Mantendo os Pés no Chão – Relatório da Energia Astrológica de Abril de 2015 – 01.04.2015

Mantendo os Pés no Chão – Relatório da Energia Astrológica de Abril de 2015 – 01.04.2015

Sara Varcas – 1º de Abril de 2015

A Astrologia deste mês traz a sensação da Semana do Calouro na Universidade, quando os estudantes que estão chegando são orientados em sua nova vida. Há uma abundância de escolhas e o ar está pesado com tanto potencial e possibilidade. Há entusiasmo por toda parte, alimentado por uma liberdade recém descoberta, acompanhada por ansiedade, saudades de casa e, algumas vezes, uma boa dose de medo. Nós somos esses estudantes e a vida é a universidade.

O eclipse solar do dia 20 do mês passado reformulou nosso futuro, fechando todos os caminhos que não foram escolhidos e os potenciais não realizados… não como punição por não termos aproveitado as oportunidades, mas porque a própria vida deve mover-se em ciclos de nascimento, realização e morte, independentemente de participarmos ou não. O que antes era uma opção, hoje está fora de alcance; esperanças ainda não realizadas começam a se desvanecer; potenciais vibrantes começam a se exaurir. Mês passado testemunhou uma inequívoca conclusão do ciclo que se iniciou em 1997. Este mês dá partida a uma nova jornada. Aonde nos levará? Quem nos tornaremos? O que nos será solicitado e oferecido? Abril de 2015 é um mês de questionamentos, e aprender a conviver com eles é fundamental para o modo em que ele se desenvolverá para cada um de nós.

Plutão e Urano exercem sua influência sobre o Sol, ao se iniciar este mês. Eles nos lembram que, seja qual for a situação em que nos encontremos agora, ela traz a marca de quem nós somos, independentemente do que façamos com nossas circunstâncias atuais. A Astrologia ensina que a vida que se desenvolve à nossa volta é característica da vida que reside dentro de nós. Cada um de nós possui sua própria e exclusiva assinatura energética, que recebemos da vida e oferecemos a ela. Quanto melhor conhecermos o “tom” particular no qual é tocada a música da nossa vida, mais capazes seremos de moldar nossa experiência de modo que seja uma realização autêntica. Precisamos conhecer cada nota e cada tom, para estarmos alinhados com o campo sagrado quando ele correr seus dedos pelas nossas cordas, dando vida à sua melodia. Descobrir e assumir como nossas as harmonias do nosso tom exclusivo é a tarefa central da encarnação humana. Trazendo à consciência cada nuance harmônica sutil e cada som discordante, tornamo-nos cada vez mais profundamente ancorados na melodia especial da nossa vida, tocando-a com intenção de clareza e não com a necessidade de um ego ameaçado.

A primeira semana de abril é um bom momento para revermos a situação geral da nossa vida: circunstâncias materiais, relacionamentos, atividades, tudo e qualquer coisa que ocupe o espaço da nossa existência diária. Ao fazermos isto, podemos nos perguntar: “Que aspecto de mim está refletido aqui?”

Já não é suficiente apontar o dedo para outra pessoa, para o destino ou a falta de sorte e nos alienarmos da condição de agentes de nossa própria vida. Tudo o que vemos quando olhamos para fora reflete aspectos do que vemos quando olhamos para dentro de nós mesmos. Quanto mais dispostos estivermos para observar as coisas deste modo, maior será a percepção que adquiriremos sobre o que este novo ciclo nos solicitará nos próximos anos. Não nos deparamos com nada na vida que não tenha a capacidade de nos despertar para a nossa verdadeira identidade, de nos revelar e desenvolver aspectos do nosso eu falso e do nosso eu verdadeiro. Tudo o que encontramos, seja ou não bem-vindo, pode ser utilizado como espelho para nos mostrar algo do que somos e como podemos nos aprofundar mais no campo do sagrado, no qual reside o verdadeiro poder; o poder de abandonar tudo o que nos impede de expressar nosso eu autêntico e permitir que os outros façam o mesmo.

Um Eclipse Lunar no dia 4 de abril nos pede para refletir em vez de reagir. Ele põe em evidência comportamentos instintivos nascidos de hábitos antigos e experiências passadas. O desconforto de não saber ao certo para onde nos dirigimos neste momento, a tela das possibilidades em branco, ou uma inquietação que exige uma resposta… tudo isto pode nos levar agora à ação da qual nos arrependeremos mais tarde. Temperança é necessária, além de paciência e disposição para permitir que a vida siga seu próprio tempo. Este é o momento de nos abrirmos para a escuta e não nos apressarmos em tomar decisões; um momento para nos sentarmos em silêncio e permitirmos que a sabedoria interior suba à superfície, pois ela conhece tudo o que precisamos e é o árbitro mais compassivo da nossa vida. Este novo ciclo, ainda em sua tenra infância, exige de nós um relacionamento profundo e duradouro com nosso sábio interior, e este eclipse é a nossa primeira oportunidade de demonstrar o quanto estamos comprometidos com a nossa parte do acordo!

Júpiter estacionará direto em Leão no dia 8 de abril, depois de quatro meses retrógrado. Este período ofereceu a cada um de nós amplas oportunidades de se observar como ego e divino, de aceitar os dois e descobrir que nossa verdadeira identidade é uma fusão de ambos: ego imbuído de essência divina, presença sagrada filtrada através do eu em toda a sua riqueza singular de personalidade e identidade. Enquanto Júpiter se prepara para seguir adiante outra vez, podemos comprometer mais poderosamente o nosso eu egóico com o serviço sagrado. A erradicação do ego não é o caso aqui, mas sim sua purificação, levando-o a se alinhar com a fonte mais profunda de sabedoria, que modela sua expressão e atividade para fins mais grandiosos e transformacionais. Este aspecto integral da evolução da consciência estará cada vez em mais evidência neste novo ciclo criativo. Por muito tempo, ou o ego controlou tudo para seus próprios fins, ou aniquilou a si mesmo! A exigência evolucionária agora é a de oferecer o ego ao serviço sagrado, deixando que ele irradie sua luz no caminho à frente, possibilitando que todos nós caminhemos juntos por ele.

Este mês é possível que encontremos resistência a mudar e, ao mesmo tempo, uma urgência de fazer exatamente isso! Este estado paradoxal nos revela como nossas mentes funcionam quando não estamos realmente certos do que está ocorrendo! Ou queremos que as coisas permaneçam como estão, proporcionando-nos a familiaridade conhecida, ou já queremos estar no resultado final do processo de mudança, totalmente adaptados à nossa nova vida. Entretanto, não nos entusiasmamos muito pelo processo intermediário! Ele nos confunde. Nós nos sentimos perdidos, especialmente no início, quando os velhos caminhos não estão mais à disposição e a nova senda ainda não se revelou. Não nos é confortável ser uma obra em andamento, a menos que saibamos qual será o aspecto final dessa obra. O problema é que, neste momento nós simplesmente não sabemos isso. Ainda é muito cedo para termos uma visão clara da direção para a qual estamos voltados. Então, precisamos permanecer na confusão e desconhecimento, descansando ali com fé, permitindo que os questionamentos, ansiedades e medos, que nascem da incerteza, se levantem e falem, antes de desaparecerem novamente no silêncio.

Entre 12 e 15 de abril, Netuno, Marte, Nodo Norte e Lua Negra Lilith formam um Yod que nos alerta sobre o poder disponível quando ancoramos a verdade profunda em nossa consciência do dia-a-dia. Juntos, Netuno e Marte nos incentivam a nos comprometermos com o longo caminho da evolução consciente, sem procurar um atalho para escaparmos da luta do desafio e da mudança. Ao aceitarmos a situação exata em que nos encontramos agora – seja qual for a forma em que nosso presente se apresente – estamos sinalizando ao cosmos a nossa disposição de fazer o que for necessário para favorecer os interesses da comunidade global como um todo; respeitar a Mãe Terra e todas as suas criaturas, e trilhar este caminho juntos, por nós mesmos e pelos outros. O poder agora está em reconhecermos que nós simplesmente não podemos fazer isto sozinhos, que cada um deve fazer a sua parte para o contínuo despertar do Eu Sagrado no dia-a-dia. Não é necessário fugir para outro lugar para perceber a nossa divindade. Podemos conhecê-la totalmente, aqui e agora, na forma física, neste mundo material. A dualidade deste reino paradoxal é o combustível do fogo do despertar, e não uma distração que nos afasta dele. Suas arestas e cantos afiados servem para nos lembrar que ainda há muito trabalho a ser feito, verdades a serem reveladas, sabedoria a ser vivida e inspirada, enquanto criamos o próprio oxigênio necessário para sobrevivermos. Quando Plutão iniciar sua passagem retrógrada de cinco meses através de Capricórnio, em 16 de abril, não teremos mais nenhuma dúvida de que tendências escapistas não nos levarão a lugar nenhum, e que agora é fundamental enfrentar e saber lidar com o mundo em que vivemos, seus desafios ambientais, lutas interpessoais e paradoxos práticos.

Uma Lua Nova em Áries, em 18/19 de abril reitera a importância de conhecermos o “tom” em que a canção da nossa vida é tocada e a capacidade de reconhecermos quando algo ou alguém está em sintonia com ele. Isto é possível simplesmente através do tipo de escuta profunda exigida no eclipse lunar. Esta prática de atenção cuidadosa ao nosso conhecimento interior deve continuar como uma característica da nossa vida diária, se desejarmos atravessar os próximos meses com o nível de discernimento necessário para libertar o Eu Real. Este novo ciclo de nascimento requer profunda ancoragem no plano terreno, ao mesmo tempo em que expandimos nosso conhecimento da natureza multidimensional da vida. A capacidade de saber o que e quem nos ajudará neste processo é vital. Identificar os lugares, circunstâncias e pessoas que nos ajudarão a “permanecer na realidade” em vez de viver uma mentira espiritual, nunca foi tão importante do que é agora.

Os dez últimos dias de abril oferecem ampla oportunidade para “voltarmos à Terra”, se ainda precisarmos disto! Com o Sol, Mercúrio e Marte em Touro, é o momento de sentir nossos pés no chão e respeitar o apoio profundo e permanente que nossa Mãe Planetária nos oferece a cada dia. Em última instância, fazemos isto por ela. Tudo! Pois, se não conseguirmos viver de um modo que respeite e sustente a Mãe Terra, não poderemos viver agora sem que a exploração e desrespeito passados voltem a nos assombrar. Portanto, embora num nível pessoal não saibamos exatamente para onde estamos nos dirigindo, no nível planetário isto pode ser muito claro: estamos nos dirigindo mais ainda para a crise, se não assumirmos nossa parte na proteção ou na destruição deste nosso lindo lar. Neste momento, podemos nos concentrar apenas nisto: em amar nossa Mãe, agradecer-lhe, respeitá-la e reconhecer seu poder impressionante e sua comovente beleza. Fazendo isto, trazemos a nós mesmos de volta ao lar, livres de fantasias sobre o futuro e do auto-engano, em direção a um relacionamento vibrante, aterrado, com as circunstâncias da nossa vida e com todos os seres que fazem parte dela. Apenas quando tivermos feito isto poderemos saber verdadeiramente onde precisaremos dar o próximo passo, pois é no momento presente, ancorados e aterrados, que agora recebemos a orientação mais profunda da divindade interior.

© Sarah Varcas

Fonte – http://astro-awakenings.co.uk/april-2015-astro-energy-report
Tradução de Vera Corrêa – veracorrea46@ig.com.br

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