumelo Agaricus Blazei têm sido muito alardeadas depois que pesquisas na Universidade da Califórnia, em Los Angeles, revelaram a eficiência dos cogumelos na prevenção e no tratamento de doenças como a hipertensão, diabetes, AIDS, e em tumores, devido a seus potenciais anti-inflamatórios, antimicrobianos e antioxidantes.

O Cogumelo, além de ser excelente suplemento alimentar, tem indicação para:

– Câncer: Efeitos no controle e prevenção de diversos tipos de Câncer. Auxilia nos efeitos negativos da quimio e radioterapia.

– Doenças do aparelho respiratório: Bronquite crônica e asma.

– Doenças do aparelho circulatório: Efeito hipotensivo.

– Doenças do aparelho digestivo: Úlcera duodenal, Úlcera gástrica, Gastrite crônica, Estomatite, Pólipos, Lesões cutâneas.

– Sistema Imunológico: Células Natural Killer.

– Aparelho urinário: Cistite, Nefrite, Insuficiência renal, problemas da próstata.

– Outras doenças: Alergia, Colesterol alto, Diabetes, Inflamação mamária, Menopausa, Sinusite, Rinite, Eczema, Bursite.

O cogumelo Agaricus Blazei também possui a capacidade de melhorar as defesas do organismo. Vários estudos feitos com essa variedade, por pesquisadores japoneses e norte-americanos, encontraram no cogumelo Agaricus Blazei componentes que estimulam a produção de novas células de defesa do organismo, tais como as células B, que produzem anticorpos (imunoglobulinas – imunidade humoral); as células T, que atacam as bactérias e vírus diretamente (imunidade celular) e as células natural killers (NK), que atacam qualquer invasão prejudicial, e representam 15% dos glóbulos brancos do sangue. Os principais componentes ativos presentes no fungo seriam os polissacarídeos Beta-D-glucana, o ácido ribonucleico, heteroglucana, xyloglucana, lecitina, etc. Introduzidos nos glóbulos brancos, esses elementos liberariam anticorpos que destroem ou impedem a proliferação de células cancerígenas A presença de esteróides naturais (ergosterol), também é relevante na ação anticancerígena.

Alguns estudos mostram também que cogumelos em geral, principalmente aqueles da variedade Agaricus Blazei auxiliariam no controle da pressão arterial, do colesterol e da arteriosclerose pela sua riqueza em fibras e gorduras não saturadas. A espécie Blazei também seria rica em vitaminas B1 e B2, além de apresentar grandes quantidades de ergosterol que pode ser convertido em vitamina D2 quando seco ao sol ou desidratado.

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O COGUMELO AGARICUS BLAZEI USADO PARA TRATAR CÂNCER, DIABETES E PRESSÃO ARTERIAL

Especialistas em Biomedicina do Paraná publicaram um estudo, há cerca de três anos, em que se defende o consumo do cogumelo Agaricus Blazei para ajudar a prevenir o câncer. O motivo do cogumelo Agaricus Blazei ser utilizado como substância preventiva e até redutora de tumores está associado ao polissacarídeo Beta-glucan presente em sua parede celular que pode estimular a formação de anticorpos. Os anticorpos não atuam como agentes que podem matar diretamente as células cancerígenas, no entanto, atuam como poderosos agentes secundários onde, associados à outras substâncias de procedência inorgânicas, ou seja, em combinação com quimioterápicos, podem reverter o estágio tumoral. O Beta-glucan, polissacarídeo que é altamente encontrado no cogumelo Agaricus Blazei, exerce importantes funções na prevenção e no tratamento do diabetes. Além disso, estudos indicam que o Agaricus Blazei tem um teor considerável de zinco em sua composição. Esse micromineral tem ação hipoglicemiante por ser capaz de se ligar à insulina, melhorando a solubilidade e estocagem desse hormônio nas células ß-pancreáticas. Resumidamente o zinco aumenta a atividade da insulina. Existem ainda, estudos que indicam que o zinco estimula a secreção e o receptor desse hormônio. O cogumelo Agaricus Blazei também promove uma secreção de NO (Oxido Nítrico), um potente vasodilatador e neurotransmissor, que age diretamente sobre os vasos sanguíneos. Além disso, estudos realizados para determinação química do Agaricus Blazei indicam que este cogumelo apresenta um significativo teor de potássio e cálcio, onde o cálcio pode ativar canais de potássio da musculatura lisa dos vasos, provocando hiperpolarização e relaxamento, diminuindo assim a pressão arterial.

Referências:

KHOURY, D.E. et al. Beta Glucan: Health Benefits in Obesity and Metabolic Syndrome, Journal of Nutrition and Metabolism, 2012.

Fonte pesquisadora:

Professora Titular de Nutrição do Departamento de Agroindústria, Alimentos e Nutrição da ESALQ/USP/Piracicaba onde orienta trabalhos de pesquisa a nível de Pós-Doutorado, Doutorado, Mestrado e Iniciação Científica para alunos do Brasil e do Exterior.  Site: www.jocelemsalgado.com.br

VOCÊ CONHECE AS BETA-GLUCANAS?

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ß-glucanas são um tipo de fibra solúvel. Trata-se de um polissacarídeo linear, não ramificado, composto por unidades de glicose unidas por ligações do tipo beta 1,4 e beta 1,3 glicose. Alimentos que contém ß-glucanas, como a aveia e algumas espécies de cogumelos (AGARICUS BLAZEI), diminuem a absorção de colesterol e retardam a absorção dos açúcares. Além disso, as beta-glucanas estimulam as células imunológicas do corpo, reduzindo a incidência de infecções. Também aumentam a formação de células responsáveis pela manutenção da firmeza da pele, retardando o envelhecimento.

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Para a redução dos níveis de colesterol sanguíneo são recomendados 3g de beta-glucanas ao dia, o que pode ser encontrado em 1 xícara de chá de aveia ou cogumelos. Outra opção é o uso de produtos como a farinha do imperador, uma mistura de farinha de sorgo com o cogumelo Ganoderma lucidum,  riquíssimo em beta-glucanas. A farinha do imperador tem quantidades muito superiores à aveia: 1/2 colher de sopa já fornece as 3 gramas da fibra redutora do colesterol sanguíneo. Outra vantagem é que a mesma não possui glúten. A b-glucana é considerada um modificador da resposta biológica devido ao seu potencial imunomodulador, pois ao ser reconhecida por receptores celulares específicos tem habilidade de realçar a resposta imune do hospedeiro. Outros efeitos benéficos como anticarcinogênico, antimutagênico, hipocolesterolêmico e hipoglicêmico também têm sido relacionados a b-glucana.

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Quais os benefícios?

Os benefícios que essa fibra pode trazer à saúde de uma pessoa são incríveis. Ela é um ótimo antioxidante, é benéfica às atividades de defesa do organismo (imunomodulatória, anti-inflamatória, etc…) podendo desta forma ajudar no combate e prevenção do câncer ao fortalecer as barreiras naturais de combate ao mesmo. Em sua ação anti-inflamatória, ela pode amenizar alguns problemas bastante comuns, como o resfriado, a gripe, inflamação na garganta e alguns casos de alergias. É ótima para diminuir o risco de infecções uma vez que deixa suas defesas naturais estimuladas, além de influenciar nos níveis de colesterol circulante pelo corpo humano. Adicionalmente pode ajudar a retardar o envelhecimento estando presente na alimentação de populações asiáticas com notável longevidade. Segundo pesquisas, até hoje não se encontrou nenhuma outra substância capaz de estimular tanto o sistema imunológico quanto o tipo de Beta-Glucan encontrado em grandes quantidades no cogumelo Agaricus Blazei.

Fonte e referências: Determination of b-glucan concentration in Agaricus Blazei Murill mushroom by enzymatic method – (O objetivo deste trabalho foi avaliar a concentração de b-glucano em cogumelos Agaricus Blazei Murill cultivados no Brasil e no Japão em duas condições distintas (estufa e campo) através de método descrito por PROSKY et al. e pela “Foundation of Japanese Food Analysis Center”, pela quantificação de glicose liberada após sucessivas hidrólises enzimática e química.)

Referências aqui no Brasil;

Trabalho realizado por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) Faculdade de Engenharia de Alimentos, Laboratório de Bioquímica, Campinas/SP, Brasil.

COMO É PRODUZIDO O AGARICUS BLAZEI NO BRASIL

O cogumelo é um fungo muito sensível, que necessita condições ambientais apropriadas para seu desenvolvimento. Por esta razão, seu cultivo deve ser feito em estufas, que simulam as condições de umidade e temperatura ideais para a proliferação do fungo. A estrutura deve ser montada longe de áreas com elevada densidade demográfica, grande tráfego de veículos e poluição, pois tanto o ar, como a terra e a água devem estar livres de impurezas. O processo produtivo do Agaricus Blazei até o seu estado seco – cogumelo desidratado – passa por vários ciclos, que exigem habilidade e capacitação técnica, dentre eles: multiplicação do micélio, produção de substrato rico em nutrientes, pasteurização, inoculação, indução e frutificação, colheita, processamento, desidratação embalagem e armazenamento.

Referências: Embrapa.

COMO CONSUMIR O AGARICUS BLAZEI – Dicas culinárias

O Cogumelo do Sol é apresentado  nas seguintes formas: cogumelos desidratados fragmentados ou em pó.

Re-hidratado:  Utilize o Cogumelo do Sol re-hidratado em refogados de legumes, saladas, omeletes, recheios de tortas, etc. Pratos que requeiram pouco tempo de cozimento.

Em pó:  Adicione diretamente o Cogumelo do Sol em pó em vitaminas, sucos, leite, cremes, cereais matinais, caldos, etc.

Exemplo  de consumo: De manhã na banana amassada (10 g), no almoço mais 10 g colocadas sobre o feijão (no prato já pronto), à tarde misturado ao caldinho de feijão ou suco de frutas (mais 10g) e à noite misturada à sopa (mais 10 g no prato já pronto).

Desidratado fragmentado: Adicione diretamente no preparo de pratos que requeiram um tempo maior de cozimento (em panela de pressão, por exemplo). O Cogumelo do Sol desidratado pode ser adicionado diretamente no prato sobre  o feijão, a molhos, sopas, cozidos de legumes, etc.  Ex: Misturar o cogumelo no prato de comida ou bater junto com o suco de frutas.

Hidratação

Para hidratar o Cogumelo do sol, basta deixá-lo de molho em água filtrada por ½ hora antes do preparo do prato. Não jogue fora a água usada para hidratação, utilize-a no preparo de outros alimentos.

Forma de preparo do chá

Preparar em infusão: ferver meio litro de água (500ml), desligar o fogo e colocar 50g (DUAS XÍCARA DE CAFÉ) do Cogumelo em pó, abafar e esperar esfriar. Para casos graves, tomar um copo por dia,  para casos médios, tomar meio copo por dia e para prevenção, tomar uma xícara de café por dia.

“Haverá um tempo em que os seres humanos se contentarão com uma alimentação vegetariana e julgarão a matança de um animal inocente da mesma forma como hoje se julga o assassino de um homem.” – Leonardo da Vinci.

“Nada beneficiará mais a saúde da humanidade e aumentará as chances de sobrevivência da vida na Terra quanto a dieta vegetariana.” – Albert Einstein.

Bibliografia para consulta

1 – Iniciação à Medicina Holística – Dr. Márcio Bontempo
2 – Medicina Holística – Dr. Sérgio Teixeira
3 – Guia dos Cogumelos – Vários Autores
4 – Por dentro do Sistema Imunológico – Paulo Cunha
5 – Os 10 Mandamentos do Sistema Imunológico – Elinor Levy
6 – Polysaccharides from Agaricus Blazei stimulate lymphocyte T-cell subsets in mice. Biosci Biotechnol Biochem – Mizuno M, Morimoto M, Minato K, Tschida H
7 – Dieta Detox – Jeanne Margareth
8 – Anticâncer – Prevenir e Vencer usando nossas Defesas Naturais – David Servan -Shreiber
9 – Selective tumoricidal effect of soluble proteglucan extracted from the basidiomycete, Agaricus Blazei Murill, medi ated via natural killer cell activation and apoptosis. Cancer Immunol Immunother – Fujimiya Y, Suzuki Y, Oshima K, Kobori H, Moriguchi K,
1 0 -Antimutagenic effect of Agaricus Blazei Murrill mushroom on the genotoxicity induced by cydophosphamide. Mutation Research – Delmanto, R. D., Lima, P. L. A., Sugui, M. M., Eira, A. F., Salvadori, D. M. F., Speit, G., Ribeiro, L. R.
11 – Formolysis of a potent antitumor (1–6) b-D-glucan-protein complex from Agaricus Blazei fruiting bodies and antitumor activity of the resulting products. Carbohydrate Polymers – Kawagishi, H., Kanao, T., Inagaki, R., Mizuno, T., Shimura, K., Ito, H., Hagiwara, T., Nakamura, T., 1990
12 – Antitumor effect of peptide-glucan preparation extracted fromAgaricus Blazei in a double-grafted tumor system in mice. Biotherapy (Dordrecht) – Takusaburo E, Yoshiaki F
13 – Antitumor effect of peptide-glucan preparation extracted fromAgaricus Blazei in a double-grafted tumor system in mice. Biotherapy (Dordrecht) 1998 – Delmanto, R. D., Lima, P. L. A., Sugui, M. M., Eira, A. F., Salvadori, D. M. F., Speit, G., Ribeiro, L. R., 2001.

Nota: alguns livros estão disponíveis em nossa Biblioteca Virtual.

Divulgação: A Luz é Invencível

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