Contemplação – 23.01.2015

Contemplação – 23.01.2015

A Contemplação é o portal para o conhecimento. Uma pessoa que entra neste portal em busca de conhecimento espiritual, faria perguntas penetrantes sobre “a natureza de Deus”, e quanto mais perguntas o indivíduo fizesse, mais profundas seriam as respostas, levando-o a perguntas mais profundas.

Desafiar constantemente nossas conclusões e refinar nosso conhecimento do plenum cósmico/Deus impede-nos de estagnar, tanto intelectual como espiritualmente. Simultaneamente, esses atos de contemplação nos mantêm comprometidos com nossa espiritualidade.

Também é possível contemplá-lo, acreditando nas conclusões de outras pessoas, mas essa abordagem cria barreiras ao crescimento intelectual e espiritual. Indivíduos que aceitam sem questionar as suas crenças herdadas sobre ele , acabam por acolher uma visão estreita de si mesmos, da humanidade e do mundo natural.

Outros desafiam suas crenças herdadas e então, apressadamente adotam as conclusões de um professor, cujas respostas ás perguntas espirituais são mais universais, abrangendo amor expansivo, mais pessoas e conhecimento mais largo; mas, sem testar essas respostas diretamente, os “adoradores” são incapazes de experimentá-las pessoalmente. Em ambos os casos, a aquiescência para os preceitos de outros, inibe o progresso.

A contemplação faz o oposto, revelando continuamente o próximo passo. Enquanto se está contemplando o plenum cósmico, uma pessoa progride devido ao conhecimento libertador que conquistou por exploração pessoal. E quanto mais perguntas faz, mais inclusiva sua perspectiva será, porque o questionamento desagrega as barreiras formuladas por crenças

Isso significa que sempre que o autor da pergunta integrar uma resposta mais refinada, ele não só amplia a sua ideia dele, mas também a sua percepção do eu, passo á passo, respostas refinadas ampliam nossa identidade espiritual catalisando a liberdade intelectual e espiritual.

Um bom ponto de partida para contemplá-lo é fazer a pergunta “o que é Deus?”.

Historicamente, respostas para esta pergunta incitaram violência entre os seguidores religiosos com respostas incompatíveis. Mas buscar conhecimento de “Deus” sem religião, elimina respostas pré-formuladas que dividem a humanidade em grupos beligerantes de pessoas com diferentes crenças.

Essa pergunta desperta até mesmo ateus que, irritados pela curiosidade, admitirão ter sido balançados menos pela investigação sobre a natureza de “Deus”, do que pelas respostas insatisfatórias da religião.

Embora as respostas fornecidas pelas religiões organizadas frequentemente conduzam á complacência e desagregação, elas incitam o espírito de contemplação para os ateus , assim como para os religiosos, a angústia que uma resposta insatisfatória gera, pode incitar mais questionamentos.

Ao perguntar ”o que é Deus?”, buscadores da verdade sinceros resistem á tentação de permanecer em uma zona de conforto e em vez disso continuam procurando novas respostas. Eles reconhecem que o consolo tirado de convicções anteriores, os impediu de contemplar possibilidades mais viáveis.

Também veem muitas respostas, que já forneceram um sentido de segurança, não mais útil, ou pior, sufocante ou supersticioso rejeitando respostas oportunas, abraçam a incerteza inerente da descoberta e preparam-se para trocar zonas de conforto antigas por novos entendimentos.

Fazer perguntas sobre a natureza de “Deus” é um caminho de investigação científica e espiritual da mesma maneira que os cientistas materiais investigam o universo exterior, estudiosos do espírito, que buscam um entendimento deste plenum cósmico/Deus, começam explorando o espaço interno da mente, e acabam chegando nas respostas dentro do coração em ambos os esforços, respostas rígidas e rápidas suprimem o pensamento livre; consequentemente, tanto estudiosos materiais como espirituais, impulsionados pela contemplação, questionam suas próprias respostas e até mesmo duvidam delas!

A contemplação se apresenta não só como um método bem sucedido de investigação sobre a natureza do plenum cósmico/Deus, mas também como um potente antisséptico(não achei palavra melhor) para uma mente inundada com verdades passadas, aceitas durante séculos por meio da religião organizada. Embora a limpeza de visões maculadas possa ser incômoda, deixa o intelecto livre para exercitar seu potencial e os olhos purificados pela miopia herdada.

Alheios á purificação que os espera, muitos estudiosos espirituais começam a perguntar “”o que é Deus”” no contexto da tradição religiosa, que forjou as suas impressões anteriores de “Deus”. mas logo percebem que investigações penetrantes dirigidas a autoridades religiosas, são geralmente desencorajadas ,porque a sobrevivência continuada da religião, depende da ampla aceitação das respostas já fornecidas durante séculos, a igreja católica, por exemplo, excomungou ou matou membros que ousaram questionar seu dogma (temos inúmeros exemplos… Galileu Galilei, Giordano Bruno e o próprio Leonardo da Vinci, o gênio da renascença italiana);

Atualmente, algumas autoridades religiosas ainda usam palavras evocativas tais como heresia, diabo e outras mais, para arruinar a tendência humana á contemplação. A religião organizada rotineiramente explora a insegurança, que os indivíduos sentem, quando suas visões estão em conflito com a convicção do grupo.

Enquanto examinam as respostas para “O que é Deus?” em textos religiosos, os estudiosos espirituais podem igualmente se surpreender ao descobrir que as palavras impressas e as frases, são como manchas de tinta; suas interpretações dizem mais sobre o intérprete do que sobre os livros.

Para diminuir a probabilidade de projetar mecanicamente o significado pessoal sobre uma escritura religiosa, é importante lê-la com um olhar perspicaz, anular qualquer interpretação sem preocupações incutidas anteriormente na vida, e estudar o contexto histórico no qual o trabalho foi escrito.

Também é importante reconhecer por que eles foram registrados, pois as palavras não carregam autoridade moral ou divina. Quando se trata de colher conhecimento sobre “Deus”, podemos aprender mais, observando os hábitos de um pássaro, do que aceitar cegamente a informação fornecida por textos religiosos, seguidores e autoridades juntos.

Bem, uma resposta para essa pergunta “O que é Deus?”, pode dar origem a outras perguntas penetrantes ou a mente poderia silenciar uma resposta atraente, porém incompleta, somente para encontrar uma resposta mais completa que viesse expressa por um pensamento ou evento…..

…Ou pode ser que perguntar “o que é Deus?”, revele mais sobre o condicionamento da mente, do que qualquer outra pergunta conclusiva já pôde.

“Tudo o que cerca os seres humanos entorpece deliberadamente a necessidade do conhecimento divino visto que sentir prazer com qualquer coisa externa, reduz imediatamente a dor do vazio espiritual. portanto, enquanto gozamos os prazeres deste mundo, é fundamental que não lhes permitamos fazer com que desapareça nossa necessidade de perceber o plenum cósmico dentro de nós, visto que esses prazeres nos arrebatam as sensações espirituais.

O desejo de percebe-lo é uma característica própria dos seres humanos.porém, este não é o caso de todos os seres humanos. Esse desejo provém da nescessidade de entender o que somos, de compreender a nós mesmos,nosso propósito no mundo e nossa origem. È a busca de respostas sobre nós mesmos que nos impulsiona a buscar a fonte da vida”.

NOTA: O Texto e A reflexão final, é um ensaio com excertos compilados de manuscritos particulares

Bibliografia para consulta;
DEUS,UMA PRESENÇA – Jonathan Robinson – Ed. Nova Era
DEUS- 10 HISTÓRIAS DE REVELAÇÃO DIVINA AO HOMEM – Deepak Chopra – Ed. Agir
DEUS E O UNIVERSO / A GRANDE SÍNTESE, ambos do Prof. Pietro Ubaldi
DEUS E O HOMEM – Masahisa Goi – Ed.Smashword
O ROMANCE COM DEUS – COMO PERCEBER DEUS NA VIDA DIÁRIA -Paramahansa Yogananda – Self Realization Fellowship

Divulgação – A Luz é Invencível

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